segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Capitulo 48

No primeiro intervalo da manhã telefonei à Camila.

- Amor, estou cheia de saudades tuas - disse com uma voz tremula de saudade

- Eu também minha querida, está tudo bem? - perguntou

- Está tudo, e contigo?

- Comigo está quase tudo, só faltas tu para ser uma vida perfeita. Não tens nada para me contar?

Desconfiava do assunto que seria mas e se não fosse? Não queria voltar a falar do mesmo.

- Ao que te referes? Pedindo a Deus que fosse outra coisa.

- Das revistas... - insinuou

Fogo! como é que em França sabiam disto? Será que este assunto teve um impacto maior do que estava à espera? não iria ser negativa novamente.

- Como soubeste?

- Agora já temos segredos? - disse num tom de ofendida

- Não amor, apenas não te queria maçar com este assunto.

- Continuo a ser a tua melhor amiga e tudo o que se passa contigo interessa-me, nem que seja para me dizeres que ontem ás tantas da madrugada te deu uma dor de barriga, ouviste? fiquei muito triste por não me contares - disse desiludida.

- Vou te contar agora, pode ser? e prometo que não se volta a repetir.

- Vá, conta lá, estou curiosa

Contei-lhe tudo do inicio até ao fim, desde a minha apresentação à equipa, à sua disponibilidade de me levar ao bar, passando pelo jantar até à noite de ontem. Quando finalizei os acontecimentos, do outro lado ouvia apenas silêncio, cheguei a pensar que a chamada tivesse desligado por algum motivo, mas não.

- Camila, estás aí? - perguntei

- Estou em choque com tudo o que me contaste, que ordinário! Não tou a ver a teres sexo com um gajo que conheceste há meia-dúzia de horas, mas aconteceu e ai já não podes fazer nada, simplesmente a atitude dele podia ter sido diferente e não em armar-se em engatatão e ''come todas'' para subir o seu ego de machista! - visivelmente irritada - Mas a tua vingança foi excelente, foi preciso engolires muita coisa para levares a cabo o plano. Tenho mais experiência que tu  no ramo sexual e posso-te garantir que, deixares um homem a meio é a pior coisa que podes fazer, gostava de ter visto - Riu.

- Senti-me melhor comigo mesma. Já tinha falado deste assunto com a Amanda, mas nada como falar contigo. Adoro-te

- Sabes que também te adoro e que estou sempre aqui para ti, não sabes?

- Sei sim e agradeço-te por isso. Ainda queria falar de uma coisa contigo, sabes que não gosto muito de morar sozinha e a Amanda não tem as nossas posses, estava a pensar como o teu quarto está vazio, ela ocupá-lo, se tu não te importares claro! e assim poupava esse dinheiro, que me dizes? Ainda não lhe disse nada, porque queria a tua autorização - expliquei

- Por mim acho uma óptima ideia, o quarto está vazio e para estares sozinha leva a Amanda. VocÊs são bastante amigas e até ficava mais descansada de saber que tens alguém que cuide de ti.

- Obrigado querida, agradeço-te imenso.

Tinhamos estado à conversa o intervalo todo e quando olhei para o relógio vi que já estava encima da hora da próxima aula, despedi-me rapidamente da Camila e fui a correr, felizmente a professora ainda não tinha chegado. Aproveitei para enviar uma mensagem à Amanda.

Querida vamos almoçar juntas?
Pago eu para celebrar-mos uma coisa! Que me dizes? só aceito um sim, por isso, ás 13.30m no portão principal da escola.
Beijos, Leire.

Retirei o som do aparelho, caso ela me respondesse enquanto decorria a aula, mas não! Em menos de 5 minutos já o telefone vibrava.

Há 13.30m não posso, tenho umas fotocópias para tirar, queres vir ter comigo a essa hora à reprografia? É só tirá-las e vamos almoçar, eu hoje entro ás 15 e tu? 
Beijos, Amanda

Respondi rápido

Eu entro ás 15.30m por isso não há problema. Vou ter contigo à reprografia, espera lá por mim. A professora vera chegou. Até logo.
Beijos, Leire

A aula foi interessantissima, adorei! aprendi conceitos novos e a aula passou a voar.

Fui ter com a Amanda à reprografia e em 10 minutos já estavamos a sair da universidade em direcção ao restaurante.

DEIXEI-VOS ESTE CAPÍTULO MAIS RELAX, PORQUE OS PRÓXIMOS VÃO SER BASNTANTE INTERESSANTES  E COM GRANDES DESENVOLVIMENTOS. ESPERO QUE GOSTEM E ESPERO OS VOSSOS COMENTÁRIOS. TÊM SIDO POUCOS, NÃO ESTÃO A GOSTAR?

