segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Capítulo 58

Desvalorizei o assunto e dentei que não me arruinasse a vida.

3 MESES DEPOIS

Era Dezembro, faltava uma semana para as férias do Natal. A minha vida seguia igual, ainda doída por dentro por causa do Rodrigo. O Gonçalo  depois da nossa última discussão nunca mais voltou a dar notícias. Neste 3 meses apenas me dediquei a mim e à minha carreira e ainda bem que o fiz, porque a minha média estava nos 19 valores, era a melhor da turma.
O Dr. Almeida ainda me telefonou algumas vezes para participar em alguns trabalhos, com a equipa de basquetebol e hóquei patins.

Na semana passada tinha recebido um telefonema da minha mãe a dizer que já estava de férias e que me esperava com a Camila. Por sua vez a Camila iria chegar hoje para que partíssemos as 2 juntas. Tentei convencer a Amanda em viajar até ao Brasil passar o Natal, mas como é compreensível, Natal é sinónimo de família e sendo assim iria viajar para a sua terra.

Como esta semana não era importante, os exames já foram feitos e tudo o que fizemos nada poderíamos mudar. Decidi pedir uma reunião com a directora da universidade, felizmente tinha-a nesse hora.

- Posso entrar Srª Directora? - perguntei batendo à porta e abrindo um pouco da mesma.

Leire a bater à porta do gabinete da Directora

-Entre menina Leire 

-  Com Licença - disse enquanto entrava.

- Sente-se menina e diga-me o que é que a trás aqui?

- Queria perguntar-lhe para ver se é possível eu partir de férias já esta semana, já fiz os meus exames e esta semana não tem matéria importante e eu vou para o Brasil passar o Natal com os meus pais e só de viagem perco tempo de férias...

- Bem... menina, como sabe é dificil, vou reunir à hora do almoço todos os seus formadores e chegaremos a um consenso sobre a sua dispensa no resto da semana, depois do almoço, chamar-lhe-ei aqui ao gabinete para lhe informar.

- ok Drª. Obrigado pela compreensão. - Disse enquanto lhe dava um 'passou bem' e abandonava o gabinete.

Apenas uma aula me separava da hora do almoço, tinha combinado nessa manhã em ir almoçar com a Amanda, desde que ela começara a namorar com o Diego, pouco tempo tive com ela, não insisti muito, porque eu sei que ela precisa de tempo com ele, pois devido à sua profissão o tempo era escasso. 

Recebi uma mensagem dela.

'' Não te esqueças do nosso almoço :)
já escolhi o restaurante e tudo. Adoro-te minha linda
Beijos, Amanda''

Não respondi porque a minha professora entrou pela porta adentro, com enorme vontade de começar a aula, apesar de não haver matéria para dar, apenas nos dirigimos à sala de informática e ficámos ali até ao final do tempo.

Era hora do almoço e mandei mensagem à Amanda.

'' Estou à tua espera no portão principal
Até já princesa, Adoro-te
Beijos, Leire''

Acho que ainda não tinha dado sinal de ''mensagem enviada'' e a Amanda já estava à minha beira. 

- Vamos almoçar? - perguntou

- Vamos sim... e onde vamos? 

- É surpresa - disse

- má, sabes que sou curiosa

- A vida não é perfeita - disse em tom sarcástico

Deitei-lhe a lingua para fora e fomos em direcção ao restaurante. No caminho falámos de tudo um pouco, ela explicou-me a razão pela qual temos estado pouco tempo juntas, em Janeiro começava o Mundial de futsal e o Diego estava convocado pela selecção do seu país - Brasil e não voltaria nos próximos 3 meses, por isso o aproveitar de todos os minutos juntos.

Entendia-a perfeitamente, eu faria o mesmo e fiz ver a minha opinião.

o restaurante era típico alentejano. Nunca tinha provado comida alentejana e pelos vistos ela adorava.

- Não sei o que pedir, não conheço nada disto- disse visivelmente indecisa

- Pede o mesmo que eu e não te irás arrepender - disse

- Ok, vou confiar em ti.

A Camila fez o pedido e continuámos à conversa. Contei-lhe da minha reunião com a directora. Ela era popular e conhecia muito bem os professores e a própria directora, sabia mais ou menos qual seria a resposta deles.

- Tu és, neste momento a melhor aluna que eles têm, esta semana é inútil e só temos aulas para cumprir calendário, acho que vão aceitar, mas também tudo pode mudar por causa dos restantes alunos e isso envolve o ''perdoar'' de faltas.

Com aquele comentário não ficou clara a possível resposta, mas aprendi que sofrer por antecipação não era a melhor solução.

o Empregado do restaurante chegou com dois grandiooosooooss pratos de barro com Migas com entrecosto.

Migas com entrecosto

- É delicioso, mas deve estar repleto de calorias - atirei

- Saboreia só e esquece as calorias . riu

Ri e continuei a comer com muita satisfação, estava bom de verdade. Adorei. Para sobremesa foi o tão conhecido sericaia.

sericaia

Também estava delicioso, agora percebia porque é que os Alentejanos estão cheios de colesterol.
Esperava voltar brevemente.

A hora do almoço passou rápido, adorei a comida e a companhia, já sentia saudades de estar com ela assim.
Ela pagou e fomos até à Universidade a pé, estava um dia lindo.

