sábado, 17 de novembro de 2012

Capítulo 56

Saí da Universidade por  volta das 14.30h. Tinha pensado telefonar ao Diego para falarmos do que se passou na noite anterior, mas esperaria que ele o fizesse pois não queria ser chata nem insistente, estava insegura, agora que tinha descoberto os meus sentimentos por ele. Aquele beijo fez-me ver que o amava e o querer mais confirmava-o.

À porta da Universidade lá estava ele à minha espera, adorava quando me surpreendia . Estava dentro do seu Mercedes classe E com vidros fumados para não ser reconhecido, o que só pelo aspecto do carro era impossível.

Mercedes Classe E do Diego

Não entrei, havia muita gente, então enviei-lhe uma mensagem.

'' Vai ter comigo àquele beco sem saída que está por detrás dos apartamentos do teu lado esquerdo, Beijos Amanda''.

E assim foi, em menos de 5 minutos a pé tinha chegado ao destino combinado, ele já me esperava com um sorriso que me deixava louca. Aquele era um local bastante isolado, por isso decidimos falar ali mesmo.

- Desculpa o que aconteceu ontem, não me consegui controlar, era uma coisa que queria desde a noite da festa e tu sabes que estou apaixonado por ti não sabes? o que torna mais difícil estar longe de ti. - confessou

- apaixonado? - disse admirada - apenas sabia que gostavas de mim de uma forma especial, agora daí à paixão é um longo passo, tens a certeza que não estás a confundir sentimentos? - ao fazer-lhe a última pergunta queria que ele respondesse que não estava confuso, que sabia exactamente o que sentia porque depois de descobrir que o amava seria difícil continuar a ser apenas sua amiga. Seria doloroso!

- Não estou a confundir, acordo a pensar em ti, todo o dia penso em ti, cada vez que mexo no telemóvel peço para que me tenhas ligado ou simplesmente enviado uma sms, durmo a pensar em ti e quando há muitos dias que não sei nada de ti, nem durmo e isso é o que? amizade? eu adoro-te, eu amo-te, compreendes agora? - disse-o aproximando-se de mim - Mas se tu não sentires o mesmo eu compreendo, apenas não te quero perder - disse baixando a cabeça.

Apenas lhe peguei no queixo subi-lhe levemente a cabeça, fazendo-o olhar nos meus olhos.

- O que é que me queres perguntar?

- sentes o mesmo que eu? - perguntou

Beijei-o com muita paixão e ao fim de poucos minutos naquilo interrompi e encarei-o.

- isto esclarece?

- Sem dúvida.

Falámos da noite anterior e ele percebeu que foi naquele momento que soube que queria mais que um beijo, que queria mais que ser sua amiga.

- Para oficializar-nos (Pausou).. queres namorar comigo? - propôs

- Não sei se estou preparada para namorar com um jogador e tudo o que isso implica, mas acho que posso tentar... Aceito ! - gritei

- Que susto! sei que não vai ser fácil, vamos deixar de ter 100% de privacidade, mas juntos conseguiremos ultrapassar esses obstáculos. - disse

Beijámos-nos e fomos lanchar, um lanche ajantarado, estava esfomeada e o lanche foi estranho mas muito agradável.

- E se fossemos ver o Benfica jogar? É hoje ás 20.30h - propus

- que óptima ideia - respondeu

- São 19.45h e se fossemos já para o estádio beber umas impriais para celebrar? - ri

- Minha menina não se esqueça que eu sou uma figura pública e o que fizer hoje amanhã sabe-se.

- Claro que sim, mas se não houver ninguém a ver... ninguém saberá!

- Como assim? - perguntou curioso

- Vamos...

Fomos de caminho para o estádio, estacionámos o carro no parque de estacionamento subterrâneo e fomos em direcção aos camarotes, apesar de eu ter comprado os bilhetes para a bancada TMN. Havia uma sala à direita dos camarotes que havia material de limpeza, a porta estava aberta, entrei e puxei o Diego.

- O que estás a fazer? - perguntou ele

- Já venho, espera aqui.

Desci as escada e enquanto o fazia telefonei para a central de táxis a pedir um que viesse para a porta do estádio e que nos esperasse até que quizessemos ir para casa. Depois do que iriamos beber não estava nenhum dos dois em condições para conduzir. Pedimos que esperasse no parque subterrâneo, no local apropriado para os táxis, longe da área reservada para os jogadores/dirigentes dos clubes.
Quando cheguei aos pisos dos bares encontrei um funcionário e disse-lhe que era o meu aniversário, ele felicitou-me e eu agradeci. Disse-lhe que ia ver o jogo nos camarotes e que queria oferecer bebidas a todos os meus convidados, e a cerveja dali era uma das melhores, por isso queria uma boa quantidade dela. Pedi a bandeja móvel emprestada para transportar as bebidas, o empregado queria ajudar-me, mas eu neguei, apenas pedi que me levasse ao elevador e a partir daí já estaria orientada.

Bandeja móvel

E assim foi, acompanhou-me até ao elevador e carregou no botão do mesmo o andar que dava acesso aos camarotes e eu, cuidadosamente transportei as bebidas até onde o Diego estava escondido. Ainda era cedo e por isso não havia problema de ser-mos apanhados, tínhamos era de abandonar o local uns 10/15 minutos antes do apito inicial.

- Tu estás louca ...

- Louca por ti... - gargalhei

Bebemos e namorámos, ainda era muita quantidade de imperiais, muitas oferecidas pelo empregado o que nos deixou pouco sóbrios e decidimos abandonar o local antes de que fossemos apanhados.

Notava-se o nível de álcool ingerido e por isso decidimos abandonar o local antes que fossemos apanhados. Como o elevador ficava perto de onde estávamos escondidos, seguimos até ele e descemos ao parque subterrâneo onde estava o táxi à nossa espera. Entre gargalhadas e disparates e beijos, entrámos e pedi ao taxista que nos levasse até à minha casa. Não estávamos em condições de entrar nas bancadas repletas de gente com o Diego alcoolizado, seria péssimo para a sua reputação, já que ele amanhã teria jogo e tal acto podia comprometer a sua titularidade.

Paguei ao Taxista e subimos. Abri a porta e o Diego pegou-me ao colo fechando a porta com o pé.

Entrada em casa da Amanda e Diego

Caímos no sofá o envolvimento foi inevitável, não me lembrava da última vez que tinha bebido daquela maneira, não estava em mim.
Puxei-o até à casa de banho e entre beijos e carícias despimos-nos e fomos até à banheira que já a tinha posto a encher com sais minerais. Enfiámos-nos lá dentro cheio de espuma e a atracção fisica já era demasiado grande e com a bebida era impossível sair daquela situação.

A nossa primeira relação sexual aconteceu naquele quarto de banho e dirigimos-nos para o outro quarto, o meu, fechei a porta e ali, naquele espaço que era só nosso entregámos-nos à paixão e ao desejo que sentíamos um pelo outro, definitivamente era a ele que eu me queria entregar por completo, que queria partilhar os meus bons e maus momentos e, se em algum momento estava com dúvidas disso, naquele dissiparam-se.

Já estava a amanhecer e ali ficámos, em forma de concha até adormecer-mos.  

Amanda e Diego a dormir

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Capitulo 55

Estava irritada, quem ele pensa que é? Pensará que eu sou uma fã daquelas que o segue para todo o lado?

primeiro salvei-o depois no bar, mais tarde no colombo e agora em pleno relvado? o bom daquilo tudo é que me reconheceu.

Felizmente ao abandonar o relvado o Dr. chamou-me para nos dirigir-mos à enfermaria novamente para fazer-mos os relatórios finais.
Até àquele instante estava a ter uma experiência óptima e bastante importante no meu curriculum, mas a entrada no relvado acabou com as minhas ilusões.
Não sei se conseguiram marcar o livre ou não, mas também já não me importava, apenas queria acabar aqueles relatórios e desaparecer.

- Estás bem querida? pareces triste - notou o Dr. e uma vez mais, estava correcto, mas como era óbvio não iria confessar.

- Não, como posso estar triste depois de uma experiência destas?- menti - estou é cansada.

- Vamos terminar estes relatórios e estarás dispensada - disse-me acariciando-me o cabelo.

- Portaste-te muito bem hoje, apesar do trabalho ter sido da cruz vermelha, mas o que fizeste, apoiar e tranquilizar o jogador (Merda de jogador - pensei) é outras das funções de um profissional de saúde, manter a calma. - felicitou

- Obrigado, nunca lhe vou conseguir agradecer o suficiente tudo o que tem feito por mim...

- só sê o que tu és, uma boa rapariga e sabes que eu gosto muito de ti

- eu adoro-o, está a tornar os meus sonhos realidade.

Terminámos os benditos relatórios e por fim podia sair dali. Abracei o Dr. e despedi-me. Também o informei que se, por algum motivo precisasse de mim para as mesmas circunstâncias que estaria disponível, queria repetir. Tinha de o compensar por aquele carinho todo, ainda não sabia nem queria pensar nesse assunto, naquele momento, queria sim, chegar a casa o mais depressa possível.

Apanhei um taxi à saída do estádio e em menos de 15 minutos estava à porta do meu prédio. A Amanda estava em casa, fui ao seu quarto e antes de entrar vi que a porta estava fechada por completo, o que não era normal, pus o ouvido atrás da porta e ouvi ruidos, risos e falas... estava acompanhada e não interrompi, fiz o menos barulho possível e fui até ao meu quarto, precisava urgentemente de vestir o meu pijama e deitar-me, pelo menos a dormir não me lembraria do pesadelo que tinha sido esta noite.

