sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Capitulo 40

Antes de aceder-mos à pista de dança achei que deveria ter uma conversa com o Gonçalo, já que o caminho tinha sido em pleno silêncio.
Agarrei-lhe no braço e puxei-o para um canto.

- o Que foi? Não te sentes bem? - Já estava visivelmente assustado.

- Não, estou óptima, mas acho que precisávamos de falar sobre o que ia acontecendo. Este dia tem sido surreal, não podia estar mais feliz mas acho que está tudo a correr depressa demais. Tornaste-te numa pessoa importante para mim e, por enquanto, gostava de te conhecer melhor e não quero que, qualquer erro, qualquer aventura afecte aquilo que, tão bonito está a começar - Desabafei e de certo modo senti-me aliviada. Na verdade estava à vista, ele era lindo, à semelhança do seu sorriso e da sua aparência fisica. Tem-se demonstrado uma pessoa impecável é o que queria para a minha vida, mas não estava disposta a abrir mão (pelo menos por enquanto) daquele sentimento pelo Rodrigo até sentir esperança.

- Eu entendo-te, apenas nos conhecemos hoje mas acho que nunca escondi que sinto imensa atracção por ti e que adoro estar contigo e conhecer-te melhor é o que eu quero. Não vou obrigar-te a nada, estou aqui quando quiseres divertir-te, assumir alguma relação ou para apenas falar. Estou disposto a ser apenas amigo, namorado ou amante, sem pressão alguma. Nunca estive nesta situação com nenhuma outra mulher e, neste momento, do que sinto actualmente ao apaixonar-me por ti é um passo.

Aquelas palavras fizeram que esboçasse um sorriso, não só pelas palavras que dissera mas também pelo alívio que sentia dentro de mim. Demonstrou ser um homem compreensivo e era disso que estava a precisar.

- Obrigado! És muito especial e tinha medo de perder isso - uma lágrima invadiu a minha cara e o Gonçalo apressou-se a limpá-la.

- De nada, precisávamos desta conversa e agora.... vamos divertir-nos? - perguntou animado.

- Claro que sim - respondi no mesmo espirito.

Em menos de cinco minutos já estavamos na pista de dança com os restantes companheiros do Gonçalo e a Amanda lá no meio. Parecia a sensação da festa, todos queriam dançar com ela. Estava contentíssima por ela, já que há uns meses a sua auto-estima estava em baixo e isso tinha mudado radicalmente.

- És a sensação da festa - gargalhei

- Não exageres!

- Mas onde foram que demoraram tanto? - perguntou curiosa

- Fomos até à feira que está perto daqui, fui comer um cachorro, porque sinceramente aquele comer não era para mim. Fiquei cheia de fome.

- Só tu, é mesmo coisas à Leire. - Abraçámos e continuámos a dançar.

Começou a tocar uma das minhas músicas favoritas, uma de Pitbull ''International Love'' e puxei o Gonçalo para dançar.

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Já estava visivelmente com uns copos a mais e ele também. A dança começou a ser cada vez mais intensa e o espaço dos nossos corpos cada vez era menor. Era visível o desejo que havia entre nós até que, o Gonçalo puxa-me pelo braço e me leva até à casa de banho mais próxima, dirigímo-nos à última cabine e trancá-mos a porta.

Aquilo que não fizemos na feira, fizemos ali. Os beijos surgiram de imediato, o desejo era tão grande que era impossível silenciar o momento. Ele sentou-se na sanita e eu coloquei-me ao colo dele. As suas mãos recorreram o meu corpo todo, parecendo que o queria explorar até ao mínimo detalhe. As roupas foram sendo retiradas à velocidade da luz, continuava a beijar-me enquanto o fazia, até que ficámos nus e não resistiu em beijar-me toda, começando pelos seios e descendo até às coxas. Aquilo estava a ser fantástico, aquele homem era fantástico!

Leire e Gonçalo

Não me inibi e dei o melhor de mim para que pudesse sair satisfeito como eu tinha a certeza que sairia. Encostou-me à parede da cabine sanitária e penetrou-me com toda a delicadeza. Chegámos ao orgasmo juntos e ainda ficamos agarrados e beijando-nos por alguns minutos. Vestimos -nos e seguimos para junto dos restantes convidados. Já estavam com um nível de alcoolemia bastante elevado, por isso nem notaram a nossa ausência.

