quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Capítulo 61

Das 8 horas que estaria ''enfiada'' num avião daria tempo para por a conversa em dia com a Camila. Ela contou-me tudo sobre a sua relação com o Richard, pela descrição aquela relação era o paraíso. Também aproveitei para lhe contar todos os detalhes do meu envolvimento com o Gonçalo e ela concordou com a minha atitude. Passadas 2/3 horas a conversar, a Camila acabou por adormecer e eu, aproveitei para pensar na minha vida, como sempre o assunto Rodrigo vinha à minha cabeça. Por mais que quisesse não conseguia esquecer este assunto, era mais forte do que eu. Acabei por adormecer.

Quando acordei já era de dia, 6 da manhã e as hospedeiras faziam-se passar pelos corredores do avião transportando o pequeno almoço.

- Meninas, vão querer comer alguma coisa? - perguntou a hospedeira

- Eu quero - respondeu a Camila

- Eu também - respondi

No pequeno tabuleiro continha um pão de leite misto juntamente com uma salada de frutas e um sumo de laranja natural. Tínhamos este pequeno-almoço delicioso, porque viajávamos na primeira classe.

Hospedeira a servir o pequeno almoço.

Por fim foi o tempo de tomar o pequeno almoço e as hospedeiras recolherem os tabuleiros para o avião aterrar. Já não tinha posição para estar, queria ver terra, pisar chão.

Por fim saí daquele avião, recolhemos as malas e entrámos no Táxi com direcção ao Leblon. A minha avó tinha uma vivenda lá, não me lembrava do nome da rua, mas certamente dizendo o nome e apelido dela, o taxista chegaria lá, era uma pessoa bastante influente no mundo dos cosméticos e a minha mãe estava a seguir os seus passos.

Chegámos ao portão da vivenda, reconhecia-o mesmo se não o visse durante décadas. Chamei o porteiro, o Sr. Chico. Estava lá há anos, era como um avô para mim...

- Menina Leire, que saudades, menina Camila, que linda - disse o Sr. Chico, ele nem sabia o que dizer.

- Sr. Chico - Só dissemos o seu nome e corremos para abraçá-lo.

- as meninas não eram só para vir na semana que vem? - perguntou

- Sim, mas a directora da minha escola dispensou-me esta semana também e então decidimos fazer uma surpresa.

- Que bela surpresa - disse o sr.Chico com um brilho no olhar.

- e a minha avó? - perguntei

- Está na sala com as vossas mães - respondeu

- Ainda bem, assim pegamos todo o mundo desprevenido. Peça ao Edu que leve as nossas malas para dentro.

Fomos directas à sala, pé ante pé, ouvimos-as falar e com uma afirmação com a cabeça para a camila como sinal de preparação para surpreender, contámos até 3.

- Surpresa - Gritámos em coro

A sala ficou ao rubro, todos se levantaram para abraçar-nos, todos os comentários possíveis e imaginários sobre o nosso aspecto fisico foram ditos.

- Filha estás tão linda, que saudades - disse-me a minha mãe enquanto me abraçava juntamente com o meu pai.

Ele parecia ser forte, mas já fazia alguns anos que não nos víamos e essas recordações e saudades fê-lo derramar uma lágrima. Estava mais sentimental do que quando o deixei. Abracei ainda a Mãe e o pai da Camila ( o tio Roberto e a Tia Mila), para último deixei a minha avó e a avó da Camila, estavam impressionantes, os anos não passaram por elas. Abracei-a com toda a minha força, estava cheia de saudades dela, além da minha outra avó ela era também o meu pilar e um exemplo a seguir. Lutadora, determinada e com grande sentido de responsabilidade e dedicação.

- Sentem-se e contem-nos que fazem aqui tão cedo? - perguntou a minha mãe.






Capítulo 60

Demorámos algumas horas em arrumar os meus pertences para as próximas 2 semanas.
Estávamos a levar as malas para a porta de casa quando a Amanda chegou. Corri para abraçá-la.

- que malas são estas? - disse a Amanda enquanto via a Camila as punha ao pé da porta.

- são minhas, vou viajar hoje para o Brasil, já que estou dispensada das aulas quero aproveitar o tempo com os meus pais. - informei

- Nunca pensei que fosses tão rápido, mas acho que fazes bem... eu tenho aulas até quarta-feira e vou também embora para a minha terra, passar o Natal com os meus pais.