BEIJOS ÁS MINHAS LEITORAS
VERÔ

Capitulo 47

Alô Galera, cheguei do meu rico país Brasil com muitas saudades vossas e aqui estou eu com mais um capítulo.

Demorei aproximadamente 40 minutos em chegar a casa e quando olhei para o telemóvel para ver as horas e notei que a Camila me tinha tentado telefonar, mas quando enviei a mensagem ao meu vizinho taxista, retirei o som ao telefone para que nada nem ninguém me pudesse atrapalhar os planos. Já era tarde e não iria incomodá-la.

Cheguei a casa e o meu relógio já marcava a 1.40 da madrugada, agradeci ao meu vizinho e paguei (muito bem pago!)pelo serviço prestado. Era outra pessoa, sentia-me aliviada, mas não iria negar que me sentia desiludida, pelo menos, o positivo da história é que terminava antes de estar completamente iludida.

Gonçalo Alves era um nome que tinha esquecido e naquele momento e nos próximos tempos a minha vida rondava apenas numa palavra ''cardiologia''.

A Amanda ainda estava acordada, certamente curiosa para saber detalhes da minha conversa com aquele sujeito repugnante.

- Ainda acordada? - disse enquanto fechava a porta e lhe cumprimentava com um beijo na testa.

- Claro! - primeiro convidaste-me para dormir contigo não para dormir sozinha e depois como achas que iria conseguir dormir morrendo de curiosidade? - riu - vens como uma cara totalmente nova é porque a conversa correu bem...

- Nem imaginas... - não pude conter-me e gargalhei

Contei-lhe o meu esquema todo antes de passar aos detalhes da praia, nesse instante ela entendeu o porquê de eu sair naqueles ''preparos'''para a rua, em circunstâncias normais nunca o faria.

Continuei com os detalhes mais insólitos e rimos como de uma anedota se tratasse. No fim  tinha de admitir que tive pena dele, mas ele também me fez sofrer e nenhum sentimento teve.

Já a sua conversa com o Diego tinha corrido ás mil maravilhas, fiquei feliz por ela, merecia-o, como já tinha chegado à conclusão, ele era diferente. Era um presente de Deus pela boa pessoa que é e pelas pessoas que ajudou sem pensar nela.

Já vinha com este pensamento há algum tempo, mas ainda não tinha comentado nada, porque queria falar primeiro com a Camila. Estava e sentía-me sozinha naquela casa que me tinha deixado a minha avó após falecer, as contas eram pagas pelos meus pais e como a Amanda não tinha grandes posses era mais esse dinheiro que poupava mudando-se para a minha casa, mas tudo dependia da opinião da Camila, o quarto continuava a ser dela.

Com aquela conversa toda, as quatro da madrugada badalava no relógio da sala.

- Meu Deus! Olha-me para estas horas! - disse desesperada.

- Daqui a pouco mais de três horas já temos de estar levantadas - ainda foi sarcástica

Rimos e demos as mãos em direcção ao quarto. Ela deitou-se na minha enorme cama de casal enquanto eu vestia o pijama e juntei-me a ela.

pijama da Leire

Dormimos abraçadas. Precisava daquilo, de sentir-me segura e a Amanda era como minha mãe, preocupava-se comigo, dava-me segurança e ânimo para ultrapassar obstáculos como os das últimas horas.

Foi pontual o despertador, estava morta de cansaço, mas a Amanda animou-me a levantar enquanto ela preparava o pequeno almoço. Fui tomar um duche e vesti-me, ainda não estava tudo preparado, então revertemos os papéis, ela foi tomar banho enquanto eu terminava o que ela tinha começado.

<- Roupa da Amanda / Roupa da Leire ->

Só tinha no pensamento aquela gente a olhar e a querer meter-se na minha vida,  com a Amanda era diferente, era umas das pessoas mais populares e eu? Era uma anónima (não bem uma anónima porque as minhas curvas não passaram desapercebidas), não tinha feito grandes amizades e de um momento para o outro estava na boca do povo e não gostava nada disso, nada disso!

- No que é que tanto penas? - Perguntou-me a Amanda

- No que me espera na Universidade - respondi

- Acho que estas a sofrer por antecipação, já notaste que é uma universidade diferente, não houve praxes nem vai haver conversas sobre o assunto, quem vai para lá está focado na carreira, em nada mais.

No fundo era capaz de ter capaz de ter razão, estaria a sofrer sem motivo.

- Tens razão, vou relaxar e o que tiver que ser, será - respondi confiante.

- Essa é que é a atitude - insinuou

Sentamos a tomar o pequeno-almoço com ar cansado, milagre que o corrector de olheiras fez, mas o corpo fazia sentir-se.