Já passavam das 4 da manhã e a noite estava óptima, a Amanda estava bêbeda eu também não estava melhor e no dia seguinte estaria ás 10.30h no Estádio da Luz para o meu segundo e último dia de estágio, não com a equipa de futsal, mas que não deixava de ser importante e teria de estar com óptima cara. A Amanda iria dormir na minha casa, por isso pedi ao Gonçalo que chamasse um táxi e assim aconteceu. O Diego juntou-se a nós os três ( eu, Gonçalo e Amanda) e aproveitaram para nos acompanhar a casa e seguiam no mesmo táxi para a casa deles.

Já à porta da minha casa, a Amanda saiu e o Diego fez o mesmo de modo a despedir-se dela. Eu ia fazer o mesmo, mas o Gonçalo impediu-me segurando-me a mão.

- Não queres falar do que aconteceu? - perguntou-me visivelmente preocupado com a situação.

- Eu estou bêbeda e tu estás bêbado, não vale a pena falarmos se não estamos em condições para pensar em respostas coerentes, amanhã também tenho de estar no estádio ás 10.30 da manhã e quero descansar. - disse eu tentando safar-me daquela conversa. Estava extremamente confusa, mas tinha adorado aquela noite!

- Vou deixar-te o meu número no bolso do teu casaco, caso precises de alguma coisa - informei

Pedi um pedaço de papel e uma caneta ao taxista e escrevi, coloquei-o dobrado em quatro no bolso esquerdo do blaiser.

- Então... Tchau - despedi com um beijo na cara, ele bem tentou beijar-me na boca mas eu não deixei.

- Tchau, adorei esta noite - disse com um sorriso malandro.

Paguei e saí do taxi, despedi-me do Diego e entrei em casa com a Amanda. Aproveitei que tinhamos as duas que tomar um banho para ver se o alcool começava a deixar de fazer efeito e fomos fazê-lo juntas. Vesti o pijama e dei um para que ela vestisse. Deitámos e dormimos.



Pijama da Leire                          Pijama da Amanda

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Capitulo 39

Assim que nos reunimos no centro da sala a ''zoação'' foi total. Os olhares em nós eram inevitáveis.

-Então sempre conseguiste enganar a estagiária? - Ironizou Davi

- Foi muito bem enganada - continuou Marinho

- Calma rapazes, não vale a pena brigarem que para a próxima vem outro comigo - Gargalhei

- Ena... Olha ela a sair da casca, toma atenção Gonçalo - disse Diego sol

- Vamo-nos Sentar? - Perguntou o Diego Sol

- Vão vocês na Frente que eu vou ali apresentar uma pessoa à Leire - Disse o Gonçalo.

- Quem é que eu vou conhecer? - perguntei curiosa

- A pessoa responsável com que a nossa relação mudasse

- Não!

- SIM! - gozou-me

Atravessámos metade do recinto mesmo no final do meu campo de visão lá estava ele, um homem que admirava bastante, estava a fazer um trabalho quase perfeito na instituição e o Gonçalo viu essa admiração na minha cara, tinha uma expressão de uma criança que entra numa loja de Gomas, essa pessoa era o Presidente Luis Filipe Vieira.

Não estava sozinho, estava acompanhado por mais 2 super estrelas - o King Eusébio e o Mago Rui Costa. Junto a estas três vedetas ainda estava o presidente da empresa patrocinadora e o que, depois do dia de hoje, simpático e super prestável tinha entrado na minha escassa lista de pessoas admiráveis
Luis Filipe Vieira e Rui Costa

- Sr. Presidente, Sr.Eusébio, Sr. Rui Costa, Dr., Desculpem interromper mas não podia deixar de apresentar esta mulher - começou.

- É a Leire - continuou

Assim que disse o meu nome foi interrompido pelo presidente Luís Filipe Vieira.

- Sim, já sei quem é, a nova estagiária. Nós estavamos mesmo a falar dela, tenho recebido boas referências acerca do teu trabalho Leire, Parabéns! Dou muito valor às pessoas que se entregam com muito amor ao trabalho e pelo o que o Dr. João Paulo Almeida referiu, tu nasceste para ser cardiologista - elogiou

Sentí-me a corar e a única palavra que me saiu foi:

- Obrigado!