- nem vos apresentei, Camila, esta é a melhor pessoa que já conheci, a seguir de ti, claro! - gozei

Elas cumprimentaram-se e estava contente porque se davam bem, muitas das vezes a Camila poderia sentir que a nossa cumplicidade de à anos pudesse estar comprometida.

Ainda eram 19 horas, ainda faltava para o jantar chegar, mas enquanto a Amanda iria tomar banho e arranjar-se porque fazia questão de nos acompanhar com o Diego ao Aeroporto eu e a Camila fomos pondo a mesa para os 4.

A comida chegou ás 8 em ponto, paguei e servi-a. Apenas esperávamos o Diego que tinha tido treino ás 18.

A Amanda estava linda e isso demonstrou-se nos olhos do Diego quando chegou. Pouco passava das 8.30 da noite.

Roupa da Amanda

- Estás linda amor - elogiou

- Obrigado - disse a Amanda enquanto o beijava.

- Hum Hum - Interrompi - Vocês não estão sozinhos - gargalhei e a Camila juntou-se a mim.

- Diego esta é a Camila, a melhor amiga da Leire, ela é que vivia aqui antes de ir estudar para França. Elas vão ir hoje para o Brasil passar o Natal com a família e eu vou acompanhá-las ao Aeroporto e tu vens comigo.

- Se tu dizes, tu é que mandas - riu enquanto cumprimentava a Camila.

- Vamos Jantar - perguntei

- Vamos - responderam eu coro

O jantar foi animado, no meio de tanto assunto abordado questionei a vinda solitária da Camila, mas ela disse que o Richard tinha viajado para Londres, onde estavam actualmente os seus pais. Ainda perguntei ao Diego, já que, tal como nós (eu e a Camila) tinha a familia no Brasil, onde iria passar a consoada. Foi com grande espanto que a Amanda disse que ia levá-lo para passá-la com a sua família, aproveitaria para apresentá-lo à sua família. Aquilo estava mesmo sério!

Conversa vai conversa vem e as horas passaram, já eram 22.00 horas. Em meia-hora no máximo tínhamos de partir para o aeroporto.

- Meninas vão se lá arranjar e pegar nas coisas para ir-mos embora, senão ainda perdem o avião. - disse a Amanda.

Fomos directas para o meu quarto para tocar-mos de roupa enquanto a Amanda e o Diego tratavam da loiça.


Roupa da Camila                                                            Roupa da Leire

Chegámos à sala com o resto das malas e lá fomos nós para o Aeroporto. Encima da hora, só tivemos tempo de fazer o check-in e dirigir-nos para o Avião.

- Portem-se bem vocês os dois, vamos falando pelo skype, daqui a duas semanas já estou de volta. A casa é tua, faz o que quiseres dela, não lhe pegues fogo. - ironizei

- E se fores lá para casa para ela não estar sozinha? pensa nisso - incentivei.

Passageiros com destino ao Rio de Janeiro, dirijam-se à porta de embarque número 40. Obrigado!

- É o nosso, vamos indo... - despedi

Despedimos-nos e entrámos no avião com destino ao Rio de Janeiro, cidade onde estavam os meus avós maternos e os paternos da Camila a viver e onde iríamos passar as próximas duas semanas.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Capítulo 59

- Com Licença - disse enquanto fechava a porta.

Estava reticente referente à resposta. Queria muito ir, pois havia já bastantes anos que não sabia o que era passar mais de um par de dias com a minha família, mais precisamente a minha mãe.

- Senta-te Leire, por Favor - pediu a directora.

Fiz o que disse.

- Estivemos a falar entre os formandos sobre qual seriam as consequências sobre as tuas notas na tua ausência desta semana e notámos que não é nenhuma, apenas temos este período de aulas para cumprir calendário e além do mais não há materia para dar neste período, as aulas são praticamente todas na sala de informática, assim que, sendo tu uma aluna exemplar, dizendo que a melhor, sem cadeiras em atraso, damos-te autorização para ir viajar para o teu país e aproveitares a tua família. - comunicou a directora e ao mesmo tempo, todos os formadores demonstraram um sorriso.

- Não sei como ei de agradecer, há mais de 2 anos que não passo o Natal em casa. Os meus pais sempre trabalharam imenso para a empresa e nesta altura do ano sempre estiveram em promoções dos produtos. Uma semana por ano é o que costumo passar com eles e, agora que a única pessoa da minha família em Portugal faleceu é demasiado importante para mim esta viagem. - justifiquei.