Assim que cheguei ao portão, a funcionária comunica-me que a directora estava à minha espera.

- Sorte - disse-me a Amanda antes de lhe dar um abraço e ir directo ao gabinete da directora.

- Obrigado querida, depois mando-te mensagem com a decisão.

Fui em direcção ao Gabinete da directora, estava nervosa, a Camila chega hoje e aproveitava para partir amanhã e aproveitar mais uns dias com os meus pais, estava com tantas saudades...

Bati à porta e pedi licença, estavam todos os formadores reunidos quando entrei.

SERÁ QUE A DIRECTORA E OS PROFESSORES CHEGARAM A UM 
CONSENSO SOBRE A ''DISPENSA'' DA LEIRE?
ACEITARÃO? REJEITARÃO?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Capítulo 57

Era madrugada de Sábado, estava sem sono ou melhor... não conseguia dormir devido aos acontecimentos no estádio da luz. Tinha tudo para ser um dia perfeito, mas resumiu-se ao dia mais infeliz da minha vida.
Levantei-me e vesti roupa para ir correr um bocado, estava a precisar de arejar a cabeça.

Roupa da Leire

Não pensei em nada e durante 2 horas corri, corri e corri com a cabeça vazia e o coração despedaçado.

Já pouco passava das 8 da manhã e voltei para casa, mas antes passei na padaria habitual a comprar pão e croissants fresquinhos.
Entrei em casa e o mesmo silêncio se fazia sentir, estava curiosa, será que a Amanda e o Diego?? Será?

Fui até à porta do quarto dela e resolvi abri-la devagar e ver com os meus próprios olhos o que já sabia, mas eu era daquele tipo... ''Ver para crer''.

Amanda e Diego a Dormir

Estava confirmado, Amanda e Diego passaram a noite juntos, ao vê-los assim, senti ciúmes com aquela cumplicidade e amor que havia na cara deles, era aquilo que procurava e dois homens quase conseguiram, mas acabaram do mesmo modo, desiludindo-me.
Fechei a porta com um sorriso na cara, estava feliz por ela e por ele.

Fui até à cozinha tomar o pequeno almoço, aproveitando os croissants quentinhos com uma fatia de queijo.

Liguei a Tv e como é normal naquela casa, estava no canal 30 da MEO - Benfica Tv, há uns tempos atrás diria que era o destino, mas naquele momento achei que fosse tortura. Estava a dar uma entrevista do Rodrigo poucos dias antes do jogo de ontem, falaram desse mesmo jogo e da sua vida pessoal, pela adaptação ao clube, colegas e à própria cidade. O assunto ''mulheres'' acabou com o resto da pouca alegria que conseguia tirar daquele dia. Tal como a anterior entrevista que tinha dado ao canal poucos dias depois do acidente em França, mencionando que estava apaixonado por uma mulher que tinha conhecido em estágio, mas não adiantou mais, desta vez, o mesmo aconteceu, referiu a ''tal mulher''.

''é uma mulher lindíssima  já há muito que não sei dela, estou completamente apaixonado por ela e vou lutar por ela para que sejamos felizes para sempre(...) Vou procurá-la, nem que seja a última coisa que faça na vida''.

Estava com tanta raiva que só me apetecia matá-lo e não querer saber do Benfica para o resto da minha vida, mas eu sabia que isso seria impossível.

A Amanda levantou-se e atrás dela seguia o Diego.

- Bom dia meninos - disse eu da cozinha

- Fogo Leire que susto - Disse a Amanda dando um pequeno salto

- Não estavam à espera de encontrar-me? - perguntei - E eu também não esperava encontrar-vos... - Ri

- Desculpa Leire, devia ter-te pedido autorização, acho que te faltei ao respeito...

Não a deixei acabar..

- A casa é nossa, o quarto é teu e vem cá a casa quem tu quiseres e nada de me pedires desculpa e não, não me faltaste ao respeito, se te apetecia, fizeste tu bastante bem.

- Não têm nada para me contar?

Quando fiz esta pergunta o Diego de imediato deu a mão à Amanda, aí percebi tudo.

- somos oficialmente namorados - respondeu o Diego

- Tava a ver que não, tá na cara que vocês se adoram, era uma estupidez estarem separados. - disse-lhes enquanto me aproximava deles e os abraçava ao mesmo tempo.

- Venham tomar o pequeno almoço, fui à padaria, há pão e croissant quentinhos - convidei - Devem estar cheios de fome - disse sarcasticamente.

Tomamos o pequeno almoço todos juntos, o Diego foi embora e deixou dois bilhetes para o jogo dessa tarde. Não sei se queria ir, ontem um e hoje outro?? Não estava preparada psicologicamente para essa situação.

O QUE ACHAM QUE VAI ACONTECER?
A LEIRE VAI AO JOGO E REENCONTRAR O GONÇALO?
OU VAI FICAR EM CASA?

DÁ A TUA OPINIÃO EM BAIXO, SE TIVERES TEMPO DEIXA COMENTÁRIO

ABRAÇO
VERÔ


sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 56

Saí da Universidade por  volta das 14.30h. Tinha pensado telefonar ao Diego para falarmos do que se passou na noite anterior, mas esperaria que ele o fizesse pois não queria ser chata nem insistente, estava insegura, agora que tinha descoberto os meus sentimentos por ele. Aquele beijo fez-me ver que o amava e o querer mais confirmava-o.