Leire a ouvir atrás da porta do quarto de Amanda

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: VISÃO DO RODRIGO:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Estavamos no aquecimento, uma noite linda e casa cheia, aproximava-se um espectáculo óptimo de futebol. Começa a partida e eu era suplente, a equipa estava bastante bem, ganhávamos e estávamos tranquilos em termos de resultado, apesar do adversário estar bastante ofensivo e a criar problemas em diversas ocasiões. Acabou a primeira parte e o mister mandou-me aquecer porque iria entrar no segundo tempo.

O jogo retomou de novo, entrei em campo e ver e ouvir aqueles adeptos a gritar pela tua equipa é deveras fantástico e motivante. Estávamos bastante ofensivo, naquele dia, eu e o Cardozo entendia-mos muito bem. O jogo era perfeito, daquelas noites em que nada na segunda parte falhou, a posse de bola foi quase competa, adeptos e jogadores eufóricos.

Estava quase a acabar a partida quando, à entrada da área sofro uma falta, tive de fazer ''fita'' e lá consegui arrancar um cartão amarelo para o adversário. Pedi para mandar entrar a equipa médica, mas no fundo tinha mesmo sofrido com aquele acto, estava a sangrar do sobrolho e não me tinha dado conta, só quando tirei a mão da cara, já a cruz vermelha estava próxima de mim.

Enquanto me faziam o curativo, ouvia uma voz feminina tentando acalmar-me, bastante calma e serena, voz linda e doce, mas não sabia a quem pertencia, estava de costas para ela, apenas via os meus colegas cochicharem e rirem-se.

Depois do curativo feito, vi o Luisão ajudar a levantar uma rapariga linda, aquela cara era-me conhecida, desejei tanto vê-la novamente, só não sabia onde ou como procurar, mas ali, à minha frente, fiquei perplexo e nem sabia o que fazer ou dizer, apenas me saiu - TU?

Ela olhou-me com ar de desagrado e abandonou o relvado, como pude eu dizer isso? podia ter-lhe dito que queria falar com ela, que a tinha encontrado depois de várias tentativas falhadas, mas não só fiz pior e podia não voltar a vê-la mais... já sabia que integrava na cruz vermelha, tinha de saber de onde é que ela era.

Voltei ao jogo, Bruno César falha o livre e logo de seguida foi dado o apito final da partida. De imediato olhei para o banco onde costuma estar a cruz vermelha, mas já não havia sinal dela. Dirigi-me aos elementos que ainda restavam.

- Sabem-me dizer quem é a rapariga que estava convosco? - perguntei

- Não conhecemos, mas já foi embora há uns minutos.

- Não pertence à corporação?

- Não, nunca a tinha visto, certamente pertence a uma equipa privada de saúde que tem autorização do nosso comandante para incorporar no grupo.

- Ah ok, obrigado - agradeci e ao mesmo tempo ofereci a minha camisola àquela amável mulher e abandonei o relvado em direcção ao balneário.

Voltava à estaca zero, não sabia quem era nem de onde era e ainda menos como tinha ido parar ao estádio e com a cruz vermelha sem que alguém a reconheça. Não me iria render! tive tantas oportunidades e nenhuma aproveitei.

Entrei no balneário e ouvi comentários dos meus colegas acerca daquela mulher que me enfeitiçou desde França.

- Era linda e o nosso capitão teve de intervir a ajudar a dama a levantar-se - gozou Garay

-Se soubesse que tinhamos socorristas assim, tinha-me atirado para o chão muitas vezes e mais cedo - continuou Matic

Muitos mais surgiram mas eu não ouvi, apenas fui tomar banho e vesti-me o mais rápido que pude para sair dali até casa. Tinha de encontrar uma maneira de encontrá-la, mas não sabia ainda como...

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Capitulo 54

Em menos de 5 minutos o Dr. João juntou-se a mim na praça centenário. Fomos directos à garagem para entrar-mos para uma sala onde estavam os materiais que iria utilizar no jogo. Tinha de tudo um pouco, fantástico!

O Dr. alertou-me e informou-me da melhor maneira de entrar em campo, porque os árbitros são muito rigorosos.

Resumo das dicas: Sempre que fosse necessário a intervenção da equipa médica eu teria de entrar em acção.

Estava em êxtase, queria aproveitar aquela experiência ao máximo e nem os meus pensamentos me iriam afectar.

Despedi-me dele e combinámos no parque de estacionamento subterrâneo às 20.15h.

Fui até ao Colombo almoçar, quer dizer... Lanchar, porque com aquela ''reunião''já passava das 17.00 horas. Dirigi-me ao último piso e comer no meu restaurante favorito ''Taste of India''.

teste of India - colombo

Apenas a 1 hora e 30 minutos do apito inicial, queria sair dali e apanhar o metro até casa. ia em ''alta velocidade'' quando deparo com uma roupa linda e perfeita na montra, queria vesti la! Apesar de ter já comprado uma, não queria saber! Era perfeita!

Entrei e à rapariga que pendurava vestidos no primeiro cabide depois da entrada principal da loja.

- olhe desculpe, não queria ser indelicada, mas será que podia conseguir-me todas as peças que estão no manequim da montra? - já que tinha pressa não tinha tempo para andar a ver de peça por peça.

- Claro que sim, só um momento que trago já - respondeu a empregada da loja (muito simpática!)

- O problema é que só tenho uma hora para chegar a casa, tomar banho e voltar novamente, acha que consegue trazer-me a roupa toda rápido? Por favor! - Disse desesperada.

- Pode deixar, para ser mais rápido vou tirar a roupa do manequim.

Acho que tive sorte, porque para tomar aquela decisão teria de ser ou a proprietária ou a gerente. Enquanto a roupa era retirada, outra funcionária  tentava encontrar as mesmas peças para voltar a vestir a manequim.

Deixei uma gorjeta altíssima, uns 100€, mas valeu a pena, em 5 minutos estava a caminho do metro.

Cheguei por fim a casa e não havia sinal da Amanda, supus que estivesse com o Diego  Atirei a mala e  os sacos para o sofá e fui directa para a casa de banho. Voltei novamente à sala retirar a roupa nova dos sacos, o tempo era escasso, não podia perdê-lo a passar a ferro.

A Meia maratona começou, com apenas 45 minutos para estar no estádio.

A fórmula:

45 minutos= 10m       +  12m            +      8m
                    (Duche)     (Maquilhar        (Vestir)
                  + Pentear)

                       15 MINUTOS PARA ESTAR NO ESTÁDIO!!!

Adorava o meu look, muito melhor que o primeiro!

Roupa da Leire

Estava a caminho do estádio e a cada cm que me aproximava, as borboletas do meu estômago davam sinal.

Cheguei 5 minutos antes, estava aliviada e cansada, porque do metro do Colombo ao parque de estacionamento subterrâneo num andar bastante acelerado ainda era largo. O parque de estacionamento subterrâneo era acesso reservado a todos os jogadores, directores e aqueles que estavam associados ao pessoal referente a casa clube. Não era nem um derby nem um clássico, mas era importante pois apenas estavamos a 3 pontos à frente do Porto e a pressão era enorme, logo a vitória era imprescindível. O adversário era o União de Leiria.

O Dr. João chamou-me à tal sala onde estava o equipamento de saúde. No momento em que atravessava o parque para ir ao seu encontro, os carros dos jogadores do Benfica estavam a começar a chegar.

Visivelmente nervosa e o Dr. viu isso, apenas me disse que ele estava ali e que tudo iria correr bem. Serviu para acalmar-me, pelo menos por enquanto. Ajudei-o a levar o material para a enfermaria . Seriamos os últimos a sentar nos bancos. 

Normalmente só o director do departamento se sentava no banco de suplentes, mas o Dr. queria que o fizesse também, não aceitei, não queria correr o risco de o encontrar ou sentar-me ao pé dele, não aguentaria ele a ignorar-me. 

- Desculpe mas vou ter de recusar, não quero parecer beneficiada em relação ao resto do pessoal que sempre trabalhou consigo e que se nunca teve esse privilégio. Não quero que fique chateado, mas tente compreender...

- compreendo sim, mas se mudares de ideias, está ali um assento guardado para ti - informou

- Obrigado por tudo - dei-lhe um abraço à entrada do túnel já com o apito inicial dado há mais de 5 minutos.

Fui ocupar o meu lugar ao pé do restante pessoal, sentei-me e assisti ao jogo de uma forma apática, sem reacção, não parecia a mesma.
O primeiro tempo tinha sido bastante igualado, apesar de estarmos a ganhar por 1-0, golo de livre marcado por Bruno César.

faltavam 5 minutos para o intervalo e o Dr. chamou-me para irmos para a enfermaria tratar dos relatórios clínicos  o que não seria complexo, já que não houve nenhuma intervenção.

Quando regressámos ao relvado já tinha começado, dei Graças a Deus de o Rodrigo ter entrado, porque levei a primeira parte a esconder-me. A segunda parte prometia, era um Benfica bastante ofensivo. Marcaram o 2-0/ 3-0 e até o 4-0. Aos 90 minutos +1 minuto de compensação, perto da entrada da área, falta sobre Rodrigo. (o mais provável é ser o último lance da partida). De imediato fiquei nervosa, depois de um jogo calmo não ia ser agora e muito menos com o Rodrigo.

O árbitro fez sinal para a equipa médica entrar. O Dr. Almeida apenas me disse ''Confio em ti'' e nem pensei duas vezes, entrei em campo com a cruz vermelha ver o que se passava com o Rodrigo. Tinha as mãos no rosto e assim que a enfermeira da cruz vermelha chegou ele tirou, no sobrolho tinha um pequeno ferimento.
Quando cheguei perto dele, estavam os colegas todos ao seu redor, pedi licença.. todos olhavam e enquanto me agachava, ficando nas costas dele, ouvia risos atrás de mim.