Em meia-hora estávamos a caminho da universidade. Chegando lá e aquele ''bicho de sete cabeças'' não tinha nada a ver, houve olhares e cochichos mas nada do outro mundo, sendo assim seria menos uma preocupação para mim e as minhas atenções viraram-se única e exclusivamente para a minha paixão - cardiologia.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

aviso

caras leitoras, tive estes dias sem postar porque viajei até minha cidade Natal, Fortaleza- Brasil (surpresa do maridão). Vou ausentar-me por uma semana. Não deixem de visitar a minha fic e mostrar para as vossas amiguinhas.

Amo muito voces, Verô

PROMETO TRAZER SURPRESAS NA SEGUNDA-FEIRA!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capitulo 46

Fomos para a praia de Carcavelos  estava quase sem ninguém. Aproximava-se a hora de jantar e as pessoas começam a dispersar, ficando só eu e o Gonçalo juntamente com, aproximadamente, 10 pessoas na praia. Sentámos na areia e ninguém falou.

Praia de Carcavelos

O silêncio estava a incomodar-me, então quebrei o gelo.

- Então e o que é que me dizes da noite anterior? - perguntei-lhe à espera que ele revelasse alguma das suas verdadeiras intenções.

- Adorei estar contigo, diverti-me imenso, como à muito tempo não o fazia, então e tu gostaste?

Só me apetecia responder ''Sim adorei, até acordar no outro dia de manhã e deparar-me com a minha cara nas revistas e chegar ao meu trabalho e ver os teus colegas (colegas de atletas) a idolatrarem-te e a glorificarem-te de teres conseguido sair comigo e ainda supuseram que podia ter havido algo mais e porque? porque tu consegues tudo, não é ?''

Mas não, respirei fundo e respondi o que ele queria que eu respondesse.

- Claro que sim, adorei, não gostei muito das revistas, mas depois foi tudo normal, não quero é pensar no dia de amanhã na universidade, vou ter de justificar algo que não é justificável.

- Compreendo, mas não precisas de justificar nada - começou

- Preciso sim, não quero que pensem no que não existe - interrompi

- E o que é que não existe? - perguntou olhando-me nos olhos

A resposta perfeita seria ''Não existe aquele homem sincero, amigo, cavalheiro, respeitador que pensava que fosses e revelaste-te, quer dizer, revelaram-te, era disso que não esperavas? mas de cobardes como tu quero distância''

Voltei a respirar fundo e respondi coerentemente.

- Não existe nada entre nós, és um bom amigo e quero que, por enquanto, continue assim.

- Compreendo, começámos muito rápido, deveríamos ter mais paciência (Começámos rápido e acabamos ainda mais, otário!)

- Era isso que me estava a referir, ainda bem que compreendes - disse num tom angelical.

A conversa dele era o mesmo que ver um filme romântico, vês uma linda história de amor e desejas essa mesma história para ti. Ele continuava a ''atirar-me'' areia para os olhos e e seguia a jogada com destino à ''Tacada final''.

Quando olhei para o relógio já passavam das 23 horas, o taxista já estaria estacionado ao pé do quiosque, que se situava encima de nós, apenas separados por uma rampa de madeira que dava acesso à praia.

Tinha chegado a hora de passar à acção. Chegou o momento de seduzi-lo. Comecei por pegar-lhe na mão, acariciar o seu rosto. Dada altura ele tentou avançar dando-me um beijo na boca, mas saiu fracassado. Queria que sofresse um bocado e estava a consegui-lo.

Leire a acariciar o rosto do Gonçalo

Fui eu quem o beijos, notava-se a respiração ofegante e aquela tensão e desejo do dia anterior estava presente. Da minha parte esse desejo estava quase a dominar-me, mas lembrei-me do objectivo e da razão pela que estava ali e esses sentimentos sumiram.

Deitei-o na areia, as mãos dele estavam descontroladas, percorriam o meu corpo completo, dando-me várias palmadas no rabo. Tentou por diversas vezes levar-me ao acto sexual, mas eu recusei sempre, inventando que estava menstruada. Cada vez que nos beijávamos sentia o seu corpo a estremecer, o que me fazia sentir orgulhosa de mim mesma.

Gonçalo e Leire beijando-se

A sua hora estava a chegar ao fim e aqueles momentos de prazer para ele e de puro divertimento e ao mesmo tempo de sacrifício para mim tinham os minutos contados.

Comecei a acariciá-lo pelas costas e isso arrepiava-o.

- Vamos para outro sitio - dizia ele já em desespero.

- Não posso - dizia eu mentindo.

- Não te apetece estar comigo?

- Sabes bem que sim, mas já te expliquei o porque - tentei sair de vitima daquela história.