À porta da Universidade lá estava ele à minha espera, adorava quando me surpreendia . Estava dentro do seu Mercedes classe E com vidros fumados para não ser reconhecido, o que só pelo aspecto do carro era impossível.

Mercedes Classe E do Diego

Não entrei, havia muita gente, então enviei-lhe uma mensagem.

'' Vai ter comigo àquele beco sem saída que está por detrás dos apartamentos do teu lado esquerdo, Beijos Amanda''.

E assim foi, em menos de 5 minutos a pé tinha chegado ao destino combinado, ele já me esperava com um sorriso que me deixava louca. Aquele era um local bastante isolado, por isso decidimos falar ali mesmo.

- Desculpa o que aconteceu ontem, não me consegui controlar, era uma coisa que queria desde a noite da festa e tu sabes que estou apaixonado por ti não sabes? o que torna mais difícil estar longe de ti. - confessou

- apaixonado? - disse admirada - apenas sabia que gostavas de mim de uma forma especial, agora daí à paixão é um longo passo, tens a certeza que não estás a confundir sentimentos? - ao fazer-lhe a última pergunta queria que ele respondesse que não estava confuso, que sabia exactamente o que sentia porque depois de descobrir que o amava seria difícil continuar a ser apenas sua amiga. Seria doloroso!

- Não estou a confundir, acordo a pensar em ti, todo o dia penso em ti, cada vez que mexo no telemóvel peço para que me tenhas ligado ou simplesmente enviado uma sms, durmo a pensar em ti e quando há muitos dias que não sei nada de ti, nem durmo e isso é o que? amizade? eu adoro-te, eu amo-te, compreendes agora? - disse-o aproximando-se de mim - Mas se tu não sentires o mesmo eu compreendo, apenas não te quero perder - disse baixando a cabeça.

Apenas lhe peguei no queixo subi-lhe levemente a cabeça, fazendo-o olhar nos meus olhos.

- O que é que me queres perguntar?

- sentes o mesmo que eu? - perguntou

Beijei-o com muita paixão e ao fim de poucos minutos naquilo interrompi e encarei-o.

- isto esclarece?

- Sem dúvida.

Falámos da noite anterior e ele percebeu que foi naquele momento que soube que queria mais que um beijo, que queria mais que ser sua amiga.

- Para oficializar-nos (Pausou).. queres namorar comigo? - propôs

- Não sei se estou preparada para namorar com um jogador e tudo o que isso implica, mas acho que posso tentar... Aceito ! - gritei

- Que susto! sei que não vai ser fácil, vamos deixar de ter 100% de privacidade, mas juntos conseguiremos ultrapassar esses obstáculos. - disse

Beijámos-nos e fomos lanchar, um lanche ajantarado, estava esfomeada e o lanche foi estranho mas muito agradável.

- E se fossemos ver o Benfica jogar? É hoje ás 20.30h - propus

- que óptima ideia - respondeu

- São 19.45h e se fossemos já para o estádio beber umas impriais para celebrar? - ri

- Minha menina não se esqueça que eu sou uma figura pública e o que fizer hoje amanhã sabe-se.

- Claro que sim, mas se não houver ninguém a ver... ninguém saberá!

- Como assim? - perguntou curioso

- Vamos...

Fomos de caminho para o estádio, estacionámos o carro no parque de estacionamento subterrâneo e fomos em direcção aos camarotes, apesar de eu ter comprado os bilhetes para a bancada TMN. Havia uma sala à direita dos camarotes que havia material de limpeza, a porta estava aberta, entrei e puxei o Diego.

- O que estás a fazer? - perguntou ele

- Já venho, espera aqui.

Desci as escada e enquanto o fazia telefonei para a central de táxis a pedir um que viesse para a porta do estádio e que nos esperasse até que quizessemos ir para casa. Depois do que iriamos beber não estava nenhum dos dois em condições para conduzir. Pedimos que esperasse no parque subterrâneo, no local apropriado para os táxis, longe da área reservada para os jogadores/dirigentes dos clubes.
Quando cheguei aos pisos dos bares encontrei um funcionário e disse-lhe que era o meu aniversário, ele felicitou-me e eu agradeci. Disse-lhe que ia ver o jogo nos camarotes e que queria oferecer bebidas a todos os meus convidados, e a cerveja dali era uma das melhores, por isso queria uma boa quantidade dela. Pedi a bandeja móvel emprestada para transportar as bebidas, o empregado queria ajudar-me, mas eu neguei, apenas pedi que me levasse ao elevador e a partir daí já estaria orientada.

Bandeja móvel

E assim foi, acompanhou-me até ao elevador e carregou no botão do mesmo o andar que dava acesso aos camarotes e eu, cuidadosamente transportei as bebidas até onde o Diego estava escondido. Ainda era cedo e por isso não havia problema de ser-mos apanhados, tínhamos era de abandonar o local uns 10/15 minutos antes do apito inicial.

- Tu estás louca ...

- Louca por ti... - gargalhei

Bebemos e namorámos, ainda era muita quantidade de imperiais, muitas oferecidas pelo empregado o que nos deixou pouco sóbrios e decidimos abandonar o local antes de que fossemos apanhados.