- O teu esforço ao longo ano tem sido irrepreensível, decidimos premiar-te para te dar força para o próximo que não vai ser fácil. - informou

- Obrigado a todos - não consegui evitar deixar cair umas lágrimas, de alegria claro! Estava ansiosa por contar à Amanda ir para casa arranjar-me e ir ter com a Camila ao aeroporto.

- Já estás dispensada, podes ir para casa e boas férias - foi o desejo de todos.

- Obrigado, obrigado! - pulei de alegria.

Dei um abraço a todos os formandos e saí da sala dos professores. A minha ideia era abandonar a universidade e aproveitar para passar em casa rápido, muito em breve aterraria o avião da Camila e queria lá estar para a receber. Pelo caminho enviei uma mensagem à Amanda.

''querida, os professores admitiram a minha dispensa desta semana... estou tão contente!! Vou passar em casa a tomar um banho e vou a correr para o aeroporto buscar a Camila. Vi no teu horário que tens aulas até às 18h, assim que vemos-nos à hora do jantar, eu levo comida. Beijos, Leire''

Ela não respondeu e eu já esperava isso, estaria em aula. Fui de táxi para casa, era mais rápido. Em menos de meia-hora estava à porta do prédio.
Fui directa à casa de banho tomar um duche super rápido. O meu relógio marcava as 15 horas e o avião estava previsto aterrar por volta das 16.30h. Já que não estava frio (parecia um dia de Primavera) resolvi vestir uma roupa cómoda.

Roupa da Leire

Fui directa para o Aeroporto e assim que cheguei o avião da Camila tinha acabado de aterrar. Esperei uns 5 minutos e a Camila apareceu... Linda e super elegante. Notava-se que o Mundo da Moda era a sua profissão.

Vestuário da Camila

Assim que os nossos olhares se cruzaram corremos para nos abraçar.

- Que saudades amor - dissemos em conjunto

- Estás linda - referi eu

- Olha para ti... sem palavras - disse a Camila

- Vamos recolher a bagagem - disse

- Então e quando estás a pensar ir para o Brasil? - perguntei

- Não sei, pensaste em algum dia? - questionou

- Os meus professores aceitaram dispensar-me das aulas esta semana, já que fui a melhor aluna, decidiram brindar-me com esse ''prémio''. - informei

- Óptimo... e se fossemos hoje? - sugeriu

- Hoje? Mas nem tenho a passagem nem a bagagem arrumada... - disse 

- Olha - apontou para o quadro das partidas. - Rio de Janeiro - 23 horas

- Ainda faltam algumas horas... acho que dá tempo e assim fazemos uma surpresa aos pais.

Fomos até ao balcão comprar a passagem, seria para as 23 horas dessa mesma noite. Tinha muita coisa que fazer, comprar o jantar antes de regressar a casa e arrumar as malas. O mesmo táxi esperava-nos. Parámos num pronto a comer e comprei a primeira coisa que havia lá. Frango assado. Combinei com o empregado que o entregasse ao domicilio por volta das 20.00 horas.

Jantar da Leire, Camila e Amanda.

Chegámos a casa.

- Que saudades - referiu a Camila.

- E de certeza que ela (Casa) também tem tuas. - disse.

Fui mostrar como tinha ficado a decoração do quarto da Amanda, ela ficou maravilhada, tal como eu fiquei. Estava Lindo!

Fomos até ao meu quarto e começámos a fazer as malas.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Capítulo 58

Desvalorizei o assunto e dentei que não me arruinasse a vida.

3 MESES DEPOIS

Era Dezembro, faltava uma semana para as férias do Natal. A minha vida seguia igual, ainda doída por dentro por causa do Rodrigo. O Gonçalo  depois da nossa última discussão nunca mais voltou a dar notícias. Neste 3 meses apenas me dediquei a mim e à minha carreira e ainda bem que o fiz, porque a minha média estava nos 19 valores, era a melhor da turma.
O Dr. Almeida ainda me telefonou algumas vezes para participar em alguns trabalhos, com a equipa de basquetebol e hóquei patins.

Na semana passada tinha recebido um telefonema da minha mãe a dizer que já estava de férias e que me esperava com a Camila. Por sua vez a Camila iria chegar hoje para que partíssemos as 2 juntas. Tentei convencer a Amanda em viajar até ao Brasil passar o Natal, mas como é compreensível, Natal é sinónimo de família e sendo assim iria viajar para a sua terra.

Como esta semana não era importante, os exames já foram feitos e tudo o que fizemos nada poderíamos mudar. Decidi pedir uma reunião com a directora da universidade, felizmente tinha-a nesse hora.