- estás bem? Tens alguma tontura, dor de cabeça? - ele responde negativamente com o dedo indicador. - Tens um pequeno golpe no sobrolho, com um pequeno curativo  e estás pronto para regressar. - Disse eu enquanto a enfermeira da cruz vermelha acabava e o ajudava a levantar.

- Tu? - foi só o que disse enquanto via o Luisão ajudar-me a levantar do relvado. 

Não disse nada, apenas abandonei o relvado.

Tu? Que falta de respeito! - pensei furiosa.






sábado, 10 de novembro de 2012

Capítulo 53

Acordei por volta das 7 da manhã, ainda era cedo, resolvi levantar-me já que não conseguiria ficar na cama, aquele nervosismo do dia de hoje era demasiado grande.

Fui tomar banho e vesti-me. Fui até à cozinha preparar o pequeno almoço.
Já eram 8 horas, dirigi-me até ao quarto da Amanda para acordá-la.

- Amanda, levanta-te são 8 da manhã, o pequeno almoço já está preparado, vai tomar banho enquando eu me termino de arranjar.

- Ai que sono... - protestava

- Tal não foi a noite...  não te esqueças dos meus detalhes - ri

- Não te preocupes, ao pequeno almoço falamos, vou-me despachar antes que adormeça.

- Eu também vou.

Fui maquilhar-me e arranjar a roupa para quando chegasse a casa era só tomar um duche e seguir até ao estádio. Apesar do jogo ser só ás 20.30h eu queria ir antes para preparar o material e para evitar o trânsito.


roupa da Leire                                       Roupa Amanda
Cheguei à cozinha e a Amanda já me esperava para comer-mos.

Já enquanto comíamos perguntei-lhe como tinha corrido a noite anterior com o Diego. Amanda, por sua vez responde que ele a tinha beijado e que saiu a correr e que poucos minutos ela lhe enviou uma mensagem a perguntar o porquê da reacção à qual ele respondeu que foi por medo.

Fiquei contente por ela, porque vi na sua expressão que tinha gostado, mas a sua atitude não lhe agradou, ficaram em falar hoje.

Arrumámos a cozinha e saímos juntas para a Universidade. Tinha aulas até às 13.50h e depois iria ter com o Dr. João ao estádio, como combinado para que me dê dicas para um melhor desempenho.


- Amanda não esperes por mim hoje para as refeições, a minha aula termina ás 13.50h e vou até ao estádio ter com o Dr., vou comer lá qualquer coisa enquanto organizo um material, não quero que nenhuma situação me apanhe desprevenida e me sinta impotente. Só regresso a casa ao fim da tarde para tomar um duche e vestir-me, não quero apanhar trânsito. - justifiquei

- Vou aproveitar para falar com o Diego.

- Faz isso - incentivei - vais ver que tudo se vai resolver, vocês adoram-se, tá na cara.

Despedí-me dela com doi beijos e fui para as aulas. Confesso que foi um dia em vão, não me consegui concentrar, a minha sorte é que não eram disciplinas relevantes.

Por fim o dia terminou e o momento mais importante da minha vida estava para chegar, estava nas nuvens até chegar ao portão principal. Estava o Gonçalo.

Estava lindo (como de costume), mas fingi que não o vi, além do mais estava rodeado não só de olhares como de pessoas pedindo-lhe autógrafos e fotografias.

Assim que me viu passar por ele e fingir que não o via, saiu do meio da multidão seguindo atrás de mim, tentando inutilmente falar comigo. Só ouvia

- Vamos Falar

- Não me falas é?

- Deixa de ser criança

Esta última tentativa foi dita juntamente com o segurar do meu ante-braço.

- Mas afinal o que queres? Perguntei irritada

- Falar contigo, mas como vi que não tinhas grande vontade, resolvi vir aqui

- Não sei  porque, não te valeu de nada, porque não quero nem tenho nada para falar com pessoas como tu, sem escrúpulos, que não vê meios para atingir o fim, desaparece da minha vida - gritei

- Tu é que me fizeste, lembras-te?

- Lembro sim e comparado ao que tu me fizeste não foi nada.

- E o que o que é que te fiz? - perguntou

- Tu sabes bem, não te faças de sonso. - atirei

- Queres mesmo que desapareça da tua vida?

- Quero! - disse firmemente

- Então olha-me nos olhos e diz-mo.

Foi isso que fiz, olhei-o nos olhos, confesso que ainda tinha aquele pequeno sentimento por ele, mas bastou recordar o que me fez e a minha atitude mudasse.

-Quero que saias da minha vida Gonçalo Alves, que me esqueças, entendeste? ou queres que te faça um desenho? Agora se me dás licença tenho uma pessoa à minha espera e estou a ficar atrasada.

Não esperei pela resposta dele, contornei-o e segui o meu caminho, mas mesmo assim ele fez questão de gritar uma última coisa.

- Se é isso que queres podes estar descansada que nunca mais te procuro. - Já irritado

- Obrigado - gritei sarcasticamente

Continuei a andar com o destino ao metro para chegar mais rápido ao estádio da Luz. Estava a cada minuto a aproximar-se da hora e só pensava no quão ia ser impossível evitar cruzar-me com o Rodrigo.

No telemóvel tocava a minha música favorita e vi que deu sinal de mensagem. Era da minha mãe e da Camila, supostamente respondendo à minha mensagem de ontem.

Mãe: ''Estou tão contente minha linda, merecias isso tudo, estou tão orgulhosa de ti... sei que farás um bom trabalho, faltam praticamente 2 meses para te ver, quero que venhas passar o Natal cá a casa. já tirei essa semana de férias para aproveitá-las contigo, a Camila também vem, adoro-te meu tesouro. Beijos do Pai e da Mãe. Depois manda-me mensagem a contar como foi''.

Camila: '' A sério? mereces isso tudo e muito mais, sempre te dedicaste à saúde com toda a dedicação e amor que se pode ter, tenho orgulho em ti, minha mana. Saudades tuas. Beijos meus e do Richard.''

Foi tão bom ler aquelas palavras... Dava-me confiança.

Por fim cheguei ao estádio! como prometido telefonei ao Dr. João informando-o que estava no exterior, onde ele viria ao meu encontro.

SERÁ QUE O GONÇALO NÃO PROCURARÁ MAIS A LEIRE?
COMO CORRERÁ O JOGO? LEIRE E RODRIGO SE CRUZARÃO?

SEJAM GENEROSAS NA OPINIÃO ABAIXO... CONSOANTE O FEEDBACK SERÁ O CAPÍTULO SEGUINTE...
BEIJOS, VERÔ

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Capítulo 52 - Visão da Amanda

Saí extremamente sexy, sentia-me confiante, mas também achei que, se calhar, seria exagerado, mas já estava vestida e sentia-me bem nela.

Assim que desci o prédio, estava à porta o Diego. Os olhos deles quando me viram ficaram arregalados e brilhantes, notei de imediato que tinha gostado do que via.

Cumprimentei-o com dos beijos e dirigismo-nos para o seu carro que estava estacionado mesmo em frente à porta.

Falámos de tudo um pouco, desde o meu curso, de mim e da minha recente mudança para a casa da Leire.

- Aonde me levas? - perguntei

- É surpresa. - Riu, porque pelo pouco que me conhecia sabia que eu era curiosa.

- Nem podes desvendar um bocadinho?

- Só posso dizer que vens vestida para a ocasião.

- Menos mal, pelo menos isso..

Chegámos ao restaurante, era lindo, simples e aconchegador. Nunca pensei que ele frequentasse esse tipo de sítios, mas na verdade que preferia um restaurante assim que um fino.

Restaurante

Pedimos uma sobremesa gigante e dividimos pelos dois, tinha super bom aspecto.

Sobremesa da Amanda e Diego


- Eu nasci e cresci numa familia humilde, tive as minhas dificuldades, mas graças a Deus hoje em dia estou estável economicamente falando. Apesar de ser uma figura conhecida sou humilde e não sou nada de grandes voos e acima de tudo, gosto de comer bem.

- Surpreendeste-me e sinceramente se me levasses a um restaurante mais fino não me sentia à vontade.

Aproveitámos o jantar para nos conhecer-mos melhor. Foi uma noite agradável e serviu para ver que o Diego era um homem com um grande coração e que certamente poderia ser o homem perfeito para mim, sincero, amigo e acima de tudo compreensivo.

- Então pronta para a 2ª parte?

- 2ª Parte?

- Sim, surpresa parte II

- Se for tão agradável como a primeira parte, que venha ela.

Levantámo-nos e ele foi pagar. Enquanto eu fui à casa-de-banho ele foi buscar o carro e esperou-me à porta. Ví-me ao espelho, retoquei a maquilhagem e sai.

Saí, ele estava à porta e lá fomos nós para o sitio misterioso.

Tínhamos chegado ao cinema, ao lugar do convite, mas como não tinha referido a parte de irmos comer um gelado, já não tinha a certeza do programa.

Chegámos ao cinema e como cavalheiro que ele é, deixou-me escolher o filme.

- Pode ser qualquer um? - Perguntei.

- Claro, é o que tu quiseres - respondeu

- Então, escolho o Madagáscar 3 - ri

Filme que A Amanda e o Diego assistiram - Madagáscar 3

- De certeza que me queres levar a ver bonecos animados?

- Não sou eu a escolher? E a pagar e não quero reclamações... Pipocas? - perguntei

- Sim, doces e balde médio.

- Então vou pedir um grande e dividimos, que dizes?

- Acho óptimo

Fui comprar os bilhetes e as pipocas e por sorte conseguirmos para a sessão que estava a começar.