Notava-se o nível de álcool ingerido e por isso decidimos abandonar o local antes que fossemos apanhados. Como o elevador ficava perto de onde estávamos escondidos, seguimos até ele e descemos ao parque subterrâneo onde estava o táxi à nossa espera. Entre gargalhadas e disparates e beijos, entrámos e pedi ao taxista que nos levasse até à minha casa. Não estávamos em condições de entrar nas bancadas repletas de gente com o Diego alcoolizado, seria péssimo para a sua reputação, já que ele amanhã teria jogo e tal acto podia comprometer a sua titularidade.

Paguei ao Taxista e subimos. Abri a porta e o Diego pegou-me ao colo fechando a porta com o pé.

Entrada em casa da Amanda e Diego

Caímos no sofá o envolvimento foi inevitável, não me lembrava da última vez que tinha bebido daquela maneira, não estava em mim.
Puxei-o até à casa de banho e entre beijos e carícias despimos-nos e fomos até à banheira que já a tinha posto a encher com sais minerais. Enfiámos-nos lá dentro cheio de espuma e a atracção fisica já era demasiado grande e com a bebida era impossível sair daquela situação.

A nossa primeira relação sexual aconteceu naquele quarto de banho e dirigimos-nos para o outro quarto, o meu, fechei a porta e ali, naquele espaço que era só nosso entregámos-nos à paixão e ao desejo que sentíamos um pelo outro, definitivamente era a ele que eu me queria entregar por completo, que queria partilhar os meus bons e maus momentos e, se em algum momento estava com dúvidas disso, naquele dissiparam-se.

Já estava a amanhecer e ali ficámos, em forma de concha até adormecer-mos.  

Amanda e Diego a dormir

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Capitulo 55

Estava irritada, quem ele pensa que é? Pensará que eu sou uma fã daquelas que o segue para todo o lado?

primeiro salvei-o depois no bar, mais tarde no colombo e agora em pleno relvado? o bom daquilo tudo é que me reconheceu.

Felizmente ao abandonar o relvado o Dr. chamou-me para nos dirigir-mos à enfermaria novamente para fazer-mos os relatórios finais.
Até àquele instante estava a ter uma experiência óptima e bastante importante no meu curriculum, mas a entrada no relvado acabou com as minhas ilusões.
Não sei se conseguiram marcar o livre ou não, mas também já não me importava, apenas queria acabar aqueles relatórios e desaparecer.

- Estás bem querida? pareces triste - notou o Dr. e uma vez mais, estava correcto, mas como era óbvio não iria confessar.

- Não, como posso estar triste depois de uma experiência destas?- menti - estou é cansada.

- Vamos terminar estes relatórios e estarás dispensada - disse-me acariciando-me o cabelo.

- Portaste-te muito bem hoje, apesar do trabalho ter sido da cruz vermelha, mas o que fizeste, apoiar e tranquilizar o jogador (Merda de jogador - pensei) é outras das funções de um profissional de saúde, manter a calma. - felicitou

- Obrigado, nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente tudo o que tem feito por mim...

- só sê o que tu és, uma boa rapariga e sabes que eu gosto muito de ti

- eu adoro-o, está a tornar os meus sonhos realidade.

Terminámos os benditos relatórios e por fim podia sair dali. Abracei o Dr. e despedi-me. Também o informei que se, por algum motivo precisasse de mim para as mesmas circunstâncias que estaria disponível, queria repetir. Tinha de o compensar por aquele carinho todo, ainda não sabia nem queria pensar nesse assunto, naquele momento, queria sim, chegar a casa o mais depressa possível.

Apanhei um taxi à saída do estádio e em menos de 15 minutos estava à porta do meu prédio. A Amanda estava em casa, fui ao seu quarto e antes de entrar vi que a porta estava fechada por completo, o que não era normal, pus o ouvido atrás da porta e ouvi ruidos, risos e falas... estava acompanhada e não interrompi, fiz o menos barulho possível e fui até ao meu quarto, precisava urgentemente de vestir o meu pijama e deitar-me, pelo menos a dormir não me lembraria do pesadelo que tinha sido esta noite.

Leire a ouvir atrás da porta do quarto de Amanda

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: VISÃO DO RODRIGO:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Estavamos no aquecimento, uma noite linda e casa cheia, aproximava-se um espectáculo óptimo de futebol. Começa a partida e eu era suplente, a equipa estava bastante bem, ganhávamos e estávamos tranquilos em termos de resultado, apesar do adversário estar bastante ofensivo e a criar problemas em diversas ocasiões. Acabou a primeira parte e o mister mandou-me aquecer porque iria entrar no segundo tempo.

O jogo retomou de novo, entrei em campo e ver e ouvir aqueles adeptos a gritar pela tua equipa é deveras fantástico e motivante. Estávamos bastante ofensivo, naquele dia, eu e o Cardozo entendia-mos muito bem. O jogo era perfeito, daquelas noites em que nada na segunda parte falhou, a posse de bola foi quase competa, adeptos e jogadores eufóricos.

Estava quase a acabar a partida quando, à entrada da área sofro uma falta, tive de fazer ''fita'' e lá consegui arrancar um cartão amarelo para o adversário. Pedi para mandar entrar a equipa médica, mas no fundo tinha mesmo sofrido com aquele acto, estava a sangrar do sobrolho e não me tinha dado conta, só quando tirei a mão da cara, já a cruz vermelha estava próxima de mim.