- Posso entrar Srª Directora? - perguntei batendo à porta e abrindo um pouco da mesma.

Leire a bater à porta do gabinete da Directora

-Entre menina Leire 

-  Com Licença - disse enquanto entrava.

- Sente-se menina e diga-me o que é que a trás aqui?

- Queria perguntar-lhe para ver se é possível eu partir de férias já esta semana, já fiz os meus exames e esta semana não tem matéria importante e eu vou para o Brasil passar o Natal com os meus pais e só de viagem perco tempo de férias...

- Bem... menina, como sabe é dificil, vou reunir à hora do almoço todos os seus formadores e chegaremos a um consenso sobre a sua dispensa no resto da semana, depois do almoço, chamar-lhe-ei aqui ao gabinete para lhe informar.

- ok Drª. Obrigado pela compreensão. - Disse enquanto lhe dava um 'passou bem' e abandonava o gabinete.

Apenas uma aula me separava da hora do almoço, tinha combinado nessa manhã em ir almoçar com a Amanda, desde que ela começara a namorar com o Diego, pouco tempo tive com ela, não insisti muito, porque eu sei que ela precisa de tempo com ele, pois devido à sua profissão o tempo era escasso. 

Recebi uma mensagem dela.

'' Não te esqueças do nosso almoço :)
já escolhi o restaurante e tudo. Adoro-te minha linda
Beijos, Amanda''

Não respondi porque a minha professora entrou pela porta adentro, com enorme vontade de começar a aula, apesar de não haver matéria para dar, apenas nos dirigimos à sala de informática e ficámos ali até ao final do tempo.

Era hora do almoço e mandei mensagem à Amanda.

'' Estou à tua espera no portão principal
Até já princesa, Adoro-te
Beijos, Leire''

Acho que ainda não tinha dado sinal de ''mensagem enviada'' e a Amanda já estava à minha beira. 

- Vamos almoçar? - perguntou

- Vamos sim... e onde vamos? 

- É surpresa - disse

- má, sabes que sou curiosa

- A vida não é perfeita - disse em tom sarcástico

Deitei-lhe a lingua para fora e fomos em direcção ao restaurante. No caminho falámos de tudo um pouco, ela explicou-me a razão pela qual temos estado pouco tempo juntas, em Janeiro começava o Mundial de futsal e o Diego estava convocado pela selecção do seu país - Brasil e não voltaria nos próximos 3 meses, por isso o aproveitar de todos os minutos juntos.

Entendia-a perfeitamente, eu faria o mesmo e fiz ver a minha opinião.

o restaurante era típico alentejano. Nunca tinha provado comida alentejana e pelos vistos ela adorava.

- Não sei o que pedir, não conheço nada disto- disse visivelmente indecisa

- Pede o mesmo que eu e não te irás arrepender - disse

- Ok, vou confiar em ti.

A Camila fez o pedido e continuámos à conversa. Contei-lhe da minha reunião com a directora. Ela era popular e conhecia muito bem os professores e a própria directora, sabia mais ou menos qual seria a resposta deles.

- Tu és, neste momento a melhor aluna que eles têm, esta semana é inútil e só temos aulas para cumprir calendário, acho que vão aceitar, mas também tudo pode mudar por causa dos restantes alunos e isso envolve o ''perdoar'' de faltas.

Com aquele comentário não ficou clara a possível resposta, mas aprendi que sofrer por antecipação não era a melhor solução.

o Empregado do restaurante chegou com dois grandiooosooooss pratos de barro com Migas com entrecosto.

Migas com entrecosto

- É delicioso, mas deve estar repleto de calorias - atirei

- Saboreia só e esquece as calorias . riu

Ri e continuei a comer com muita satisfação, estava bom de verdade. Adorei. Para sobremesa foi o tão conhecido sericaia.

sericaia

Também estava delicioso, agora percebia porque é que os Alentejanos estão cheios de colesterol.
Esperava voltar brevemente.

A hora do almoço passou rápido, adorei a comida e a companhia, já sentia saudades de estar com ela assim.
Ela pagou e fomos até à Universidade a pé, estava um dia lindo.

Assim que cheguei ao portão, a funcionária comunica-me que a directora estava à minha espera.

- Sorte - disse-me a Amanda antes de lhe dar um abraço e ir directo ao gabinete da directora.

- Obrigado querida, depois mando-te mensagem com a decisão.

Fui em direcção ao Gabinete da directora, estava nervosa, a Camila chega hoje e aproveitava para partir amanhã e aproveitar mais uns dias com os meus pais, estava com tantas saudades...