O filme foi divertidissimo  Lembro que no meio do filme, mais precisamente no intervalo, as pessoas da sala (que não eram muitas) saíram e apenas ficamos os dois à conversa. Se ele segurou-me a mão e disse-me o quanto eu era especial para ele, fiquei sem resposta, apenas consegui reagir uns segundos depois afirmando que ele também o era para mim. Acariciou-me o rosto e parou quando as primeiras pessoas regressavam para a 2ª parte do filme.

Vimos o resto do filme e quando acabou ainda estávamos a rir.

- Mesmo assim, estás aprovada no filme, foi bom e divertido - disse

- Mas ainda dúvidas? tudo o que eu escolho é bom - segui o mesmo tom

- Não duvido nada, porque a roupa que trazes, foi muito bem escolhida, estás linda!

- Foi a Leire que escolheu - Gozei

- Não interessa, fica-te bem.

Dirigimos-nos para o carro com direcção a casa, muita conversa e uma noite que me fez ver que, se calhar, uma oportunidade ao Diego não seria má ideia, mas para já esperaria para ver o que acontece e para o conhecer melhor.

Chegámos a casa e o Diego fez questão de me acompanhar até à porta. Apenas queria terminar com uma ''boa noite'' e dois beijos, mas não... o Diego evitou a minha entrada no prédio segurando-me no braço e beijando-me sem me deixar reagir. Não esperava essa atitude dele, nem me disse nada saiu disparado  entrou no carro e foi embora.

Momento em que o Diego rouba beijo à Amanda

Demorei uns 5 minutos para voltar a reagir.

O que foi aquilo?

Peguei no telemóvel e enviei uma mensagem a ele.

'' O que se passou? Porque saíste assim? Não percebi nada!', Beijos, Amanda''

Subi e estava tudo escuro, calculei que a Leire já estivesse a dormir, fechei a porta o mais devagar que consegui e encostei me à mesma e dei por mim a sorrir. Estava na cara que tinha gostado e ele? Ok que teve a iniciativa, mas porque fugiu?

Fui directa à cozinha e pus um copo de leite a aquecer no microondas, enquanto aquecia fui até ao meu quarto, recém decorado, buscar o pijama e levá-lo até à casa de banho, aproveitando para fazer a minha higiene intima e desmaquilhar.

Pijama da Amanda

Bebi o leite e quando voltei para o meu quarto com a intenção de ir dormir recebo uma mensagem, como previa era o Diego.

''Desculpa foi mais forte do que eu e tive medo da tua reacção, sei que abusei mas, como disse, foi mais forte do que eu, compreendo se ficaste chateada, beijo, Diego''

Apenas lhe respondi.

''Amanhã falamos'' - Estava a adorar fazer-me de ofendida quando na realidade queria mais.

Tirei o som do telefone e fui dormir.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Capitulo 51

Não queria acreditar, como não pensei nisso antes? E era a conclusão mais fácil de chegar mas a excitação  da noticia afectou-me os neurónios.

Futebol       +    Estádio      + Corpo           Inevitável
Benfica             Da Luz          Técnico   =    Não encontrar
                                              Médico         o Rodrigo


Tinha o estômago na boca, queria telefonar ao Dr. João a desistir, mas não podia fazê-lo porque era uma oportunidade única. Desvalorizei o assunto.

A Amanda chamou-me e eu saí rápido da banheira e enrolei-me numa toalha. Dirigi-me à cozinha.

- Ainda falta por a mesa dá tempo que te vistas - disse a Amanda

- Ok, Ok, vou vestir-me rápido, Obrigado

Fui para o meu quarto, vesti o pijama, penteei-me e fui jantar.
Pijama da Leire

Estava delicioso! Nunca tinha comido e definitivamente deixou-me rendida.

- Está maravilhoso - disse deliciada

- Obrigado, ainda bem que gostaste.

Terminámos o jantar, bastante animado, era bom ter uma companhia como a Amanda para partilhar refeições e não só!

- Agora eu trato de arrumar a cozinha e tu minha menina, vai para a sala escolher um filme para ver-mos - sugeri

- Desculpa Leire, combinei com o Diego para irmos ao cinema, importaste?

- Achas? Claro que não! Eu fico na sala a ver tv e aproveito para me deitar mais cedo que amanhã é um longo dia e de muitas emoções, tenho de descansar, mas depois não te escapas a contares-me os detalhes - disse enquanto terminava de arrumar a cozinha.

- Claro que sim! nós não temos segredos, mas não deve haver detalhes para contar apenas nos estamos a conhecer e vamos sair como amigos, nada mais - informou

- Ajudas-me a escolher a roupa? - perguntou a Amanda

- Claro que sim, mas já sei qual é a roupa ideal para ti, vamos ao meu quarto.

Abri o meu guarda-roupa e achei a roupa ideal, era sexy e iria deixar o Diego de queixo caido, estava na cara que eu queria o desenrolar da relação e aquela roupa ajudaria.

- Isto é muito provocante Leire, não sei...

- É perfeita, faz-te uma mulher bastante atractiva, não queres sair com um jogador de fato de treino, não?

- Não, nada disso! Pronto convenceste-me.

Já estava vestida e aproveitei para maquilhá-la... estava irresistível!

- UAU! Linda - disse
Roupa da Amanda
Ela envergonhada apenas sorriu.

Em mais ou menos 15 minutos a campainha tocava, era o Diego.

- Sorte! - Foi a última palavra que disse antes da Amanda fechar a porta.

Estava contente por ela, lá por a minha vida amorosa estar um desastre, ficava satisfeita de a dela não estar.

Deitei-me no sofá e achei que devia informar a minha mãe e a Camila do acontecimento de manhã.

'' Mãezinha amanhã vai ser um dia maravilhoso para mim, o Dr. João Almeida que é o responsável do gabinete clinico do Benfica telefonou-me hoje para me convidar a pertencer ao grupo médico do jogo de amanhã, ele diz que quer que eu aprenda de tudo e que amanhã será uma boa oportunidade de aprender a intervir noutras áreas da saúde.
Ele tem sido expectacular comig, um autêntico avô. Trata-me muito bem e com ele sei que vou evoluir bastantes. Saudades tuas e do Pai.

Beijos, Leire''

Enviei a mesma mensagem para a Camila, alterando o ínicio e o final. Era para informar sobre o mesmo assunto, para quê mudar?

Não esperava resposta hoje, quem sabe amanhã?

Vi que tinha uma mensagem, era do Gonçalo.

''Queres falar a bem ou preferes que vá à universidade?''

Quem é este para me obrigar a falar com ele? Grande lata! Nem mereces resposta.

E foi o que fiz, não respondi só queria que ele desaparecesse da minha vida tão rápido como entrou, mas já tinha reparado que não seria assim tão fácil.

Já estava a ficar tarde, desliguei a Tv e fui dormir.

COMO SERÁ O DIA DA LEIRE?
REENCONTRARÁ O RODRIGO? TERÁ UMA SURPRESA DESAGRADÁVEL DO GONÇALO?
FALTARÁ AO JOGO?

BEIJOS, VERÔ

sábado, 3 de novembro de 2012

Capítulo 50

Fiquei sem reacção, merecia eu uma oportunidade como esta?

- A sério? Está mesmo a falar a sério? Hoje não é dia 1 de Abril pois não?

- Minha querida, tu sabes que és como uma filha para mim e além do mais amas o que fazes e aprendes rápido e o Benfica e o Mundo da Saúde em Portugal precisam de uma pessoa como tu formada, aceitas?

- Claro que aceito! Acha que não? Obrigado, nunca me cansarei de lhe agradecer. E que roupa me aconselha a levar? - perguntei

- A que te sintas confortável, lá vais ter uma credencial, por isso não te preocupes, nunca te esquecendo de que estarás num estádio e que a tua intervenção tem de ser rápida. Se poderes passa cá depois das aulas para te dar umas dicas, pode ser?

- Passo sim, amanhã a minha última aula é às 13.30h, tem uma duração de apenas 30 minutos, a essa hora é boa para si?

- Sim, pode ser, quando chegares telefona-me que eu vou ter contigo.

- Fique descansado, obrigado!

- De nada minha linda, até amanhã

- Até amanhã, beijinhos

Desliguei a chamada e só me apetecia gritar de alegria, mas as horas não me permitiam esse festejo, a aula estava prestes a começar.

Acabou rápido e lembrei-me das mensagens que ainda não tinha lido.
Infelizmente não era de quem estava à espera, talvez da minha mãe, da Camila ou até mesmo da Amanda, mas não... era do Gonçalo. E não era nem uma nem duas mensagens, mas sim três.

''Temos de conversar, quero saber que brincadeira estúpida foi aquela da outra noite?''

''Não Respondes? Porque? Fazes as merdas e não as resolves?''

''Fico à espera da tua resposta para falar-mos, espero que sejas mulherzinha o suficiente e veres as tuas atitudes''

Já estava farta daquele ''miúdo'' e resolvi responder-lhe antes de que me bloqueasse o telemóvel com mensagens.

''Não tenho nada para falar contigo.Esquece que eu existo que eu já o tinha feito até que me relembraste da tua existência. Xau. Leire''

Mas o meu lado amoroso não tinha sossego?

Estava entusiasmada com o meu trabalho de amanhã, queria impressionar o Dr.João e não, de alguma maneira desapontá-lo e fazê-lo arrepender-se da aposta que fez em mim e por essa razão queria estar à altura tanto a nível profissional como exteriormente, queria parecer responsável, a aparência queiram ou não conta muito, porque é o nosso cartão de visita.

Fui de Shopping comprar roupa apropriada, nada sofisticado mas confortável, pois ia para um estádio de futebol e não para um evento.