Enquanto me faziam o curativo, ouvia uma voz feminina tentando acalmar-me, bastante calma e serena, voz linda e doce, mas não sabia a quem pertencia, estava de costas para ela, apenas via os meus colegas cochicharem e rirem-se.

Depois do curativo feito, vi o Luisão ajudar a levantar uma rapariga linda, aquela cara era-me conhecida, desejei tanto vê-la novamente, só não sabia onde ou como procurar, mas ali, à minha frente, fiquei perplexo e nem sabia o que fazer ou dizer, apenas me saiu - TU?

Ela olhou-me com ar de desagrado e abandonou o relvado, como pude eu dizer isso? podia ter-lhe dito que queria falar com ela, que a tinha encontrado depois de várias tentativas falhadas, mas não só fiz pior e podia não voltar a vê-la mais... já sabia que integrava na cruz vermelha, tinha de saber de onde é que ela era.

Voltei ao jogo, Bruno César falha o livre e logo de seguida foi dado o apito final da partida. De imediato olhei para o banco onde costuma estar a cruz vermelha, mas já não havia sinal dela. Dirigi-me aos elementos que ainda restavam.

- Sabem-me dizer quem é a rapariga que estava convosco? - perguntei

- Não conhecemos, mas já foi embora há uns minutos.

- Não pertence à corporação?

- Não, nunca a tinha visto, certamente pertence a uma equipa privada de saúde que tem autorização do nosso comandante para incorporar no grupo.

- Ah ok, obrigado - agradeci e ao mesmo tempo ofereci a minha camisola àquela amável mulher e abandonei o relvado em direcção ao balneário.

Voltava à estaca zero, não sabia quem era nem de onde era e ainda menos como tinha ido parar ao estádio e com a cruz vermelha sem que alguém a reconheça. Não me iria render! tive tantas oportunidades e nenhuma aproveitei.

Entrei no balneário e ouvi comentários dos meus colegas acerca daquela mulher que me enfeitiçou desde França.

- Era linda e o nosso capitão teve de intervir a ajudar a dama a levantar-se - gozou Garay

-Se soubesse que tinhamos socorristas assim, tinha-me atirado para o chão muitas vezes e mais cedo - continuou Matic

Muitos mais surgiram mas eu não ouvi, apenas fui tomar banho e vesti-me o mais rápido que pude para sair dali até casa. Tinha de encontrar uma maneira de encontrá-la, mas não sabia ainda como...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Capitulo 54

Em menos de 5 minutos o Dr. João juntou-se a mim na praça centenário. Fomos directos à garagem para entrar-mos para uma sala onde estavam os materiais que iria utilizar no jogo. Tinha de tudo um pouco, fantástico!

O Dr. alertou-me e informou-me da melhor maneira de entrar em campo, porque os árbitros são muito rigorosos.

Resumo das dicas: Sempre que fosse necessário a intervenção da equipa médica eu teria de entrar em acção.

Estava em êxtase, queria aproveitar aquela experiência ao máximo e nem os meus pensamentos me iriam afectar.

Despedi-me dele e combinámos no parque de estacionamento subterrâneo às 20.15h.

Fui até ao Colombo almoçar, quer dizer... Lanchar, porque com aquela ''reunião''já passava das 17.00 horas. Dirigi-me ao último piso e comer no meu restaurante favorito ''Taste of India''.

teste of India - colombo

Apenas a 1 hora e 30 minutos do apito inicial, queria sair dali e apanhar o metro até casa. ia em ''alta velocidade'' quando deparo com uma roupa linda e perfeita na montra, queria vesti la! Apesar de ter já comprado uma, não queria saber! Era perfeita!

Entrei e à rapariga que pendurava vestidos no primeiro cabide depois da entrada principal da loja.

- olhe desculpe, não queria ser indelicada, mas será que podia conseguir-me todas as peças que estão no manequim da montra? - já que tinha pressa não tinha tempo para andar a ver de peça por peça.

- Claro que sim, só um momento que trago já - respondeu a empregada da loja (muito simpática!)

- O problema é que só tenho uma hora para chegar a casa, tomar banho e voltar novamente, acha que consegue trazer-me a roupa toda rápido? Por favor! - Disse desesperada.

- Pode deixar, para ser mais rápido vou tirar a roupa do manequim.

Acho que tive sorte, porque para tomar aquela decisão teria de ser ou a proprietária ou a gerente. Enquanto a roupa era retirada, outra funcionária  tentava encontrar as mesmas peças para voltar a vestir a manequim.

Deixei uma gorjeta altíssima, uns 100€, mas valeu a pena, em 5 minutos estava a caminho do metro.

Cheguei por fim a casa e não havia sinal da Amanda, supus que estivesse com o Diego  Atirei a mala e  os sacos para o sofá e fui directa para a casa de banho. Voltei novamente à sala retirar a roupa nova dos sacos, o tempo era escasso, não podia perdê-lo a passar a ferro.

A Meia maratona começou, com apenas 45 minutos para estar no estádio.

A fórmula:

45 minutos= 10m       +  12m            +      8m
                    (Duche)     (Maquilhar        (Vestir)
                  + Pentear)

                       15 MINUTOS PARA ESTAR NO ESTÁDIO!!!

Adorava o meu look, muito melhor que o primeiro!