- Bem, se agora nos dão licença, vamos ocupar os nossos lugares - Despediu o Gonçalo

- Prazer em conhecê-los - Despedí-me com dois beijos, quando chegou a vez do Dr. João Paulo Almeida confidenciou-me discretamente ao ouvido

- Eles adoraram-te!

Apenas sorri e segui o meu caminho juntamente com o Gonçalo. Na mesa, já estavam alguns colegas do Gonçalo (Davi, Marinho, Diego sol com a Amanda, Bébé). Como era um jantar de trabalho, contava-se pelos dedos das mãos as mulheres que havia naquele evento, tornando-nos, a mim e à Amanda, as únicas naquela mesa.

Antes do jantar ser servido, era a altura do discurso. O presidente da empresa patrocinadora fez questão de ser o último a discursar, dando lugar ao Presidente do Benfica. Durou pouco mais de 5 minutos e o Sr. George já falava.

- Porque foi um ano de glória e a minha empresa investiu muito bem nesta modalidade, onde foi bem defendida. Eu orgulho-me de apoiar os vencedores e estes atletas são, sem dúvida, uns vencedores. Assim que se este jantar vos parecia uma ''seca'', agora vai deixar de ser, depois do jantar, realizar-se-à, neste mesmo salão, uma pequena discoteca, como prémio para todos os que se esforçaram no passado, que se continuam esforçando no presente e que se esforçarão no futuro. Uma vez mais, Obrigado!

Aquele anúncio deu ânimo àquele jantar, para mim era um sonho, porque era a primeira vez que estava naquele ambiente, mas certamente para o resto seria banal e quase uma obrigação estar ali.

O menú era requintado, não gostava muito daquilo tudo, parecia que ia morrer de fome, mas revelou-se muito pelo contrário, estava tudo tão delicioso, quer dizer, tudo tudo, nem por isso, a sopa.

Menú do Jantar

O jantar durou praticamente duas horas, quando terminou pediram-nos para nos dirigir ao bar, para que os empregados pudessem retirar todas as mesas e cadeiras, de modo a dar espaço a um novo lugar, um lugar de diversão e muita dança.

Iria demorar alguns minutos, assim que tive uma ideia.

- Amanda, eu vou dar uma volta com o Gonçalo, queres vir? - Perguntei

- Não, eu fico por aqui mesmo, estou com o Diego, não te preocupes, ainda voltas?

- Sim, sim.

Fui ao encontro do Gonçalo, estava junto dos colegas.

- Posso falar contigo? - pedi

- Claro

- O que aconteceu? - perguntou preocupado

- Não se passa nada, podes acompanhar-me a um sitio?

- Mas agora? vai começar a festa - disse

- É rápido, eu prometo

Havia a escassos quilómetros uma feira, onde vendiam uns cachorros óptimos, foi inevitável o espanto do Gonçalo ao parar-mos naquele sitio.

- O que fazemos aqui? - perguntou curioso

- É que aquela comida não é para mim, estou cheia de fome, vim comprar um cachorro, aqui é óptimo.

- Tu não existes mesmo.

Dito isso, os nossos rostos aproximaram-se, mas fomos interrompidos quando, na minha cabeça, Rodrigo apareceu. Que raiva! num momento daqueles teria de me lembrar dele?

''Quase'' beijo da Leire e do Gonçalo

Comprei o cachorro e fui comendo-o pelo caminho, quando chegámos ao carro já o tinha devorado.

Não houve assunto, apenas nos dirigimos de novo ao local do jantar. Entrámos e o espaço  e estava diferente.

Espaço da discoteca

domingo, 7 de outubro de 2012

Capitulo 38

Saímos do Carro e o empregado do local do Evento já nos esperava à entrada da passadeira vermelha. 
Ainda dentro do carro o pânico invadiu-me.

- Pensei que fosse um evento formal, de beneficência  nunca pensei que fosse este aparato todo! - disse com cara de assustada.