Aquelas investidas repetiam-se por inúmeras vezes, foi quando decidi acabar com aquela ''palhaçada''.

Deixei-o acariciar-me à sua vontade, sem restrições. Senti como o seu membro ganhava volume e o seu desespero em me conceber ainda era maior naquela altura. Notei o seu desespero e foi ai que terminei tudo, afastei-me dele e levantei-me.



- Onde vais? Não me podes deixar assim - disse desesperado e visivelmente irritado.

- Então e o que queres que faça contigo? não posso fazer mais - disse rindo

- Isto não tem piada, se não querias continuar porque me provocaste?

- irrita não irrita? sentes-te como? usado?

- Sim, foi isso que fizeste agora mesmo, usaste-me - gritava.                                                                  
                                                                                                              Gonçalo e Leire

- A sério? nem notei, se calhar como tu não notaste ontem, quando adquiriste o que quiseste e não me venhas com mais mentiras! - gritei - foi a primeira e a última vez que me enganaste, otário! Adoraste espalhar o que aconteceu, não foi? mas como eu não sou como tu, o que aconteceu aqui, fica aqui. Agora pensa duas vezes antes de magoares alguém, porque desta vez fui eu, mas para a próxima pode ser que seja pior. Não te quero voltar a ver nunca mais, finge que não me conheces que eu vou fazer o mesmo, nojento!
Adeus!

Não o deixei defender-se. Senti-me aliviada e realizada. Ele pagou com a mesma moeda a falta de sensibilidade que demonstrou. Não queria voltar a ouvir o seu nome nem ter de olhar para a sua cara.

Antes que ele pudesse alcançar-me corri em direcção à rampa de madeira que me levaria até ao taxi. Entrei no veículo e disse com rapidez
rampa de madeira que separava a praia do local onde se encontrava o táxi

- Para casa, rápido - ele ainda tentou alcançar-me mas o táxi já tinha partido, apenas abri o vidro e expressei o que pensava.

expressão com o dedo

Capítulo 45

A noite anterior foi confusa, mas deixou de ser perante aquelas revelações de manhã. Tinha visto no Gonçalo um possível refúgio para esquecer o Rodrigo, mas naquele momento preferia a ilusão de Rodrigo que ser usada pelo Gonçalo.

A Amanda parecia iludida pelo Diego, mas não queria desanimá-la, ela é que teria de ver pelos seus próprios olhos se ele era realmente de confiança, poderia ser diferente, ao contrário do que todas as mulheres dizem, os homens não são todos iguais e eu estava a fazer ''figas'' para que ele fosse uma excepção.

Incentivei-a a ir encontrá-lo, emprestei-lhe uma roupa minha e lá foi ela, linda de morrer.

Eu fiquei em casa à espera da chamada do Gonçalo, estava com tanta raiva dele que se o tivesse por perto agora batia-lhe tanto, mas tanto que não tinha coragem de fazer a outra rapariga.
Enquanto esperava tinha de catalisar esta energia acumulada. Fui até ao quarto arranjar um material que iria fazer falta para o dia seguinte. Já o mesmo organizado abri o meu guarda-roupa e procurei a roupa mais sexy que tinha, eu, por natureza não era provocadora, mas torturá-lo e ver o que se perdeu era a melhor maneira de ele receber o seu correctivo.

Já me estava a preparar para tomar um duche quando ouço a minha música tocar proveniente do meu telemóvel - ''Circus'' da Britney Spears.

Quando olhei para o visor era o Gonçalo.

- Diz - disse bruscamente

- Combinámos que te telefonava, lembras-te?

- Sim lembro, daqui a meia-hora no jardim municipal, pode ser?

- Mas não achas que há muitas pessoas lá para termos uma conversa? - perguntei

- Porque? só gostas de ter conversas na casa de banho? se é assim podemos combinar nos sanitários.

- Mas o que é que tens? porque estás agressiva?

- Eu não estou agressiva então, passa na minha casa daqui a meia hora e leva-me para onde tu quiseres.

- está bem, daqui a pouco estou aí.

- Ok, até já - despedi-me

- até já - despediu-se

Fui tomar duche rápido para que o resto do tempo me dedicasse aos detalhes, tinha de estar perfeita.

A minha atitude iria mudar, não queria ser agressiva como ele como fui ao telefone, porque assim não iria conseguir tirar uma confissão, ele iria desistir antes de o encarar.

Estava pronta! Foi a primeira vez que me vi ao espelho e me saiu um UAU!

Tocou à campainha e nem lhe abri a porta, saí nesse instante. Assim que me viu, notei na sua expressão aquela que desejaria ver. Era notável que me comia com os olhos e aquela noite seria de provocação, teria de sentir na pele o que é ser enganado.