Vi lojas atrás de lojas e não conseguia chegar a nenhuma conclusão.O que poderia ser elegante num estádio?

Estava a desesperar, Saia? Vestido? Nem Pensar! parece que iria a exibir-me.

Umas calças de ganga era o mais apropriado. Fiz as minhas compras e como já estava a ficar tarde telefonei à Amanda para saber se já estava em casa, pois ela tinha ficado com a minha chaves de casa e dirigir-me em vão á mesma não valia a pena.

- Amanda, já estás em casa?

- Estou sim, então?

- Só para saber, vou agora para ai

Pedi um taxi e em menos de 30 minutos já estava à porta, entrei e já cheirava a comida.

- Hum... que cheiro bom - exclamei

- Resolvi fazer-te uma surpresa, Macarrão com atum e tomate, gostas?

- Nunca provei, mas tem bom aspecto.

- Só agora? demoraste tanto, já tenho o quarto organizado.

Contei-lhe do telefonema do Dr.Almeida e a minha necessidade de comprar roupa. Aproveitei o momento para lhe contar também das mensagens do Gonçalo e a minha resposta. Ela apoiou-me e incentivou-me a desvalorizar.

- Adoro a roupa, acho que combina perfeitamente com a ocasião, fizeste bem, porque na nossa profissão tudo conta, o aspecto e as competências. Eu já fui rejeitada no passado pelo meu aspecto, mas se me vissem agora de certeza que se arrependiam - riu e eu juntei-me a ela.

Roupa da Leire


- Enquanto não terminas o jantar eu vou dar uma olhada no teu quarto.

- Vai sim, preciso da tua opinião

Dirigi-me ao quarto e quando abro a porta fiquei boquiaberta, estava lindo, autentico de uma princesa.

Quarto da Amanda

- Vou-te matar! - disse enquanto ia em direcção à cozinha.

- Que foi? - com ar amedrontado

- Está mais lindo que o meu!

Rimos as duas e, num abraço agradeci-lhe por se ter mudado, onde a sua resposta foi transmitida por um outro abraço.

- Ainda falta um pouco para estar pronto, porque não vais tomar um banho? sugeriu

- grande ideia! preciso relaxar-me para amanhã. Vou tomar um banho de imersão.

- Vai sim, quando estiver pronto eu chamo-te.

- Ok, Ok, Obrigado! - Agradeci enquanto fechava a porta da casa-de-banho.

Enchi a banheira e coloquei um pouco dos meus sais favoritos. Estava deitada a analisar tudo o que me tem acontecido até ao telefonema desta tarde que me deixou entusiasmada.

Leire na banheira

- Equipa técnica no jogo do Benfica Futebol, quem diria?

Quando dizia esta frase em voz alta com tom de inacreditável é quando um toque da realidade me atinge, uma realidade que ainda não tinha pensado e que fez com que ficasse extremamente nervosa.

O QUE TERÁ DEIXADO A LEIRE TÃO NERVOSA?
OBRIGADO POR LEREM A MINHA FIC
ABRAÇO, VERÔ

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Capítulo 49

O restaurante era vulgar, também não tínhamos tempo para procurar um melhor. Era na beira da praia, a uns 15 minutos da Universidade.

Fizemos os nossos pedidos, eu optei por um bacalhau dourado e a Amanda por umas espetadas de Gambas.

 
Bacalhau Dourado                                   Espetadas de Gambas

- Então o que tinhamos que celebrar? - perguntou a Amanda tirando uma gamba da espetada.

- Ainda tenho de te fazer uma proposta, só depois é que podemos celebrar, tudo depende da tua resposta - ri

- Agora estou curiosa, propõe lá - insistiu

- Então, andei a pensar e aquela casa tem estado muito vazia, eu odeio morar sozinha, tu quase todos os dias lá estás... (pausei)... Falei com a Camila e ela não se importa, que tal mudares-te lá para casa?

Não houve reacção da outra parte. Sempre pensei que iria recusar, por isso decidi acrescentar mais ''incentivos''.

- Não é preciso pagares nada, os meus pais, desde que a minha avó morreu que se ocupam das despesas da casa, apenas a alimentação está por nossa conta. Que achas? sempre podes poupar algum dinheiro...

- Bem... não estava à espera. Adoraria morar contigo, mas não acho justo os teus pais pagarem todas as despesas.

- Não te preocupes com isso... aceitas ou não? - fiz ''olhinhos''

- Pronto, está bem. É tão bom poder poupar dinheiro nesta altura.

- Yupi! Estou tão contente... quando estás a pensar fazer a mudança? eu ajudo-te! Saio ás 18.00 horas. Tens é de comprar uma cama que demos aquela que era da camila a uma familia vizinha que estava a necessitar.

- Não há problema, eu saio ás 16.00 horas e vou directo para casa falar com as minhas colegas e recolher as minhas coisas e tu encontras-me lá para as levar-mos para tua casa. - sugeriu

- Nossa, Amanda, Nossa - corrigi

- Sim para a nossa casa

- Olha fazemos assim, eu dou-te a minha chave de casa e tu quando tiveres tudo organizado, telefona para este número (entregando-lhe um cartão) é um amigo meu, de confiança que te ajudará a levar as coisas.

- Obrigado Leire, não sei como te agradecer

- A tua presença paga tudo - levantei-me e dei-lhe um abraço.

Fui pagar a conta e seguimos para a universidade. Chegámos encima da hora da aula da Amanda, já eu tinha meia-hora livre.

Não sabia o que fazer, então decidi ligar-me à internet no telemóvel e avistei que o mesmo continuava em modo silencioso e tinha várias mensagens e chamadas não atendidas. Apressei-me a ver quem tanto queria falar comigo e com tanta urgência.

Fiquei perplexa quando vi que era o Dr. João Paulo Almeida, será que necessitava de algum serviço meu?Telefonei-lhe de imediato

- Estou? Dr. João Almeida? É a Leire, desculpe não ter atendido mas esqueci-me de colocar o som no telefone depois das aulas, Diga - apressei-me a justificar

Estava a rezar para que ele não se tenha arrependido do que tinha para me dizer ou propor.

- Não faz mal minha querida, tenho uma proposta para ti, quero que aprendas não só a tua profissão dentro do gabinete, mas também em outros locais  com outras circunstâncias. Desculpa só te telefonar hoje (que era 5ª Feira), mas o Benfica Futebol joga amanhã e quero que pertenças ao grupo técnico. Terás a oportunidade de, por alguma eventualidade entrar em acção na tua área como também nas outras intervenções de socorro, interessada?

SERÁ QUE ELA VAI ACEITAR?
ESPERO AS VOSSAS REAÇÕES
ABRAÇO
VERÔ

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Capitulo 48

No primeiro intervalo da manhã telefonei à Camila.

- Amor, estou cheia de saudades tuas - disse com uma voz tremula de saudade

- Eu também minha querida, está tudo bem? - perguntou

- Está tudo, e contigo?

- Comigo está quase tudo, só faltas tu para ser uma vida perfeita. Não tens nada para me contar?

Desconfiava do assunto que seria mas e se não fosse? Não queria voltar a falar do mesmo.

- Ao que te referes? Pedindo a Deus que fosse outra coisa.

- Das revistas... - insinuou

Fogo! como é que em França sabiam disto? Será que este assunto teve um impacto maior do que estava à espera? não iria ser negativa novamente.

- Como soubeste?

- Agora já temos segredos? - disse num tom de ofendida

- Não amor, apenas não te queria maçar com este assunto.

- Continuo a ser a tua melhor amiga e tudo o que se passa contigo interessa-me, nem que seja para me dizeres que ontem ás tantas da madrugada te deu uma dor de barriga, ouviste? fiquei muito triste por não me contares - disse desiludida.

- Vou te contar agora, pode ser? e prometo que não se volta a repetir.

- Vá, conta lá, estou curiosa

Contei-lhe tudo do inicio até ao fim, desde a minha apresentação à equipa, à sua disponibilidade de me levar ao bar, passando pelo jantar até à noite de ontem. Quando finalizei os acontecimentos, do outro lado ouvia apenas silêncio, cheguei a pensar que a chamada tivesse desligado por algum motivo, mas não.

- Camila, estás aí? - perguntei

- Estou em choque com tudo o que me contaste, que ordinário! Não tou a ver a teres sexo com um gajo que conheceste há meia-dúzia de horas, mas aconteceu e ai já não podes fazer nada, simplesmente a atitude dele podia ter sido diferente e não em armar-se em engatatão e ''come todas'' para subir o seu ego de machista! - visivelmente irritada - Mas a tua vingança foi excelente, foi preciso engolires muita coisa para levares a cabo o plano. Tenho mais experiência que tu  no ramo sexual e posso-te garantir que, deixares um homem a meio é a pior coisa que podes fazer, gostava de ter visto - Riu.

- Senti-me melhor comigo mesma. Já tinha falado deste assunto com a Amanda, mas nada como falar contigo. Adoro-te

- Sabes que também te adoro e que estou sempre aqui para ti, não sabes?

- Sei sim e agradeço-te por isso. Ainda queria falar de uma coisa contigo, sabes que não gosto muito de morar sozinha e a Amanda não tem as nossas posses, estava a pensar como o teu quarto está vazio, ela ocupá-lo, se tu não te importares claro! e assim poupava esse dinheiro, que me dizes? Ainda não lhe disse nada, porque queria a tua autorização - expliquei

- Por mim acho uma óptima ideia, o quarto está vazio e para estares sozinha leva a Amanda. VocÊs são bastante amigas e até ficava mais descansada de saber que tens alguém que cuide de ti.

- Obrigado querida, agradeço-te imenso.