Bati à porta e pedi licença, estavam todos os formadores reunidos quando entrei.

SERÁ QUE A DIRECTORA E OS PROFESSORES CHEGARAM A UM 
CONSENSO SOBRE A ''DISPENSA'' DA LEIRE?
ACEITARÃO? REJEITARÃO?

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Capítulo 57

Era madrugada de Sábado, estava sem sono ou melhor... não conseguia dormir devido aos acontecimentos no estádio da luz. Tinha tudo para ser um dia perfeito, mas resumiu-se ao dia mais infeliz da minha vida.
Levantei-me e vesti roupa para ir correr um bocado, estava a precisar de arejar a cabeça.

Roupa da Leire

Não pensei em nada e durante 2 horas corri, corri e corri com a cabeça vazia e o coração despedaçado.

Já pouco passava das 8 da manhã e voltei para casa, mas antes passei na padaria habitual a comprar pão e croissants fresquinhos.
Entrei em casa e o mesmo silêncio se fazia sentir, estava curiosa, será que a Amanda e o Diego?? Será?

Fui até à porta do quarto dela e resolvi abri-la devagar e ver com os meus próprios olhos o que já sabia, mas eu era daquele tipo... ''Ver para crer''.

Amanda e Diego a Dormir

Estava confirmado, Amanda e Diego passaram a noite juntos, ao vê-los assim, senti ciúmes com aquela cumplicidade e amor que havia na cara deles, era aquilo que procurava e dois homens quase conseguiram, mas acabaram do mesmo modo, desiludindo-me.
Fechei a porta com um sorriso na cara, estava feliz por ela e por ele.

Fui até à cozinha tomar o pequeno almoço, aproveitando os croissants quentinhos com uma fatia de queijo.

Liguei a Tv e como é normal naquela casa, estava no canal 30 da MEO - Benfica Tv, há uns tempos atrás diria que era o destino, mas naquele momento achei que fosse tortura. Estava a dar uma entrevista do Rodrigo poucos dias antes do jogo de ontem, falaram desse mesmo jogo e da sua vida pessoal, pela adaptação ao clube, colegas e à própria cidade. O assunto ''mulheres'' acabou com o resto da pouca alegria que conseguia tirar daquele dia. Tal como a anterior entrevista que tinha dado ao canal poucos dias depois do acidente em França, mencionando que estava apaixonado por uma mulher que tinha conhecido em estágio, mas não adiantou mais, desta vez, o mesmo aconteceu, referiu a ''tal mulher''.

''é uma mulher lindíssima  já há muito que não sei dela, estou completamente apaixonado por ela e vou lutar por ela para que sejamos felizes para sempre(...) Vou procurá-la, nem que seja a última coisa que faça na vida''.

Estava com tanta raiva que só me apetecia matá-lo e não querer saber do Benfica para o resto da minha vida, mas eu sabia que isso seria impossível.

A Amanda levantou-se e atrás dela seguia o Diego.

- Bom dia meninos - disse eu da cozinha

- Fogo Leire que susto - Disse a Amanda dando um pequeno salto

- Não estavam à espera de encontrar-me? - perguntei - E eu também não esperava encontrar-vos... - Ri

- Desculpa Leire, devia ter-te pedido autorização, acho que te faltei ao respeito...

Não a deixei acabar..

- A casa é nossa, o quarto é teu e vem cá a casa quem tu quiseres e nada de me pedires desculpa e não, não me faltaste ao respeito, se te apetecia, fizeste tu bastante bem.

- Não têm nada para me contar?

Quando fiz esta pergunta o Diego de imediato deu a mão à Amanda, aí percebi tudo.

- somos oficialmente namorados - respondeu o Diego

- Tava a ver que não, tá na cara que vocês se adoram, era uma estupidez estarem separados. - disse-lhes enquanto me aproximava deles e os abraçava ao mesmo tempo.

- Venham tomar o pequeno almoço, fui à padaria, há pão e croissant quentinhos - convidei - Devem estar cheios de fome - disse sarcasticamente.

Tomamos o pequeno almoço todos juntos, o Diego foi embora e deixou dois bilhetes para o jogo dessa tarde. Não sei se queria ir, ontem um e hoje outro?? Não estava preparada psicologicamente para essa situação.

O QUE ACHAM QUE VAI ACONTECER?
A LEIRE VAI AO JOGO E REENCONTRAR O GONÇALO?
OU VAI FICAR EM CASA?