Roupa da Leire

Não me estava a reconhecer, aquela atitude não era minha, mas eu tinha chegado ao meu limite, além do mais não era a primeira vez que um rapaz se aproveitava de mim, mas era a primeira vez que o país inteiro assistia.

- Então, onde me levas? - perguntei-lhe depois de o cumprimentar com dois beijos

- vamos até à praia, que achas?

- Acho bem, até porque temos muito que falar e não precisamos só de espaço, mas também de tempo a sós.

- Senhoras à frente - tentou ser cavalheiro e isso ainda me deu mais raiva.

- Que cavalheiro! - ironizei

Estava a entrar no jogo dele, tinha tido uma ideia melhor, era fabulosa e iria pagar por tudo. Enquanto nos dirigíamos à praia recebi uma mensagem da Amanda a perguntar se estava pronta para o jantar, alertei-a que não esperasse por mim e ao mesmo tempo incentivei-a a levar companhia, afinal era a minha melhor amiga neste momento e o que é meu é dela, além do mais o tempo que tive sozinha em casa pensei e comparei as atitudes do Gonçalo comigo e as do Diego com ela e não tinham nada a ver.

Aproveitei também a desculpa da SMS para a Amanda para perder um bocado de tempo e enviar uma mensagem a um vizinho meu que é taxista para ir até ao local onde estaríamos, que demorasse no máximo 1 hora e meia e que esperasse. Aquela noite prometia.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Capitulo 44 - Visão da Amanda (parte II)

- Olá Camila? Tudo bem? - Cumprimentei

- Está sim e contigo?

- Tudo óptimo, Obrigado! Então em que te posso ajudar? - perguntei curiosa

- Houve uma coisa que não te contei mas no estágio que tivemos, numa tarde estive com o Richard, numa tarde romântica e a Leire foi passear sozinha, estava no jardim quando o Rodrigo sofreu o acidente.

- Foi ela quem o salvou? - interrompi

- Foi sim, ela teve de fazer-lhe reanimação. Uma testemunha chamou a ambulância e assim que chegou ela abandonou o local- continuou

- Mas porque é que ela abandonaria? questionei

- Não sei, supostamente não queria ser reconhecida, não queria ser famosa nem que ele lhe ficasse grato, se tivesse que gostar dela seria pelo que ela é não pelo que fez - supôs.

- Entendo, mas não era normal eles falarem?

- Não sei, o único que sei é que nunca me mencionou que tivesse alguma vez falado.

- Agradeço imenso que me tenhas contado isto, agora tenho a certeza de que algo se passou naquela tarde entre eles, só falta saber o porque de não se falarem.

- Agora vou ter de desligar, tenho aula. Beijos e obrigado por seres tão boa amiga.

- Não tens de agradecer, ela já fez muito por mim e acho que agora é a minha vez de fazer por ela. Boa aula, Beijos.

- beijos - despediu-se

Parece que foi algo que nos fez desligar o telefone, porque assim que o fiz a Leire entrou pela porta.

- Então como correu o teu dia? - perguntei vendo-a com uma cara bastante abatida.

- Correu bem - respondeu pouco animada.

- Correu bem mas tu não estás bem

- A cardiologista faltou e fui eu quem a substituiu, então quando fui recolher a bata que tinha deixado na sala de espera e mandar entrar o primeiro atleta, ouvi-os comentar que o Gonçalo tinha conseguido o que queria e que se calhar tinha conseguido levar-me ainda mais longe - disse irritada.

- Que estupidos! mas aconteceu mais alguma coisa que aquele ''quase'' beijo na feira?

Por momentos calou-se e vi que ali se passava mais qualquer coisa que não me tinha contado.

- Aconteceu - disse-me com a cabeça baixa.

- E não me queres contar? - incentivei

- Quando viemos da feira a primeira coisa que fizemos foi ter uma conversa séria, ficou tudo esclarecido e depois de vários copos, o álcool já era muito e a tensão estava alta, então... (pausou uns segundos) fomos até à casa de banho e aconteceu.

- Como pudeste fazer uma coisa dessas ? - perguntei preocupada por ela

- Nem eu sei! eu não sou assim, mas algo me atraiu nele, mas agora estou tão arrependida... sinto-me usada, não quero voltar a vê-lo.

- Eu não sei o que te dizer, foi um estúpido, não esperava essa atitude dele. Agora dedica-te à Universidade e esquece-o. És linda, inteligente, se queres um conselho dedica-te à tua carreira, não deixes que este assunto te influencie.