Tinhamos estado à conversa o intervalo todo e quando olhei para o relógio vi que já estava encima da hora da próxima aula, despedi-me rapidamente da Camila e fui a correr, felizmente a professora ainda não tinha chegado. Aproveitei para enviar uma mensagem à Amanda.

Querida vamos almoçar juntas?
Pago eu para celebrar-mos uma coisa! Que me dizes? só aceito um sim, por isso, ás 13.30m no portão principal da escola.
Beijos, Leire.

Retirei o som do aparelho, caso ela me respondesse enquanto decorria a aula, mas não! Em menos de 5 minutos já o telefone vibrava.

Há 13.30m não posso, tenho umas fotocópias para tirar, queres vir ter comigo a essa hora à reprografia? É só tirá-las e vamos almoçar, eu hoje entro ás 15 e tu? 
Beijos, Amanda

Respondi rápido

Eu entro ás 15.30m por isso não há problema. Vou ter contigo à reprografia, espera lá por mim. A professora vera chegou. Até logo.
Beijos, Leire

A aula foi interessantissima, adorei! aprendi conceitos novos e a aula passou a voar.

Fui ter com a Amanda à reprografia e em 10 minutos já estavamos a sair da universidade em direcção ao restaurante.

DEIXEI-VOS ESTE CAPÍTULO MAIS RELAX, PORQUE OS PRÓXIMOS VÃO SER BASNTANTE INTERESSANTES  E COM GRANDES DESENVOLVIMENTOS. ESPERO QUE GOSTEM E ESPERO OS VOSSOS COMENTÁRIOS. TÊM SIDO POUCOS, NÃO ESTÃO A GOSTAR?

BEIJOS ÁS MINHAS LEITORAS
VERÔ

Capitulo 47

Alô Galera, cheguei do meu rico país Brasil com muitas saudades vossas e aqui estou eu com mais um capítulo.

Demorei aproximadamente 40 minutos em chegar a casa e quando olhei para o telemóvel para ver as horas e notei que a Camila me tinha tentado telefonar, mas quando enviei a mensagem ao meu vizinho taxista, retirei o som ao telefone para que nada nem ninguém me pudesse atrapalhar os planos. Já era tarde e não iria incomodá-la.

Cheguei a casa e o meu relógio já marcava a 1.40 da madrugada, agradeci ao meu vizinho e paguei (muito bem pago!)pelo serviço prestado. Era outra pessoa, sentia-me aliviada, mas não iria negar que me sentia desiludida, pelo menos, o positivo da história é que terminava antes de estar completamente iludida.

Gonçalo Alves era um nome que tinha esquecido e naquele momento e nos próximos tempos a minha vida rondava apenas numa palavra ''cardiologia''.

A Amanda ainda estava acordada, certamente curiosa para saber detalhes da minha conversa com aquele sujeito repugnante.

- Ainda acordada? - disse enquanto fechava a porta e lhe cumprimentava com um beijo na testa.

- Claro! - primeiro convidaste-me para dormir contigo não para dormir sozinha e depois como achas que iria conseguir dormir morrendo de curiosidade? - riu - vens como uma cara totalmente nova é porque a conversa correu bem...

- Nem imaginas... - não pude conter-me e gargalhei

Contei-lhe o meu esquema todo antes de passar aos detalhes da praia, nesse instante ela entendeu o porquê de eu sair naqueles ''preparos'''para a rua, em circunstâncias normais nunca o faria.

Continuei com os detalhes mais insólitos e rimos como de uma anedota se tratasse. No fim  tinha de admitir que tive pena dele, mas ele também me fez sofrer e nenhum sentimento teve.

Já a sua conversa com o Diego tinha corrido ás mil maravilhas, fiquei feliz por ela, merecia-o, como já tinha chegado à conclusão, ele era diferente. Era um presente de Deus pela boa pessoa que é e pelas pessoas que ajudou sem pensar nela.

Já vinha com este pensamento há algum tempo, mas ainda não tinha comentado nada, porque queria falar primeiro com a Camila. Estava e sentía-me sozinha naquela casa que me tinha deixado a minha avó após falecer, as contas eram pagas pelos meus pais e como a Amanda não tinha grandes posses era mais esse dinheiro que poupava mudando-se para a minha casa, mas tudo dependia da opinião da Camila, o quarto continuava a ser dela.

Com aquela conversa toda, as quatro da madrugada badalava no relógio da sala.

- Meu Deus! Olha-me para estas horas! - disse desesperada.

- Daqui a pouco mais de três horas já temos de estar levantadas - ainda foi sarcástica

Rimos e demos as mãos em direcção ao quarto. Ela deitou-se na minha enorme cama de casal enquanto eu vestia o pijama e juntei-me a ela.

pijama da Leire

Dormimos abraçadas. Precisava daquilo, de sentir-me segura e a Amanda era como minha mãe, preocupava-se comigo, dava-me segurança e ânimo para ultrapassar obstáculos como os das últimas horas.

Foi pontual o despertador, estava morta de cansaço, mas a Amanda animou-me a levantar enquanto ela preparava o pequeno almoço. Fui tomar um duche e vesti-me, ainda não estava tudo preparado, então revertemos os papéis, ela foi tomar banho enquanto eu terminava o que ela tinha começado.

<- Roupa da Amanda / Roupa da Leire ->

Só tinha no pensamento aquela gente a olhar e a querer meter-se na minha vida,  com a Amanda era diferente, era umas das pessoas mais populares e eu? Era uma anónima (não bem uma anónima porque as minhas curvas não passaram desapercebidas), não tinha feito grandes amizades e de um momento para o outro estava na boca do povo e não gostava nada disso, nada disso!

- No que é que tanto penas? - Perguntou-me a Amanda

- No que me espera na Universidade - respondi

- Acho que estas a sofrer por antecipação, já notaste que é uma universidade diferente, não houve praxes nem vai haver conversas sobre o assunto, quem vai para lá está focado na carreira, em nada mais.

No fundo era capaz de ter capaz de ter razão, estaria a sofrer sem motivo.

- Tens razão, vou relaxar e o que tiver que ser, será - respondi confiante.

- Essa é que é a atitude - insinuou

Sentamos a tomar o pequeno-almoço com ar cansado, milagre que o corrector de olheiras fez, mas o corpo fazia sentir-se.

Em meia-hora estávamos a caminho da universidade. Chegando lá e aquele ''bicho de sete cabeças'' não tinha nada a ver, houve olhares e cochichos mas nada do outro mundo, sendo assim seria menos uma preocupação para mim e as minhas atenções viraram-se única e exclusivamente para a minha paixão - cardiologia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

aviso

caras leitoras, tive estes dias sem postar porque viajei até minha cidade Natal, Fortaleza- Brasil (surpresa do maridão). Vou ausentar-me por uma semana. Não deixem de visitar a minha fic e mostrar para as vossas amiguinhas.

Amo muito voces, Verô

PROMETO TRAZER SURPRESAS NA SEGUNDA-FEIRA!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capitulo 46

Fomos para a praia de Carcavelos  estava quase sem ninguém. Aproximava-se a hora de jantar e as pessoas começam a dispersar, ficando só eu e o Gonçalo juntamente com, aproximadamente, 10 pessoas na praia. Sentámos na areia e ninguém falou.

Praia de Carcavelos

O silêncio estava a incomodar-me, então quebrei o gelo.

- Então e o que é que me dizes da noite anterior? - perguntei-lhe à espera que ele revelasse alguma das suas verdadeiras intenções.

- Adorei estar contigo, diverti-me imenso, como à muito tempo não o fazia, então e tu gostaste?

Só me apetecia responder ''Sim adorei, até acordar no outro dia de manhã e deparar-me com a minha cara nas revistas e chegar ao meu trabalho e ver os teus colegas (colegas de atletas) a idolatrarem-te e a glorificarem-te de teres conseguido sair comigo e ainda supuseram que podia ter havido algo mais e porque? porque tu consegues tudo, não é ?''

Mas não, respirei fundo e respondi o que ele queria que eu respondesse.

- Claro que sim, adorei, não gostei muito das revistas, mas depois foi tudo normal, não quero é pensar no dia de amanhã na universidade, vou ter de justificar algo que não é justificável.

- Compreendo, mas não precisas de justificar nada - começou

- Preciso sim, não quero que pensem no que não existe - interrompi

- E o que é que não existe? - perguntou olhando-me nos olhos

A resposta perfeita seria ''Não existe aquele homem sincero, amigo, cavalheiro, respeitador que pensava que fosses e revelaste-te, quer dizer, revelaram-te, era disso que não esperavas? mas de cobardes como tu quero distância''

Voltei a respirar fundo e respondi coerentemente.

- Não existe nada entre nós, és um bom amigo e quero que, por enquanto, continue assim.

- Compreendo, começámos muito rápido, deveríamos ter mais paciência (Começámos rápido e acabamos ainda mais, otário!)

- Era isso que me estava a referir, ainda bem que compreendes - disse num tom angelical.

A conversa dele era o mesmo que ver um filme romântico, vês uma linda história de amor e desejas essa mesma história para ti. Ele continuava a ''atirar-me'' areia para os olhos e e seguia a jogada com destino à ''Tacada final''.

Quando olhei para o relógio já passavam das 23 horas, o taxista já estaria estacionado ao pé do quiosque, que se situava encima de nós, apenas separados por uma rampa de madeira que dava acesso à praia.

Tinha chegado a hora de passar à acção. Chegou o momento de seduzi-lo. Comecei por pegar-lhe na mão, acariciar o seu rosto. Dada altura ele tentou avançar dando-me um beijo na boca, mas saiu fracassado. Queria que sofresse um bocado e estava a consegui-lo.