- Age Naturalmente - disse rindo-se. - o exterior não tem nada a ver com o interior. É um dos eventos mais importantes para a nossa equipa. Está associado o nome do nosso principal patrocinador, uma empresa estrangeira que só vem a Portugal uma ou duas vezes ao ano e uma dessas ocasiões é para este evento, por isso, para a comunicação social uma fotografia dos donos da empresa é um achado! - disse acalmando-me.

- Vamos saír? - convidou

- Só sorri e age naturalmente, lá dentro é outro mundo - concluíu

- SIm, vamos, além do mais o empregado já deve de estar farto de nos esperar - gargalhei

Ele Saiu do carro e, cavalheiro como ele era, contornou o carro e abriu-me a porta, ajudando-me na saída. Num clima animado e de muitos sorrisos, deu as chaves ao empregado do espaço que do estacionamento do carro se ocupasse, oferecendo-me de seguida o seu braço, não neguei. Estava grata por ter sido ele a acompanhar-me, acho que sozinha não teria coragem para encarar aqueles fotógrafos.
Já ia-mos a caminho quando paro.

-Então? que se passa? - perguntou-me

- E se esperássemos pelo Diego e pela Amanda? - sugeri

- Como queiras... Eles já devem estar quase a chegar 

Enquanto os esperávamos conheci o melhor, era fantástico, era o ideal para esquecer o Rodrigo, mas a minha educação não me permitia utilizar uma pessoa para esquecer outra, não era ético, mas não tentaria evitar no futuro alguma coisa, ia deixar que as coisas fluíssem naturalmente.

Passado uns minutos, a Amanda chegou com o Diego que fez a mesma cortesia de cavalheiro ao mesmo tempo que dava a chave do carro ao mesmo empregado para que realizasse a mesma função. Chegaram ao nosso encontro num ar cúmplice, estava a desconfiar de alguma coisa, porque saíram ao mesmo tempo que nós e demoraram uns largos minutos a chegarem, mas não iria abordar o assunto ali, esperaria entrar e estar a sós com ela para lhe perguntar.

- Então estavam à nossa espera? - Perguntou Diego

- Sim estávamos, vamos entrar? - sugeri

- Vamos sim...

Eu e o Gonçalo fomos na frente, um ''formigueiro'' invadiu o meu estômago. 

- Gonçalo, Gonçalo - ouvimos chamar

- Podiam pousar para uma foto, por favor? pediu um jornalista

- Queres? - Olhou-me e eu acenei com a cabeça.

Juliana Paes e o marido conferem espetáculo Hiperativo - Ag.News
Pose para a foto

O mesmo fizeram a Amanda e o Diego, assim que saímos da zona dos fotógrafos, a um metro apenas as nossas gargalhadas certamente ouviam-se a kilómetros de distância. O motivo era a minha expressão de pânico, constrangimento e de vergonha, tudo misturado.

Aquilo era lindo, a passadeira vermelha não era somente na porta, mas sim em todo o percurso que nos levava desde a entrada do recinto até ao interior onde o jantar se iria realizar.

Foto da passadeira vermelha que nos levava ao interior da sala de jantar.

Era um sonho, sentia me uma estrela. A minha mãe era uma pessoa importante no Brasil, mas eu nunca liguei para os seus jantares e festas que estavam relacionados com o seu trabalho, por isso, para mim aquilo era novo. Por fim chegamos à sala de Jantar, fiquei sem reacção  além das estrelas do futebol que eu costumava assistir na televisão, como o Eusébio, grandes estrelas do passado benfiquista até ao grande Rui Costa, mas aquela sala estava soberba.

 
Sala de Jantar.

A nossa entrada não foi de todo discreta. O Gonçalo não pode evitar os olhares e risadas dos colegas de equipa que estavam concentrados no centro da sala, onde fomos ao seu encontro.


sábado, 6 de outubro de 2012

Capitulo 37

A chegada à porta do prédio foi de tudo menos esperado. Gonçalo estava lindo.

Fato do Gonçalo

Cumprimentei-o e segui em direcção ao carro que estava estacionado em frente à porta quando vi que não seríamos só os três, que o Gonçalo não tinha vindo sozinho.

- Meninas este é o Diego Sol - apresentou

Quando olhei para ele estava deslumbrado com a Amanda.

- O mister pediu que viéssemos buscar-vos porque o senhor presidente não gosta que senhoras lindas cheguem sozinhas a eventos. - tentou desvalorizar a sua presença.