Roupa da Leire

Estava a caminho do estádio e a cada cm que me aproximava, as borboletas do meu estômago davam sinal.

Cheguei 5 minutos antes, estava aliviada e cansada, porque do metro do Colombo ao parque de estacionamento subterrâneo num andar bastante acelerado ainda era largo. O parque de estacionamento subterrâneo era acesso reservado a todos os jogadores, directores e aqueles que estavam associados ao pessoal referente a casa clube. Não era nem um derby nem um clássico, mas era importante pois apenas estavamos a 3 pontos à frente do Porto e a pressão era enorme, logo a vitória era imprescindível. O adversário era o União de Leiria.

O Dr. João chamou-me à tal sala onde estava o equipamento de saúde. No momento em que atravessava o parque para ir ao seu encontro, os carros dos jogadores do Benfica estavam a começar a chegar.

Visivelmente nervosa e o Dr. viu isso, apenas me disse que ele estava ali e que tudo iria correr bem. Serviu para acalmar-me, pelo menos por enquanto. Ajudei-o a levar o material para a enfermaria . Seriamos os últimos a sentar nos bancos. 

Normalmente só o director do departamento se sentava no banco de suplentes, mas o Dr. queria que o fizesse também, não aceitei, não queria correr o risco de o encontrar ou sentar-me ao pé dele, não aguentaria ele a ignorar-me. 

- Desculpe mas vou ter de recusar, não quero parecer beneficiada em relação ao resto do pessoal que sempre trabalhou consigo e que se nunca teve esse privilégio. Não quero que fique chateado, mas tente compreender...

- compreendo sim, mas se mudares de ideias, está ali um assento guardado para ti - informou

- Obrigado por tudo - dei-lhe um abraço à entrada do túnel já com o apito inicial dado há mais de 5 minutos.

Fui ocupar o meu lugar ao pé do restante pessoal, sentei-me e assisti ao jogo de uma forma apática, sem reacção, não parecia a mesma.
O primeiro tempo tinha sido bastante igualado, apesar de estarmos a ganhar por 1-0, golo de livre marcado por Bruno César.

faltavam 5 minutos para o intervalo e o Dr. chamou-me para irmos para a enfermaria tratar dos relatórios clínicos  o que não seria complexo, já que não houve nenhuma intervenção.

Quando regressámos ao relvado já tinha começado, dei Graças a Deus de o Rodrigo ter entrado, porque levei a primeira parte a esconder-me. A segunda parte prometia, era um Benfica bastante ofensivo. Marcaram o 2-0/ 3-0 e até o 4-0. Aos 90 minutos +1 minuto de compensação, perto da entrada da área, falta sobre Rodrigo. (o mais provável é ser o último lance da partida). De imediato fiquei nervosa, depois de um jogo calmo não ia ser agora e muito menos com o Rodrigo.

O árbitro fez sinal para a equipa médica entrar. O Dr. Almeida apenas me disse ''Confio em ti'' e nem pensei duas vezes, entrei em campo com a cruz vermelha ver o que se passava com o Rodrigo. Tinha as mãos no rosto e assim que a enfermeira da cruz vermelha chegou ele tirou, no sobrolho tinha um pequeno ferimento.
Quando cheguei perto dele, estavam os colegas todos ao seu redor, pedi licença.. todos olhavam e enquanto me agachava, ficando nas costas dele, ouvia risos atrás de mim.

- estás bem? Tens alguma tontura, dor de cabeça? - ele responde negativamente com o dedo indicador. - Tens um pequeno golpe no sobrolho, com um pequeno curativo  e estás pronto para regressar. - Disse eu enquanto a enfermeira da cruz vermelha acabava e o ajudava a levantar.

- Tu? - foi só o que disse enquanto via o Luisão ajudar-me a levantar do relvado. 

Não disse nada, apenas abandonei o relvado.

Tu? Que falta de respeito! - pensei furiosa.






sábado, 10 de novembro de 2012

Capítulo 53

Acordei por volta das 7 da manhã, ainda era cedo, resolvi levantar-me já que não conseguiria ficar na cama, aquele nervosismo do dia de hoje era demasiado grande.

Fui tomar banho e vesti-me. Fui até à cozinha preparar o pequeno almoço.
Já eram 8 horas, dirigi-me até ao quarto da Amanda para acordá-la.

- Amanda, levanta-te são 8 da manhã, o pequeno almoço já está preparado, vai tomar banho enquando eu me termino de arranjar.

- Ai que sono... - protestava

- Tal não foi a noite...  não te esqueças dos meus detalhes - ri

- Não te preocupes, ao pequeno almoço falamos, vou-me despachar antes que adormeça.

- Eu também vou.

Fui maquilhar-me e arranjar a roupa para quando chegasse a casa era só tomar um duche e seguir até ao estádio. Apesar do jogo ser só ás 20.30h eu queria ir antes para preparar o material e para evitar o trânsito.


roupa da Leire                                       Roupa Amanda
Cheguei à cozinha e a Amanda já me esperava para comer-mos.

Já enquanto comíamos perguntei-lhe como tinha corrido a noite anterior com o Diego. Amanda, por sua vez responde que ele a tinha beijado e que saiu a correr e que poucos minutos ela lhe enviou uma mensagem a perguntar o porquê da reacção à qual ele respondeu que foi por medo.