Leire a acariciar o rosto do Gonçalo

Fui eu quem o beijos, notava-se a respiração ofegante e aquela tensão e desejo do dia anterior estava presente. Da minha parte esse desejo estava quase a dominar-me, mas lembrei-me do objectivo e da razão pela que estava ali e esses sentimentos sumiram.

Deitei-o na areia, as mãos dele estavam descontroladas, percorriam o meu corpo completo, dando-me várias palmadas no rabo. Tentou por diversas vezes levar-me ao acto sexual, mas eu recusei sempre, inventando que estava menstruada. Cada vez que nos beijávamos sentia o seu corpo a estremecer, o que me fazia sentir orgulhosa de mim mesma.

Gonçalo e Leire beijando-se

A sua hora estava a chegar ao fim e aqueles momentos de prazer para ele e de puro divertimento e ao mesmo tempo de sacrifício para mim tinham os minutos contados.

Comecei a acariciá-lo pelas costas e isso arrepiava-o.

- Vamos para outro sitio - dizia ele já em desespero.

- Não posso - dizia eu mentindo.

- Não te apetece estar comigo?

- Sabes bem que sim, mas já te expliquei o porque - tentei sair de vitima daquela história.

Aquelas investidas repetiam-se por inúmeras vezes, foi quando decidi acabar com aquela ''palhaçada''.

Deixei-o acariciar-me à sua vontade, sem restrições. Senti como o seu membro ganhava volume e o seu desespero em me conceber ainda era maior naquela altura. Notei o seu desespero e foi ai que terminei tudo, afastei-me dele e levantei-me.



- Onde vais? Não me podes deixar assim - disse desesperado e visivelmente irritado.

- Então e o que queres que faça contigo? não posso fazer mais - disse rindo

- Isto não tem piada, se não querias continuar porque me provocaste?

- irrita não irrita? sentes-te como? usado?

- Sim, foi isso que fizeste agora mesmo, usaste-me - gritava.                                                                  
                                                                                                              Gonçalo e Leire

- A sério? nem notei, se calhar como tu não notaste ontem, quando adquiriste o que quiseste e não me venhas com mais mentiras! - gritei - foi a primeira e a última vez que me enganaste, otário! Adoraste espalhar o que aconteceu, não foi? mas como eu não sou como tu, o que aconteceu aqui, fica aqui. Agora pensa duas vezes antes de magoares alguém, porque desta vez fui eu, mas para a próxima pode ser que seja pior. Não te quero voltar a ver nunca mais, finge que não me conheces que eu vou fazer o mesmo, nojento!
Adeus!

Não o deixei defender-se. Senti-me aliviada e realizada. Ele pagou com a mesma moeda a falta de sensibilidade que demonstrou. Não queria voltar a ouvir o seu nome nem ter de olhar para a sua cara.

Antes que ele pudesse alcançar-me corri em direcção à rampa de madeira que me levaria até ao taxi. Entrei no veículo e disse com rapidez
rampa de madeira que separava a praia do local onde se encontrava o táxi

- Para casa, rápido - ele ainda tentou alcançar-me mas o táxi já tinha partido, apenas abri o vidro e expressei o que pensava.

expressão com o dedo

Capítulo 45

A noite anterior foi confusa, mas deixou de ser perante aquelas revelações de manhã. Tinha visto no Gonçalo um possível refúgio para esquecer o Rodrigo, mas naquele momento preferia a ilusão de Rodrigo que ser usada pelo Gonçalo.

A Amanda parecia iludida pelo Diego, mas não queria desanimá-la, ela é que teria de ver pelos seus próprios olhos se ele era realmente de confiança, poderia ser diferente, ao contrário do que todas as mulheres dizem, os homens não são todos iguais e eu estava a fazer ''figas'' para que ele fosse uma excepção.

Incentivei-a a ir encontrá-lo, emprestei-lhe uma roupa minha e lá foi ela, linda de morrer.

Eu fiquei em casa à espera da chamada do Gonçalo, estava com tanta raiva dele que se o tivesse por perto agora batia-lhe tanto, mas tanto que não tinha coragem de fazer a outra rapariga.
Enquanto esperava tinha de catalisar esta energia acumulada. Fui até ao quarto arranjar um material que iria fazer falta para o dia seguinte. Já o mesmo organizado abri o meu guarda-roupa e procurei a roupa mais sexy que tinha, eu, por natureza não era provocadora, mas torturá-lo e ver o que se perdeu era a melhor maneira de ele receber o seu correctivo.

Já me estava a preparar para tomar um duche quando ouço a minha música tocar proveniente do meu telemóvel - ''Circus'' da Britney Spears.

Quando olhei para o visor era o Gonçalo.

- Diz - disse bruscamente

- Combinámos que te telefonava, lembras-te?

- Sim lembro, daqui a meia-hora no jardim municipal, pode ser?

- Mas não achas que há muitas pessoas lá para termos uma conversa? - perguntei

- Porque? só gostas de ter conversas na casa de banho? se é assim podemos combinar nos sanitários.

- Mas o que é que tens? porque estás agressiva?

- Eu não estou agressiva então, passa na minha casa daqui a meia hora e leva-me para onde tu quiseres.

- está bem, daqui a pouco estou aí.

- Ok, até já - despedi-me

- até já - despediu-se

Fui tomar duche rápido para que o resto do tempo me dedicasse aos detalhes, tinha de estar perfeita.

A minha atitude iria mudar, não queria ser agressiva como ele como fui ao telefone, porque assim não iria conseguir tirar uma confissão, ele iria desistir antes de o encarar.

Estava pronta! Foi a primeira vez que me vi ao espelho e me saiu um UAU!

Tocou à campainha e nem lhe abri a porta, saí nesse instante. Assim que me viu, notei na sua expressão aquela que desejaria ver. Era notável que me comia com os olhos e aquela noite seria de provocação, teria de sentir na pele o que é ser enganado.

Roupa da Leire

Não me estava a reconhecer, aquela atitude não era minha, mas eu tinha chegado ao meu limite, além do mais não era a primeira vez que um rapaz se aproveitava de mim, mas era a primeira vez que o país inteiro assistia.

- Então, onde me levas? - perguntei-lhe depois de o cumprimentar com dois beijos

- vamos até à praia, que achas?

- Acho bem, até porque temos muito que falar e não precisamos só de espaço, mas também de tempo a sós.

- Senhoras à frente - tentou ser cavalheiro e isso ainda me deu mais raiva.

- Que cavalheiro! - ironizei

Estava a entrar no jogo dele, tinha tido uma ideia melhor, era fabulosa e iria pagar por tudo. Enquanto nos dirigíamos à praia recebi uma mensagem da Amanda a perguntar se estava pronta para o jantar, alertei-a que não esperasse por mim e ao mesmo tempo incentivei-a a levar companhia, afinal era a minha melhor amiga neste momento e o que é meu é dela, além do mais o tempo que tive sozinha em casa pensei e comparei as atitudes do Gonçalo comigo e as do Diego com ela e não tinham nada a ver.

Aproveitei também a desculpa da SMS para a Amanda para perder um bocado de tempo e enviar uma mensagem a um vizinho meu que é taxista para ir até ao local onde estaríamos, que demorasse no máximo 1 hora e meia e que esperasse. Aquela noite prometia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Capitulo 44 - Visão da Amanda (parte II)

- Olá Camila? Tudo bem? - Cumprimentei

- Está sim e contigo?

- Tudo óptimo, Obrigado! Então em que te posso ajudar? - perguntei curiosa

- Houve uma coisa que não te contei mas no estágio que tivemos, numa tarde estive com o Richard, numa tarde romântica e a Leire foi passear sozinha, estava no jardim quando o Rodrigo sofreu o acidente.

- Foi ela quem o salvou? - interrompi

- Foi sim, ela teve de fazer-lhe reanimação. Uma testemunha chamou a ambulância e assim que chegou ela abandonou o local- continuou

- Mas porque é que ela abandonaria? questionei

- Não sei, supostamente não queria ser reconhecida, não queria ser famosa nem que ele lhe ficasse grato, se tivesse que gostar dela seria pelo que ela é não pelo que fez - supôs.

- Entendo, mas não era normal eles falarem?

- Não sei, o único que sei é que nunca me mencionou que tivesse alguma vez falado.

- Agradeço imenso que me tenhas contado isto, agora tenho a certeza de que algo se passou naquela tarde entre eles, só falta saber o porque de não se falarem.

- Agora vou ter de desligar, tenho aula. Beijos e obrigado por seres tão boa amiga.

- Não tens de agradecer, ela já fez muito por mim e acho que agora é a minha vez de fazer por ela. Boa aula, Beijos.

- beijos - despediu-se

Parece que foi algo que nos fez desligar o telefone, porque assim que o fiz a Leire entrou pela porta.

- Então como correu o teu dia? - perguntei vendo-a com uma cara bastante abatida.

- Correu bem - respondeu pouco animada.

- Correu bem mas tu não estás bem

- A cardiologista faltou e fui eu quem a substituiu, então quando fui recolher a bata que tinha deixado na sala de espera e mandar entrar o primeiro atleta, ouvi-os comentar que o Gonçalo tinha conseguido o que queria e que se calhar tinha conseguido levar-me ainda mais longe - disse irritada.

- Que estupidos! mas aconteceu mais alguma coisa que aquele ''quase'' beijo na feira?

Por momentos calou-se e vi que ali se passava mais qualquer coisa que não me tinha contado.

- Aconteceu - disse-me com a cabeça baixa.

- E não me queres contar? - incentivei

- Quando viemos da feira a primeira coisa que fizemos foi ter uma conversa séria, ficou tudo esclarecido e depois de vários copos, o álcool já era muito e a tensão estava alta, então... (pausou uns segundos) fomos até à casa de banho e aconteceu.