- Por isso enviou-me a mim, para que as duas pudessem entrar com companhia, cada uma em seu carro com seu acompanhante e como é assim eu alinho com esta mulher linda - disse o Diego.

Diego Sol

Eu estava agradecida por aquela escolha, queria estar a sós com o Gonçalo, já que o Diego veio no seu carro, o que nos deixava sozinhos com tempo e uma oportunidade única de abordar o tema que me estava a deixar pouco confortável.

Apresentei-me a mim e à Amanda ao Diego e fui com o Gonçalo em direcção ao carro. Ele continuava amargo e eu irritada por dentro por não perceber o porquê, até que não aguentei e tive de explodir. Aquele percurso até ao local do evento e ele sem dizer uma palavra já mexia com o meu sistema nervoso.

- Agora podes dizer-me o que é que tens? inventa uma desculpa, que és bipolar, distúrbio de personalidade seja o que seja, mas pelo menos diz-me o que é! - ordenei já fora de mim.

- Não sei do que estás a falar - continuou arrogante

- Desisto! - foi a palavra que me saiu.

aproveitei aquele silêncio para pensar naquele caminho do pavilhão até ao bar para ver se conseguiria encontrar o problema, até que... um clik na minha mente me deu a resposta, ou possível resposta que tanto procurava. Eu tinha notado naquela apresentação que o Gonçalo sentiu uma atracção por mim e se calhar aquela vontade de me acompanhar ao bar seria uma investida de me conhecer melhor e dessa forma saber se tinha hipóteses comigo, mas então surgiu aquele telefonema com a Amanda e, como sempre a tratava como ''AMOR''. O mais provável é que essa palavra teria confundido aquela cabeça e o desanimou de alguma forta, mas maltratar-me psicológicamente não era a melhor hipotese.

- Então gostaste do meu Amor? - perguntei eu com a intenção de saber se era realmente esse assunto que o incomodava.

- Qual amor? não sei do que estás a falar - disse indignado

- A Amanda, depois da minha melhor amiga ter-se mudado para França a Amanda é a minha melhor amiga, minha irmã, minha namorada sem direito a cenas intimas e a minha confidente.

A expressão mudou completamente, parece que entendeu a minha indirecta e a sua atitude mudou completamente.

Felicidade do Gonçalo

Ele explicou-me o que sentia e essa explicação era semelhante à conclusão que tinha chegado à minutos atrás. Disse-me que tinha sentido uma atracção muito grande quando me viu naquele pavilhão e que, levando-me ao bar pelo caminho mais longo, daria tempo de saber se teria hipóteses sem ser directo e parecer indelicado. referiu também que aquela chamada mexeu com ele, porque no meio de tanta conversa poderia ter-lhe dito que tinha namorado já que o seu interesse por mim tinha sido bastante claro, sentia se traído por isso tinha mudado a sua atitude.

Depois daquela justificação a nossa ''relação'' tinha mudado complemente, o tempo foi curto quando, no meio de risos e gargalhadas chegámos ao destino, fiquei deslumbrada. A entrada era linda, tapete vermelho e imensos fotógrafos. Não era um jantar simples e de beneficência? para quê aquilo tudo?

passadeira vermelha do evento

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Capítulo 36 - Visão de Amanda

Desde que a Leire integrou na universidade que a minha vida tem mudado. Ela fez-me ver que consigo ser Sexy, elegante e ser respeitada pelo sexo masculino. A minha visão acerca das mulheres bonitas no mundo académico era um pouco surreal. Eu baseava-me no que via diariamente, raparigas ''quase perfeitas'' a serem constantemente assediadas ou então a serem utilizadas com segundas intenções e eu para mim não queria isso, preferia ser feia e ser respeitada a ser vista somente como objecto de diversão.

Estes dois dias de estágio da Leire era óptimo para continuar a investir no meu novo ''eu''. Estava em casa, já que a professora que iria leccionar hoje era a mesma que estava a dirigir o primeiro dia de estágio da turma do primeiro ano, fazia zapping e lembrei-me do assunto que tinha pendente desde o dia de compras com a Leire. Estava na Benfica Tv uma entrevista do Rodrigo onde afirmava que havia uma mulher na sua vida que tinha conhecido em França durante o Estágio. Eu sabia que era coincidência a mais, ela esteve em França na época do estágio, Rodrigo é jogador do clube que a Leire é doente, vê o jogador no centro comercial e ignora-o? ele olha-a com a expressão de a conhecer e também nem nada faz? É muito estranho.