- Isso não vai acontecer. - disse firme

Ao mesmo tempo que disse isso encostou a cabeça no meu colo. Interrompi por uns segundos para ir buscar as pipocas e voltámos à posição inicial enquanto via-mos um filme e comíamos pipocas.

Enquanto via-mos o filme, já visivelmente quase no fim, resolvi contar à Leire da mensagem do Diego.

- Vê lá se também não está a brincar com os teus sentimentos, quero que sejas feliz e por isso também não quero que sofras.

- Não te preocupes, vou-lhe mandar mensagem para que possamos falar da noite anterior e depois logo se vê. Não vou comentar nada de vocês, são assuntos teus e do Gonçalo e não me quero envolver nisso - Garanti

- Era isso mesmo que te ia pedir, eu quero falar com o Gonçalo e ver com os meus próprios olhos ele a dizer-me a verdade, mas se quiseres ir ter com o Diego vai, eu vou até ao quarto preparar o material para amanhã regressar à Universidade. Aproveita e vai até ao estádio eles vão ter treino agora, o Gonçalo ficou de me ligar depois.

- Então eu vou tomar um duche e vou até ao estádio a ver se ainda consigo vê-lo treinar.

- Estás mesmo apanhada por ele - gargalhou

- É diferente Leire. há uns dois meses ninguém olhava para mim como mulher, mas sempre como amiga e ele foi o primeiro em fazê-lo, mas quero ver se posso confiar nele. Pode ser igual ao Gonçalo, mas também pode ser diferente e eu quero ver isso, pelas suas atitudes. Além do mais também quero saber o que aconteceu ontem, não me lembro ter-lhe dado o meu contacto, não sei se ficámos só pelos ''amassos'' ou se aconteceu algo mais.

- Acho que fazes bastante bem, para o bem ou para o mal quero que fiques de consciência tranquila, não quero que o meu caso com o Gonçalo te influencie, há homens maus e outros que não o são, podemos estar no meio dos dois extremos - aconselhou Leire.

- Obrigado pelas tuas palavras - dei-lhe um beijo na face - ficas bem? - Perguntei

- Sim fico óptima, toma banho, escolhe algo que gostes do meu armário e vai-te a ele - riu. - Queres vir cá dormir e amanhã vamos juntas para a universidade? - convidou

- Claro que aceito, mas antes vou passar em casa a buscar uma roupa. Se entretanto tiveres livre ao jantar telefona-me que trago o jantar.

- Em principio estarei, depende das mentiras que ele tiver para me contar, mas eu mando-te mensagem.

- Está bem - despedi-me com um abraço e fui tomar banho.

Abraço entre Leire e Amanda

Sinceramente estava convicta que o Diego não era igual ao Gonçalo mas, ao mesmo tempo estava com um pé atrás.

Em menos de 30 minutos já estava na rua, apanhei o metro destino ao Colégio Militar/Luz, era mais económico e mais rápido.

Paragem do Metro 

Roupa da Amanda

Tinha começado o treino à pouco mais de meia-hora, o treino não tinha nenhuma restrição em termos de público, assim que resolvi entrar. Ao fazê-lo os olhares se centraram em mim, apenas acenei e sentei-me. Estive quieta e calada até ao fim do treino que, durou cerca de 30 minutos mais e assim que o treinador deu como terminado, o Diego dirigiu-se à bancada.

Diego (à esquerda) a treinar

- Olá - cumprimentou-me

Sinceramente não sabia como haveria de o cumprimentar e fiz-lhe saber da minha dúvida.

- Como deveria cumprimentar-te?

- Não sei, mas acho que para chegar a essa conclusão primeiro temos de conversar - respondeu notavelmente confuso.

- Foi para isso que vim

- Recebeste a minha mensagem - perguntou

- Recebi sim, mas depois falamos sobre isso, vou esperar-te lá fora, encontras-me lá?

- Sim, eu vou tomar banho e já te encontro

- Então até já - despedi

- Até já

Enquanto ele se dirigia ao balneário eu procurava a saída do pavilhão, ouvi assobios e gritos, concluí que fosse com a entrada do Diego no balneário.

Passaram 10/15 minutos e o Diego já estava ao pé de mim.

- Queres vir lanchar e falamos? - perguntou, já que passava das 5 da tarde e como não tinha almoçado, o lanche era quase irrecusável.

- Sim vamos, estou cheia de fome.

- Então onde queres ir? - perguntou

- Surpreende-me - Disse gargalhando. Não podia ser cruel com ele, porque não o conhecia, o Gonçalo foi um ordinário com a Leire, mas ele poderia não ser e teria de dar-lhe o beneficio da dúvida, não posso crucificá-lo antes de ele pecar.

Levou-me a uma pastelaria simples, mas elegante, estava quase vazia, por isso podíamos falar mais à vontade.