DÁ A TUA OPINIÃO EM BAIXO, SE TIVERES TEMPO DEIXA COMENTÁRIO

ABRAÇO
VERÔ


sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 56

Saí da Universidade por  volta das 14.30h. Tinha pensado telefonar ao Diego para falarmos do que se passou na noite anterior, mas esperaria que ele o fizesse pois não queria ser chata nem insistente, estava insegura, agora que tinha descoberto os meus sentimentos por ele. Aquele beijo fez-me ver que o amava e o querer mais confirmava-o.

À porta da Universidade lá estava ele à minha espera, adorava quando me surpreendia . Estava dentro do seu Mercedes classe E com vidros fumados para não ser reconhecido, o que só pelo aspecto do carro era impossível.

Mercedes Classe E do Diego

Não entrei, havia muita gente, então enviei-lhe uma mensagem.

'' Vai ter comigo àquele beco sem saída que está por detrás dos apartamentos do teu lado esquerdo, Beijos Amanda''.

E assim foi, em menos de 5 minutos a pé tinha chegado ao destino combinado, ele já me esperava com um sorriso que me deixava louca. Aquele era um local bastante isolado, por isso decidimos falar ali mesmo.

- Desculpa o que aconteceu ontem, não me consegui controlar, era uma coisa que queria desde a noite da festa e tu sabes que estou apaixonado por ti não sabes? o que torna mais difícil estar longe de ti. - confessou

- apaixonado? - disse admirada - apenas sabia que gostavas de mim de uma forma especial, agora daí à paixão é um longo passo, tens a certeza que não estás a confundir sentimentos? - ao fazer-lhe a última pergunta queria que ele respondesse que não estava confuso, que sabia exactamente o que sentia porque depois de descobrir que o amava seria difícil continuar a ser apenas sua amiga. Seria doloroso!

- Não estou a confundir, acordo a pensar em ti, todo o dia penso em ti, cada vez que mexo no telemóvel peço para que me tenhas ligado ou simplesmente enviado uma sms, durmo a pensar em ti e quando há muitos dias que não sei nada de ti, nem durmo e isso é o que? amizade? eu adoro-te, eu amo-te, compreendes agora? - disse-o aproximando-se de mim - Mas se tu não sentires o mesmo eu compreendo, apenas não te quero perder - disse baixando a cabeça.

Apenas lhe peguei no queixo subi-lhe levemente a cabeça, fazendo-o olhar nos meus olhos.

- O que é que me queres perguntar?

- sentes o mesmo que eu? - perguntou

Beijei-o com muita paixão e ao fim de poucos minutos naquilo interrompi e encarei-o.

- isto esclarece?

- Sem dúvida.

Falámos da noite anterior e ele percebeu que foi naquele momento que soube que queria mais que um beijo, que queria mais que ser sua amiga.

- Para oficializar-nos (Pausou).. queres namorar comigo? - propôs

- Não sei se estou preparada para namorar com um jogador e tudo o que isso implica, mas acho que posso tentar... Aceito ! - gritei

- Que susto! sei que não vai ser fácil, vamos deixar de ter 100% de privacidade, mas juntos conseguiremos ultrapassar esses obstáculos. - disse

Beijámos-nos e fomos lanchar, um lanche ajantarado, estava esfomeada e o lanche foi estranho mas muito agradável.

- E se fossemos ver o Benfica jogar? É hoje ás 20.30h - propus

- que óptima ideia - respondeu

- São 19.45h e se fossemos já para o estádio beber umas impriais para celebrar? - ri

- Minha menina não se esqueça que eu sou uma figura pública e o que fizer hoje amanhã sabe-se.

- Claro que sim, mas se não houver ninguém a ver... ninguém saberá!

- Como assim? - perguntou curioso

- Vamos...

Fomos de caminho para o estádio, estacionámos o carro no parque de estacionamento subterrâneo e fomos em direcção aos camarotes, apesar de eu ter comprado os bilhetes para a bancada TMN. Havia uma sala à direita dos camarotes que havia material de limpeza, a porta estava aberta, entrei e puxei o Diego.

- O que estás a fazer? - perguntou ele

- Já venho, espera aqui.