Tive uma ideia brilhante, havia uma pessoa que me poderia ajudar, que esteve presente na sua vida e também em França - A Camila.

Tinha de conseguir o número dela sem que ela descobri-se, teria de encontrar uma solução. Quando estava concentrada em ''arranjar'' uma solução quando a Leire me telefona.

- Querida tens 1 hora para estares em minha casa vestida e penteada como se fosses para a passadeira vermelha. - disse-me e desligando de seguida sem me dar margem para resposta.

Vesti-me o mais depressa que pude e fui directa para a casa da Leire. Assim que abriu a porta, ficou surpreendida deixando-me a mim apreensiva, sem saber se estava bem ou mal para um evento desconhecido.

- És mesmo tu Amanda? - disse admirada

- Claro, estou assim tão feia? - ironizei

- Óbvio que não, estás...ficou sem palavras

- Assim fico mais descansada, tu também estás linda. - comecei - vá vai lá maquilhar-te que daqui a nada vamos embora senão chegamos atrasadas.

- Não te preocupes que, alguém nos vem buscar

- Mas quem? - perguntei curiosa

- Não me perguntes porque também não sei - respondeu enquanto caminhava em direcção à casa de banho.

Era a altura certa para conseguir o número da Camila.

- Leire posso fazer uma chamada do teu telemóvel? Fiquei sem saldo - Pedi

- Claro! o meu telemóvel está na minha Pochette encima da cama - informou

Pochette da Leire

Entrei nos contactos e lembrei-me de procurar pelo nome de Rodrigo, se se conheciam ele teria de lá estar, mas não estava, foquei-me no que me destinava e retirei o número da Camila.

Ainda tive de disfarçar que terminava a chamada, a Leire já estava pronta. Ao mesmo tempo a campainha toca e o ''motorista'' já estava à nossa espera, assim que descemos. Assim que chegámos à porta do prédio e a expressão da Leire mudou, ficou atónica! 


sábado, 29 de setembro de 2012

capitulo 35 - Visão do Gonçalo (parte II)

O nosso caminho até ao bar foi animado, gostava dela, algo naquela mulher me hipnotizava, era como fosse um himan, que me atraía a ela.

- Não era preciso te dares ao trabalho de me acompanhares - disse Leire, enquanto atravessávamos o corredor.

- Não custou nada, além do mais a quem podia eu ''cravar'' um café senão à única que não me conhece? - disse enquanto soltava uma gargalhada

- Porque dizes isso?

- Porque o resto já está habituado. É um dos meus vícios e passatempos - fazendo-a rir também.
 
Gonçalo e Leire Rindo

Aquela gargalhada deu nas vistas e, onde estavam pessoas de todo o tipo de status social, desde anónimos até aos mais conhecidos atletas da instituição.

Estavamos tão bem a conversar quando somos interrompidos pelo telemóvel dela. Tinha uma conversa estranha e, não sei porque, não me estava a gostar.


- Estou?

...
- olá amor... que saudades!
Quando ela mencionou a palavra amor, algo fez click na minha cabeça. Como não pensei nisso antes? uma rapariga perfeita, bonita, inteligente e que parece não ser deste planeta devido à sua tamanha perfeição tinha de ter namorado.

...

- Ainda não fiz grande coisa, apenas conheci os rapazes do futsal

...

- Não te preocupes, são bastante simpáticos... principalmente um..
Simpático? Ri para parecer o mais natural possível, mas naquele instante só um sorriso sarcástico conseguia esboçar.

...

- Sabes que és especial e não te troco por nada deste mundo

...

- depois eu ligo-te a contar as novidades, agora vou ter de desligar, obrigado por tudo, adoro-te - Despediu-se

Por fim tinha terminado aquela conversa, mas estava agradecido por a mesma ter existido. Estava a fazer figura de idiota, não me reconhecia! Estava habituado a sair com raparigas e nenhuma conseguiu surtir qualquer efeito em mim, ao contrário de Leire que, apenas com um olhar, uma expressão... a sua presença, fez tornar esse ''impossível'' em possível.
Tinha desligado a chamada quando chegámos ao bar. Estava com raiva e não queria estar naquele espaço por muito mais tempo, muito menos a torturar-me com aquela mulher então, fui embora sem que ela tenha tempo de me dizer nada.