Pastelaria

- O que aconteceu realmente entre nós ontem? - perguntei sem vergonha.

- Não te lembras?

- Lembro, mas não me consigo recordar quando te dei o meu contacto, por isso pergunto.

- Deste-mo no fim da noite, mas é normal que não te lembres, estavas bêbeda - riu

- Só um bocado - rematei

- E falando a sério, o que é que sentes por mim? quero que sejas sincero, se para ti foi só uma aventura, diz-mo.

- Nunca te escondi que te achava linda e a tua beleza atraiu-me no primeiro instante que te vi, mas quando foi passando a noite vi que tinhas algo mais que a beleza, algo especial e o resto não me importou muito, senti-me orgulhoso de te ter a meu lado e de tu me teres escolhido para estar ao teu, era sinal que gostaste de mim - confidenciou

- Gostei sim, não vou negar, mas como deves calcular tu és uma figura pública, podes ter qualquer uma e não queres que brinques comigo.

- Vê-se que não me conheces, mas tens desculpa só me conheces há menos de horas é normal teres essa perspectiva de mim, mas percebo as tuas inseguranças. Se não quisesse nada contigo nunca me comunicaria novamente contigo e fi-lo dizendo o que sentia, mas não respondeste.

- Então e como ficamos? - perguntei

- Por mim continuávamos a conhecer-nos melhor e depois logo se via o que acontecia, que dizes?

- Concordo. Dás-me um abraço? de amizade, claro!

- Dou Sim

Levantou-se e abraçou-me, foi um abraço sincero, senti e por mais que me pudessem dizer o contrário nada me faria mudar de ideias, ele não era como o Gonçalo.

- Vamos embora? preciso passar em casa buscar roupa, hoje fico na casa da Leire.

- Queres companhia? - perguntou

- Se me quiseres acompanhar...

- Óbvio que quero. Só vou pedir a conta.

- Dividimos? - referi-me à conta, mas como devia calcular a resposta foi negativa, então sugeri

- Só não insisto se para a próxima pagar eu.

- Para a próxima veremos quem paga.

- Chato! - encarei-o

- Não mais que tu - riu

Saímos da pastelaria em direcção à minha casa. Agradeci de estar vazia, não me apetecia dar justificações a ninguém, apenas peguei na roupa e num papel e caneta, escrevi um bilhete.

''Meninas não se preocupem comigo, vou dormir a casa de uma amiga, amanhã vou directa para a universidade.
Gosto de Vocês < 3, Beijos
Amanda''

Apanhei na roupa e saí o mais depressa possível. No caminho enviei uma mensagem à Leire para saber se estava em casa.

'' Amor estás em casa?
Vou a caminho, é para saber se compro ou não o jantar.
Espero pela tua resposta, Beijos
Amanda''

Em menos de 2 minutos recebia a resposta.

''Querida não vou estar em casa à hora do jantar e nem esperes por mim, como calculava as mentiras são muitas, vou precisar de tempo para pensar. Porque não levas o Diego lá a casa? aproveita que eu não estou lá.. LOL. A casa é como fosse tua, diverte-te, amanhã conto-te tudo. Beijos. Adoro-te <3''

Não era má ideia, mas se ele entrasse era dificil de sair então preferia ir para casa sozinha e encomendar uma pizza e comer sozinha, aproveitando assim para digerir toda a informação e descansar para amanhã, ia ser duro.

Assim que parou o carro em frente do prédio já era noite e o regresso a casa no dia anterior veio à minha cabeça.

- Fica bem e obrigado pelo lanche - agradeci

- de nada Amanda. Antes que eu pudesse dar-lhe dois beijos ele adiantou-se e beijou-me com grande intensidade. Não tive como recusar, as forças faltaram-me e contribuí. O meu cérebro voltou a funcionar e parei com aquele erro.

Beijo intenso entre o Diego e a Amanda

- Pára! - Ordenei

- Nós combinámos que íamos conhecer-nos melhor e parece que isto é ir depressa demais

- Então e é o que eu estou a fazer, a conhecer-te. Comecei por utilizar o paladar - ironizou.

Só me ri e despedi-me com um ''xau''. Já na entrada do prédio acenei e ele retribuiu. Entrei no prédio e ele foi embora.

Como houve um feedback bom, decidi não
publicar dois capítulos, mas um bastante grande
espero que gostem e que comentem.

Abraços a todos e obrigado!


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Informação

Não sei se vocês estão a gostar da fic, os comentários são escassos, assim que, vou esperar pela vossa opinião e se a maioria for positiva, hoje publico dois capítulos.


Capítulo 44 - Visão da Amanda (parte I)

Aproveitando que a Leire foi para o último dia de estágio estava disposta a seguir com a minha particular investigação sobre o caso ''Centro Comercial''.