Fiquei contente por ela, porque vi na sua expressão que tinha gostado, mas a sua atitude não lhe agradou, ficaram em falar hoje.

Arrumámos a cozinha e saímos juntas para a Universidade. Tinha aulas até às 13.50h e depois iria ter com o Dr. João ao estádio, como combinado para que me dê dicas para um melhor desempenho.


- Amanda não esperes por mim hoje para as refeições, a minha aula termina ás 13.50h e vou até ao estádio ter com o Dr., vou comer lá qualquer coisa enquanto organizo um material, não quero que nenhuma situação me apanhe desprevenida e me sinta impotente. Só regresso a casa ao fim da tarde para tomar um duche e vestir-me, não quero apanhar trânsito. - justifiquei

- Vou aproveitar para falar com o Diego.

- Faz isso - incentivei - vais ver que tudo se vai resolver, vocês adoram-se, tá na cara.

Despedí-me dela com doi beijos e fui para as aulas. Confesso que foi um dia em vão, não me consegui concentrar, a minha sorte é que não eram disciplinas relevantes.

Por fim o dia terminou e o momento mais importante da minha vida estava para chegar, estava nas nuvens até chegar ao portão principal. Estava o Gonçalo.

Estava lindo (como de costume), mas fingi que não o vi, além do mais estava rodeado não só de olhares como de pessoas pedindo-lhe autógrafos e fotografias.

Assim que me viu passar por ele e fingir que não o via, saiu do meio da multidão seguindo atrás de mim, tentando inutilmente falar comigo. Só ouvia

- Vamos Falar

- Não me falas é?

- Deixa de ser criança

Esta última tentativa foi dita juntamente com o segurar do meu ante-braço.

- Mas afinal o que queres? Perguntei irritada

- Falar contigo, mas como vi que não tinhas grande vontade, resolvi vir aqui

- Não sei  porque, não te valeu de nada, porque não quero nem tenho nada para falar com pessoas como tu, sem escrúpulos, que não vê meios para atingir o fim, desaparece da minha vida - gritei

- Tu é que me fizeste, lembras-te?

- Lembro sim e comparado ao que tu me fizeste não foi nada.

- E o que o que é que te fiz? - perguntou

- Tu sabes bem, não te faças de sonso. - atirei

- Queres mesmo que desapareça da tua vida?

- Quero! - disse firmemente

- Então olha-me nos olhos e diz-mo.

Foi isso que fiz, olhei-o nos olhos, confesso que ainda tinha aquele pequeno sentimento por ele, mas bastou recordar o que me fez e a minha atitude mudasse.

-Quero que saias da minha vida Gonçalo Alves, que me esqueças, entendeste? ou queres que te faça um desenho? Agora se me dás licença tenho uma pessoa à minha espera e estou a ficar atrasada.

Não esperei pela resposta dele, contornei-o e segui o meu caminho, mas mesmo assim ele fez questão de gritar uma última coisa.

- Se é isso que queres podes estar descansada que nunca mais te procuro. - Já irritado

- Obrigado - gritei sarcasticamente

Continuei a andar com o destino ao metro para chegar mais rápido ao estádio da Luz. Estava a cada minuto a aproximar-se da hora e só pensava no quão ia ser impossível evitar cruzar-me com o Rodrigo.

No telemóvel tocava a minha música favorita e vi que deu sinal de mensagem. Era da minha mãe e da Camila, supostamente respondendo à minha mensagem de ontem.

Mãe: ''Estou tão contente minha linda, merecias isso tudo, estou tão orgulhosa de ti... sei que farás um bom trabalho, faltam praticamente 2 meses para te ver, quero que venhas passar o Natal cá a casa. já tirei essa semana de férias para aproveitá-las contigo, a Camila também vem, adoro-te meu tesouro. Beijos do Pai e da Mãe. Depois manda-me mensagem a contar como foi''.

Camila: '' A sério? mereces isso tudo e muito mais, sempre te dedicaste à saúde com toda a dedicação e amor que se pode ter, tenho orgulho em ti, minha mana. Saudades tuas. Beijos meus e do Richard.''

Foi tão bom ler aquelas palavras... Dava-me confiança.

Por fim cheguei ao estádio! como prometido telefonei ao Dr. João informando-o que estava no exterior, onde ele viria ao meu encontro.

SERÁ QUE O GONÇALO NÃO PROCURARÁ MAIS A LEIRE?
COMO CORRERÁ O JOGO? LEIRE E RODRIGO SE CRUZARÃO?

SEJAM GENEROSAS NA OPINIÃO ABAIXO... CONSOANTE O FEEDBACK SERÁ O CAPÍTULO SEGUINTE...
BEIJOS, VERÔ

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Capítulo 52 - Visão da Amanda

Saí extremamente sexy, sentia-me confiante, mas também achei que, se calhar, seria exagerado, mas já estava vestida e sentia-me bem nela.

Assim que desci o prédio, estava à porta o Diego. Os olhos deles quando me viram ficaram arregalados e brilhantes, notei de imediato que tinha gostado do que via.

Cumprimentei-o com dos beijos e dirigismo-nos para o seu carro que estava estacionado mesmo em frente à porta.

Falámos de tudo um pouco, desde o meu curso, de mim e da minha recente mudança para a casa da Leire.