Desci as escada e enquanto o fazia telefonei para a central de táxis a pedir um que viesse para a porta do estádio e que nos esperasse até que quizessemos ir para casa. Depois do que iriamos beber não estava nenhum dos dois em condições para conduzir. Pedimos que esperasse no parque subterrâneo, no local apropriado para os táxis, longe da área reservada para os jogadores/dirigentes dos clubes.
Quando cheguei aos pisos dos bares encontrei um funcionário e disse-lhe que era o meu aniversário, ele felicitou-me e eu agradeci. Disse-lhe que ia ver o jogo nos camarotes e que queria oferecer bebidas a todos os meus convidados, e a cerveja dali era uma das melhores, por isso queria uma boa quantidade dela. Pedi a bandeja móvel emprestada para transportar as bebidas, o empregado queria ajudar-me, mas eu neguei, apenas pedi que me levasse ao elevador e a partir daí já estaria orientada.

Bandeja móvel

E assim foi, acompanhou-me até ao elevador e carregou no botão do mesmo o andar que dava acesso aos camarotes e eu, cuidadosamente transportei as bebidas até onde o Diego estava escondido. Ainda era cedo e por isso não havia problema de ser-mos apanhados, tínhamos era de abandonar o local uns 10/15 minutos antes do apito inicial.

- Tu estás louca ...

- Louca por ti... - gargalhei

Bebemos e namorámos, ainda era muita quantidade de imperiais, muitas oferecidas pelo empregado o que nos deixou pouco sóbrios e decidimos abandonar o local antes de que fossemos apanhados.

Notava-se o nível de álcool ingerido e por isso decidimos abandonar o local antes que fossemos apanhados. Como o elevador ficava perto de onde estávamos escondidos, seguimos até ele e descemos ao parque subterrâneo onde estava o táxi à nossa espera. Entre gargalhadas e disparates e beijos, entrámos e pedi ao taxista que nos levasse até à minha casa. Não estávamos em condições de entrar nas bancadas repletas de gente com o Diego alcoolizado, seria péssimo para a sua reputação, já que ele amanhã teria jogo e tal acto podia comprometer a sua titularidade.

Paguei ao Taxista e subimos. Abri a porta e o Diego pegou-me ao colo fechando a porta com o pé.

Entrada em casa da Amanda e Diego

Caímos no sofá o envolvimento foi inevitável, não me lembrava da última vez que tinha bebido daquela maneira, não estava em mim.
Puxei-o até à casa de banho e entre beijos e carícias despimos-nos e fomos até à banheira que já a tinha posto a encher com sais minerais. Enfiámos-nos lá dentro cheio de espuma e a atracção fisica já era demasiado grande e com a bebida era impossível sair daquela situação.

A nossa primeira relação sexual aconteceu naquele quarto de banho e dirigimos-nos para o outro quarto, o meu, fechei a porta e ali, naquele espaço que era só nosso entregámos-nos à paixão e ao desejo que sentíamos um pelo outro, definitivamente era a ele que eu me queria entregar por completo, que queria partilhar os meus bons e maus momentos e, se em algum momento estava com dúvidas disso, naquele dissiparam-se.

Já estava a amanhecer e ali ficámos, em forma de concha até adormecer-mos.  

Amanda e Diego a dormir

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Capitulo 55

Estava irritada, quem ele pensa que é? Pensará que eu sou uma fã daquelas que o segue para todo o lado?

primeiro salvei-o depois no bar, mais tarde no colombo e agora em pleno relvado? o bom daquilo tudo é que me reconheceu.

Felizmente ao abandonar o relvado o Dr. chamou-me para nos dirigir-mos à enfermaria novamente para fazer-mos os relatórios finais.
Até àquele instante estava a ter uma experiência óptima e bastante importante no meu curriculum, mas a entrada no relvado acabou com as minhas ilusões.
Não sei se conseguiram marcar o livre ou não, mas também já não me importava, apenas queria acabar aqueles relatórios e desaparecer.

- Estás bem querida? pareces triste - notou o Dr. e uma vez mais, estava correcto, mas como era óbvio não iria confessar.

- Não, como posso estar triste depois de uma experiência destas?- menti - estou é cansada.

- Vamos terminar estes relatórios e estarás dispensada - disse-me acariciando-me o cabelo.

- Portaste-te muito bem hoje, apesar do trabalho ter sido da cruz vermelha, mas o que fizeste, apoiar e tranquilizar o jogador (Merda de jogador - pensei) é outras das funções de um profissional de saúde, manter a calma. - felicitou

- Obrigado, nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente tudo o que tem feito por mim...

- só sê o que tu és, uma boa rapariga e sabes que eu gosto muito de ti

- eu adoro-o, está a tornar os meus sonhos realidade.