Faltavam mais ou menos 15 minutos e eu só me via vaguear pelos corredores para fazer tempo de me dirigir ao gabinete médico. Decidi reunir-me com os meus colegas para me distrair daqueles pensamentos.

já estavamos na sala de espera quando os exames começaram a realizar-se. Não sei se era sorte ou azar mas o meu era feito pela Leire. Ainda estava com raiva, porque é que ela não me disse que tinha namorado?

Chegou a minha vez de entrar no consultório e só desejava que fosse rápido para poder sair, apenas só tinha que evitá-la durante o dia de hoje, nada mais.
Estava deitado na maca quando a Leire me perguntou aquilo que já estava à espera mas não queria responder.
Gonçalo deitado na maca
- Está tudo bem Gonçalo? - perguntou-me


- porque não haveria de estar? - respondi de forma rude para terminar com a conversa


- Estás diferente... apenas disse estas duas palavras o que me corroeu por dentro a forma mal educada que me dirigi a uma pessoa que não conheço, mas naquele momento não estava com humor para pensar no que era certo ou errado, teria tempo de me desculpas noutra altura.

Por fim terminou os exames e outra má noticia chegou. Estava já com planos para ir para casa e não sair naquela noite, andava cansado e queria ter uma noite de descanso, mas não era hoje. O dr. informava os atletas de que teríamos nessa mesma noite um jantar de beneficiência e que tinhamos de estar presente com o fato de saída, o pior de tudo? foi quando o dr. informou particularmente à Leire de que também ela estaria. Estava atento àquela conversa, quando pergunta se pode levar acompanhante e o mesmo respondeu afirmativamente.

Aquela resposta fez-me pensar:
- mas não basta ter de aturar a sua presença senão um gajo que não conheço de lado nenhum?

Esqueci aquilo e cheguei à conclusão de que não era nem bom para mim nem para o ambiente profissional/pessoal, assim que decidi divertir-me ao máximo, como se fosse a última noite. 

capitulo 34 - Visão do Gonçalo (parte I)


Estavamos reunidos no pavilhão, grupo unido e quando estamos mais descontraídos a ''palhaçada'' está sempre presente.
Vi quando o Dr. entrava com uma rapariga pelo pavilhão... era linda, morena e com um corpo extraordinário.

- Pessoal, aproveito este momento para vos apresentar a Leire, ela é a estagiária de cardiologia, vai estar presente nos testes que realizaremos ao longo do dia de hoje. - disse o Dr.

- olá - disse a estagiária muito timida.

- Daqui a meia-hora estão todos no gabinete médico - disse ao mesmo tempo enquanto saia do pavilhão.

Assim que saíu o médico viu-se que não estava confortável, e por isso quebrou o gelo muito rapidamente.

- Olá, sou a Leire, sou do Benfica, como é óbvio - disse enquanto gargalhava

Naquele momento pensei alto e isso valeu-me o gozo dos meus colegas.

- Quando entraste por aquela porta vi logo que uma cara linda como essa só podia ser benfiquista - pensei alto.

- Obrigado - Agradeceu corada.

- Alguém me pode dizer como vou até ao bar? - perguntei

Aquele momento vi que aquele era o meu momento, momento esse que me faria conhecer uma mulher, a única que conseguiu atrair-me daquela maneira pela primeira vez.

- Acho que o Gonçalo não se importa de te levar lá - disse o Davi

Quando reparei já todo o plantel estava a incentivar. Eu queria fazê-lo, mas aquela pessoa punha-me louco só do olhar, não consigo explicar, parece que exerce um poder que desconheço sobre mim e que faz com que não pense nem sequer respire quando estou perto dela.

- Não é preciso, é só me dizerem como lá chego - voltou a dizer


- Porque não? posso lá ir contigo sim, ainda temos 25 minutos. - Disse enquanto me levantava e caminhava na sua direcção - Vamos?


- sim, vamos, Até já rapazes - despediu-se