- Aonde me levas? - perguntei

- É surpresa. - Riu, porque pelo pouco que me conhecia sabia que eu era curiosa.

- Nem podes desvendar um bocadinho?

- Só posso dizer que vens vestida para a ocasião.

- Menos mal, pelo menos isso..

Chegámos ao restaurante, era lindo, simples e aconchegador. Nunca pensei que ele frequentasse esse tipo de sítios, mas na verdade que preferia um restaurante assim que um fino.

Restaurante

Pedimos uma sobremesa gigante e dividimos pelos dois, tinha super bom aspecto.

Sobremesa da Amanda e Diego


- Eu nasci e cresci numa familia humilde, tive as minhas dificuldades, mas graças a Deus hoje em dia estou estável economicamente falando. Apesar de ser uma figura conhecida sou humilde e não sou nada de grandes voos e acima de tudo, gosto de comer bem.

- Surpreendeste-me e sinceramente se me levasses a um restaurante mais fino não me sentia à vontade.

Aproveitámos o jantar para nos conhecer-mos melhor. Foi uma noite agradável e serviu para ver que o Diego era um homem com um grande coração e que certamente poderia ser o homem perfeito para mim, sincero, amigo e acima de tudo compreensivo.

- Então pronta para a 2ª parte?

- 2ª Parte?

- Sim, surpresa parte II

- Se for tão agradável como a primeira parte, que venha ela.

Levantámo-nos e ele foi pagar. Enquanto eu fui à casa-de-banho ele foi buscar o carro e esperou-me à porta. Ví-me ao espelho, retoquei a maquilhagem e sai.

Saí, ele estava à porta e lá fomos nós para o sitio misterioso.

Tínhamos chegado ao cinema, ao lugar do convite, mas como não tinha referido a parte de irmos comer um gelado, já não tinha a certeza do programa.

Chegámos ao cinema e como cavalheiro que ele é, deixou-me escolher o filme.

- Pode ser qualquer um? - Perguntei.

- Claro, é o que tu quiseres - respondeu

- Então, escolho o Madagáscar 3 - ri

Filme que A Amanda e o Diego assistiram - Madagáscar 3

- De certeza que me queres levar a ver bonecos animados?

- Não sou eu a escolher? E a pagar e não quero reclamações... Pipocas? - perguntei

- Sim, doces e balde médio.

- Então vou pedir um grande e dividimos, que dizes?

- Acho óptimo

Fui comprar os bilhetes e as pipocas e por sorte conseguirmos para a sessão que estava a começar.

O filme foi divertidissimo  Lembro que no meio do filme, mais precisamente no intervalo, as pessoas da sala (que não eram muitas) saíram e apenas ficamos os dois à conversa. Se ele segurou-me a mão e disse-me o quanto eu era especial para ele, fiquei sem resposta, apenas consegui reagir uns segundos depois afirmando que ele também o era para mim. Acariciou-me o rosto e parou quando as primeiras pessoas regressavam para a 2ª parte do filme.

Vimos o resto do filme e quando acabou ainda estávamos a rir.

- Mesmo assim, estás aprovada no filme, foi bom e divertido - disse

- Mas ainda dúvidas? tudo o que eu escolho é bom - segui o mesmo tom

- Não duvido nada, porque a roupa que trazes, foi muito bem escolhida, estás linda!

- Foi a Leire que escolheu - Gozei

- Não interessa, fica-te bem.

Dirigimos-nos para o carro com direcção a casa, muita conversa e uma noite que me fez ver que, se calhar, uma oportunidade ao Diego não seria má ideia, mas para já esperaria para ver o que acontece e para o conhecer melhor.

Chegámos a casa e o Diego fez questão de me acompanhar até à porta. Apenas queria terminar com uma ''boa noite'' e dois beijos, mas não... o Diego evitou a minha entrada no prédio segurando-me no braço e beijando-me sem me deixar reagir. Não esperava essa atitude dele, nem me disse nada saiu disparado  entrou no carro e foi embora.

Momento em que o Diego rouba beijo à Amanda

Demorei uns 5 minutos para voltar a reagir.

O que foi aquilo?

Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem a ele.

'' O que se passou? Porque saíste assim? Não percebi nada!', Beijos, Amanda''

Subi e estava tudo escuro, calculei que a Leire já estivesse a dormir, fechei a porta o mais devagar que consegui e encostei me à mesma e dei por mim a sorrir. Estava na cara que tinha gostado e ele? Ok que teve a iniciativa, mas porque fugiu?

Fui directa à cozinha e pus um copo de leite a aquecer no microondas, enquanto aquecia fui até ao meu quarto, recém decorado, buscar o pijama e levá-lo até à casa de banho, aproveitando para fazer a minha higiene intima e desmaquilhar.

Pijama da Amanda

Bebi o leite e quando voltei para o meu quarto com a intenção de ir dormir recebo uma mensagem, como previa era o Diego.

''Desculpa foi mais forte do que eu e tive medo da tua reacção, sei que abusei mas, como disse, foi mais forte do que eu, compreendo se ficaste chateada, beijo, Diego''

Apenas lhe respondi.

''Amanhã falamos'' - Estava a adorar fazer-me de ofendida quando na realidade queria mais.

Tirei o som do telefone e fui dormir.