Terminámos os benditos relatórios e por fim podia sair dali. Abracei o Dr. e despedi-me. Também o informei que se, por algum motivo precisasse de mim para as mesmas circunstâncias que estaria disponível, queria repetir. Tinha de o compensar por aquele carinho todo, ainda não sabia nem queria pensar nesse assunto, naquele momento, queria sim, chegar a casa o mais depressa possível.

Apanhei um taxi à saída do estádio e em menos de 15 minutos estava à porta do meu prédio. A Amanda estava em casa, fui ao seu quarto e antes de entrar vi que a porta estava fechada por completo, o que não era normal, pus o ouvido atrás da porta e ouvi ruidos, risos e falas... estava acompanhada e não interrompi, fiz o menos barulho possível e fui até ao meu quarto, precisava urgentemente de vestir o meu pijama e deitar-me, pelo menos a dormir não me lembraria do pesadelo que tinha sido esta noite.

Leire a ouvir atrás da porta do quarto de Amanda

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: VISÃO DO RODRIGO:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Estavamos no aquecimento, uma noite linda e casa cheia, aproximava-se um espectáculo óptimo de futebol. Começa a partida e eu era suplente, a equipa estava bastante bem, ganhávamos e estávamos tranquilos em termos de resultado, apesar do adversário estar bastante ofensivo e a criar problemas em diversas ocasiões. Acabou a primeira parte e o mister mandou-me aquecer porque iria entrar no segundo tempo.

O jogo retomou de novo, entrei em campo e ver e ouvir aqueles adeptos a gritar pela tua equipa é deveras fantástico e motivante. Estávamos bastante ofensivo, naquele dia, eu e o Cardozo entendia-mos muito bem. O jogo era perfeito, daquelas noites em que nada na segunda parte falhou, a posse de bola foi quase competa, adeptos e jogadores eufóricos.

Estava quase a acabar a partida quando, à entrada da área sofro uma falta, tive de fazer ''fita'' e lá consegui arrancar um cartão amarelo para o adversário. Pedi para mandar entrar a equipa médica, mas no fundo tinha mesmo sofrido com aquele acto, estava a sangrar do sobrolho e não me tinha dado conta, só quando tirei a mão da cara, já a cruz vermelha estava próxima de mim.

Enquanto me faziam o curativo, ouvia uma voz feminina tentando acalmar-me, bastante calma e serena, voz linda e doce, mas não sabia a quem pertencia, estava de costas para ela, apenas via os meus colegas cochicharem e rirem-se.

Depois do curativo feito, vi o Luisão ajudar a levantar uma rapariga linda, aquela cara era-me conhecida, desejei tanto vê-la novamente, só não sabia onde ou como procurar, mas ali, à minha frente, fiquei perplexo e nem sabia o que fazer ou dizer, apenas me saiu - TU?

Ela olhou-me com ar de desagrado e abandonou o relvado, como pude eu dizer isso? podia ter-lhe dito que queria falar com ela, que a tinha encontrado depois de várias tentativas falhadas, mas não só fiz pior e podia não voltar a vê-la mais... já sabia que integrava na cruz vermelha, tinha de saber de onde é que ela era.

Voltei ao jogo, Bruno César falha o livre e logo de seguida foi dado o apito final da partida. De imediato olhei para o banco onde costuma estar a cruz vermelha, mas já não havia sinal dela. Dirigi-me aos elementos que ainda restavam.

- Sabem-me dizer quem é a rapariga que estava convosco? - perguntei

- Não conhecemos, mas já foi embora há uns minutos.

- Não pertence à corporação?

- Não, nunca a tinha visto, certamente pertence a uma equipa privada de saúde que tem autorização do nosso comandante para incorporar no grupo.

- Ah ok, obrigado - agradeci e ao mesmo tempo ofereci a minha camisola àquela amável mulher e abandonei o relvado em direcção ao balneário.

Voltava à estaca zero, não sabia quem era nem de onde era e ainda menos como tinha ido parar ao estádio e com a cruz vermelha sem que alguém a reconheça. Não me iria render! tive tantas oportunidades e nenhuma aproveitei.

Entrei no balneário e ouvi comentários dos meus colegas acerca daquela mulher que me enfeitiçou desde França.

- Era linda e o nosso capitão teve de intervir a ajudar a dama a levantar-se - gozou Garay

-Se soubesse que tinhamos socorristas assim, tinha-me atirado para o chão muitas vezes e mais cedo - continuou Matic

Muitos mais surgiram mas eu não ouvi, apenas fui tomar banho e vesti-me o mais rápido que pude para sair dali até casa. Tinha de encontrar uma maneira de encontrá-la, mas não sabia ainda como...