- Como pudeste fazer uma coisa dessas ? - perguntei preocupada por ela

- Nem eu sei! eu não sou assim, mas algo me atraiu nele, mas agora estou tão arrependida... sinto-me usada, não quero voltar a vê-lo.

- Eu não sei o que te dizer, foi um estúpido, não esperava essa atitude dele. Agora dedica-te à Universidade e esquece-o. És linda, inteligente, se queres um conselho dedica-te à tua carreira, não deixes que este assunto te influencie.

- Isso não vai acontecer. - disse firme

Ao mesmo tempo que disse isso encostou a cabeça no meu colo. Interrompi por uns segundos para ir buscar as pipocas e voltámos à posição inicial enquanto via-mos um filme e comíamos pipocas.

Enquanto via-mos o filme, já visivelmente quase no fim, resolvi contar à Leire da mensagem do Diego.

- Vê lá se também não está a brincar com os teus sentimentos, quero que sejas feliz e por isso também não quero que sofras.

- Não te preocupes, vou-lhe mandar mensagem para que possamos falar da noite anterior e depois logo se vê. Não vou comentar nada de vocês, são assuntos teus e do Gonçalo e não me quero envolver nisso - Garanti

- Era isso mesmo que te ia pedir, eu quero falar com o Gonçalo e ver com os meus próprios olhos ele a dizer-me a verdade, mas se quiseres ir ter com o Diego vai, eu vou até ao quarto preparar o material para amanhã regressar à Universidade. Aproveita e vai até ao estádio eles vão ter treino agora, o Gonçalo ficou de me ligar depois.

- Então eu vou tomar um duche e vou até ao estádio a ver se ainda consigo vê-lo treinar.

- Estás mesmo apanhada por ele - gargalhou

- É diferente Leire. há uns dois meses ninguém olhava para mim como mulher, mas sempre como amiga e ele foi o primeiro em fazê-lo, mas quero ver se posso confiar nele. Pode ser igual ao Gonçalo, mas também pode ser diferente e eu quero ver isso, pelas suas atitudes. Além do mais também quero saber o que aconteceu ontem, não me lembro ter-lhe dado o meu contacto, não sei se ficámos só pelos ''amassos'' ou se aconteceu algo mais.

- Acho que fazes bastante bem, para o bem ou para o mal quero que fiques de consciência tranquila, não quero que o meu caso com o Gonçalo te influencie, há homens maus e outros que não o são, podemos estar no meio dos dois extremos - aconselhou Leire.

- Obrigado pelas tuas palavras - dei-lhe um beijo na face - ficas bem? - Perguntei

- Sim fico óptima, toma banho, escolhe algo que gostes do meu armário e vai-te a ele - riu. - Queres vir cá dormir e amanhã vamos juntas para a universidade? - convidou

- Claro que aceito, mas antes vou passar em casa a buscar uma roupa. Se entretanto tiveres livre ao jantar telefona-me que trago o jantar.

- Em principio estarei, depende das mentiras que ele tiver para me contar, mas eu mando-te mensagem.

- Está bem - despedi-me com um abraço e fui tomar banho.

Abraço entre Leire e Amanda

Sinceramente estava convicta que o Diego não era igual ao Gonçalo mas, ao mesmo tempo estava com um pé atrás.

Em menos de 30 minutos já estava na rua, apanhei o metro destino ao Colégio Militar/Luz, era mais económico e mais rápido.

Paragem do Metro 

Roupa da Amanda

Tinha começado o treino à pouco mais de meia-hora, o treino não tinha nenhuma restrição em termos de público, assim que resolvi entrar. Ao fazê-lo os olhares se centraram em mim, apenas acenei e sentei-me. Estive quieta e calada até ao fim do treino que, durou cerca de 30 minutos mais e assim que o treinador deu como terminado, o Diego dirigiu-se à bancada.

Diego (à esquerda) a treinar

- Olá - cumprimentou-me

Sinceramente não sabia como haveria de o cumprimentar e fiz-lhe saber da minha dúvida.

- Como deveria cumprimentar-te?

- Não sei, mas acho que para chegar a essa conclusão primeiro temos de conversar - respondeu notavelmente confuso.

- Foi para isso que vim

- Recebeste a minha mensagem - perguntou

- Recebi sim, mas depois falamos sobre isso, vou esperar-te lá fora, encontras-me lá?

- Sim, eu vou tomar banho e já te encontro

- Então até já - despedi

- Até já

Enquanto ele se dirigia ao balneário eu procurava a saída do pavilhão, ouvi assobios e gritos, concluí que fosse com a entrada do Diego no balneário.

Passaram 10/15 minutos e o Diego já estava ao pé de mim.

- Queres vir lanchar e falamos? - perguntou, já que passava das 5 da tarde e como não tinha almoçado, o lanche era quase irrecusável.

- Sim vamos, estou cheia de fome.

- Então onde queres ir? - perguntou

- Surpreende-me - Disse gargalhando. Não podia ser cruel com ele, porque não o conhecia, o Gonçalo foi um ordinário com a Leire, mas ele poderia não ser e teria de dar-lhe o beneficio da dúvida, não posso crucificá-lo antes de ele pecar.

Levou-me a uma pastelaria simples, mas elegante, estava quase vazia, por isso podíamos falar mais à vontade.

Pastelaria

- O que aconteceu realmente entre nós ontem? - perguntei sem vergonha.

- Não te lembras?

- Lembro, mas não me consigo recordar quando te dei o meu contacto, por isso pergunto.

- Deste-mo no fim da noite, mas é normal que não te lembres, estavas bêbeda - riu

- Só um bocado - rematei

- E falando a sério, o que é que sentes por mim? quero que sejas sincero, se para ti foi só uma aventura, diz-mo.

- Nunca te escondi que te achava linda e a tua beleza atraiu-me no primeiro instante que te vi, mas quando foi passando a noite vi que tinhas algo mais que a beleza, algo especial e o resto não me importou muito, senti-me orgulhoso de te ter a meu lado e de tu me teres escolhido para estar ao teu, era sinal que gostaste de mim - confidenciou

- Gostei sim, não vou negar, mas como deves calcular tu és uma figura pública, podes ter qualquer uma e não queres que brinques comigo.

- Vê-se que não me conheces, mas tens desculpa só me conheces há menos de horas é normal teres essa perspectiva de mim, mas percebo as tuas inseguranças. Se não quisesse nada contigo nunca me comunicaria novamente contigo e fi-lo dizendo o que sentia, mas não respondeste.

- Então e como ficamos? - perguntei

- Por mim continuávamos a conhecer-nos melhor e depois logo se via o que acontecia, que dizes?

- Concordo. Dás-me um abraço? de amizade, claro!

- Dou Sim

Levantou-se e abraçou-me, foi um abraço sincero, senti e por mais que me pudessem dizer o contrário nada me faria mudar de ideias, ele não era como o Gonçalo.

- Vamos embora? preciso passar em casa buscar roupa, hoje fico na casa da Leire.

- Queres companhia? - perguntou

- Se me quiseres acompanhar...

- Óbvio que quero. Só vou pedir a conta.

- Dividimos? - referi-me à conta, mas como devia calcular a resposta foi negativa, então sugeri

- Só não insisto se para a próxima pagar eu.

- Para a próxima veremos quem paga.

- Chato! - encarei-o

- Não mais que tu - riu

Saímos da pastelaria em direcção à minha casa. Agradeci de estar vazia, não me apetecia dar justificações a ninguém, apenas peguei na roupa e num papel e caneta, escrevi um bilhete.

''Meninas não se preocupem comigo, vou dormir a casa de uma amiga, amanhã vou directa para a universidade.
Gosto de Vocês < 3, Beijos
Amanda''

Apanhei na roupa e saí o mais depressa possível. No caminho enviei uma mensagem à Leire para saber se estava em casa.

'' Amor estás em casa?
Vou a caminho, é para saber se compro ou não o jantar.
Espero pela tua resposta, Beijos
Amanda''

Em menos de 2 minutos recebia a resposta.

''Querida não vou estar em casa à hora do jantar e nem esperes por mim, como calculava as mentiras são muitas, vou precisar de tempo para pensar. Porque não levas o Diego lá a casa? aproveita que eu não estou lá.. LOL. A casa é como fosse tua, diverte-te, amanhã conto-te tudo. Beijos. Adoro-te <3''

Não era má ideia, mas se ele entrasse era dificil de sair então preferia ir para casa sozinha e encomendar uma pizza e comer sozinha, aproveitando assim para digerir toda a informação e descansar para amanhã, ia ser duro.

Assim que parou o carro em frente do prédio já era noite e o regresso a casa no dia anterior veio à minha cabeça.

- Fica bem e obrigado pelo lanche - agradeci

- de nada Amanda. Antes que eu pudesse dar-lhe dois beijos ele adiantou-se e beijou-me com grande intensidade. Não tive como recusar, as forças faltaram-me e contribuí. O meu cérebro voltou a funcionar e parei com aquele erro.

Beijo intenso entre o Diego e a Amanda

- Pára! - Ordenei

- Nós combinámos que íamos conhecer-nos melhor e parece que isto é ir depressa demais

- Então e é o que eu estou a fazer, a conhecer-te. Comecei por utilizar o paladar - ironizou.

Só me ri e despedi-me com um ''xau''. Já na entrada do prédio acenei e ele retribuiu. Entrei no prédio e ele foi embora.

Como houve um feedback bom, decidi não
publicar dois capítulos, mas um bastante grande
espero que gostem e que comentem.

Abraços a todos e obrigado!