Esta manhã tinha acordado com uma enorme dor de cabeça devido ao excesso de álcool consumido na noite anterior mas, nem esse pequeno contratempo me fez desistir.

Acordar com a má noticia de que a minha cara esteja estampada numas revistas, não era o despertar que eu desejei, tive foi pena da Leire que obteve maior protagonismo, ainda por cima com investigadores na festa, mas por enquanto não queria pensar nesse tema, já bastava quando ela chegasse a casa.

O que tinha de material?
. A Entrevista do Rodrigo
. A cena inédita no Centro Comercial
. Nº de telemóvel da Camila

Tinha de telefonar à Camila, já passava das 9 da manhã, por isso, seguramente, já estaria acordada. No momento em que apanhei no telemóvel vi que tinha uma mensagem não lida. Quando abri a mensagem era do Diego.

'' Adorei conhecer-te, adorei dançar contigo, adorei beijar-te, adorei acariciar-te, adorei a noite. Adorei também que aparecesse-mos nas revistas, sou fotogénico! Quero voltar a ver-te, espero a tua resposta.
Beijo Diego''

Deu-me para gargalhar... só mesmo ele para se gostar de ver numa revista e ainda gozar com a situação!

Não respondi à mensagem, não me senti em condições psicológicas para fazê-lo, nem sequer me lembrava de lhe ter dado o meu contacto, será que aconteceu algo mais e não me recordava?

Esqueci aquele assunto e disquei o número da Camila com esperança que ela atendesse.

- Estou? - Falou a Camila logo depois do segundo toque.

- Fala a Camila? - perguntei

- É sim, com quem estou a falar?

- Eu sou a Amanda, a amiga da Universidade da Leire - Respondi

- Passa-se alguma coisa com ela? ela está bem? - perguntou bastante preocupada.

- Não te preocupes, ela está óptima, a esta hora está no estádio a realizar os testes médicos à equipa de andebol do Benfica - Iniciei tentando tranquilizá-la

- Então diz-me, em que posso ajudar-te?

- Desculpa incomodar-te a esta hora mas é que ando a investigar uma coisa que aconteceu e me deixou bastante curiosa. Numa tarde destas eu e a Leire, para celebrar o seu estágio no Estádio da Luz fomos às compras ao Colombo e no meio das compras cruzámo-nos com o Rodrigo, jogador do Benfica...

Não me deixou falar mais e ficou histérica.

- O que? O Rodrigo Moreno? Não posso acreditar! Imagino a Leire... devia ter ficado louca, tiraram fotografias? - Reagiu

- Aí é que está o problema, é que passou por ele, olhou para o chão e notei-a tensa, ao mesmo tempo olhei para trás, para avistá-lo e ele assim que ia avançando ia encarando-a, como se de alguma reacção dela esperava - Justifiquei

Ela não falou por uns segundos.

- Que raro, ela reage sempre como uma maluca quando se cruza com um jogador do Benfica e ali ficou sem reacção, é muito raro.

- Estive a ver uma entrevista dele na Benfica TV onde ele menciona que há uma mulher na sua vida e que a conheceu no estágio em França. Foi nesse estágio que tu e ela estiveram . Foi lá também que ele sofreu aquele acidente e, com testemunhas no local afirmaram que ele foi salvo por uma mulher que abandonou o local logo depois da chegada da ambulância.

- Espera, Espera - Interrompeu-me - achas que essa mulher é a Leire? Achas que eles se envolveram no Estágio? Ela dizia-me, ou não? Nós tivemos sempre bem e não notei nada fora do normal com ela. Agora deixaste-me curiosa, mas possa ser que estejas certa. Se o tiveres nós descobriremos - finalizou.

- Claro que sim! se te lembrares de algum detalhe telefona-me, este é o meu número. Peço-te que não comentes nada do que falámos com Leire. Vou mantendo-te informada de tudo o que descobrir.

- Claro que não digo! agora fiquei curiosa. Vou tentar lembrar-me de algum detalhe que possa ser importante. Vou também falar com o Richard para ver se ele notou algum comportamento raro nela e depois digo-te - Falou a camila.

- Agradecia imenso... eu vou continuar com a minha investigação, alguma novidade eu ligo-te. Desculpa ter-te telefonado a esta hora, mas foi a única que a Leire não estava por perto. Só mais uma coisa, mais logo telefona à Leire, ela precisa de falar e acho que contigo ela sentir-se-à melhor . aconselhei.

- Ela está com algum problema? - perguntou

- Acho melhor que ela te conte, se não o fizer fala-lhe numas revistas publicadas hoje, ela assim fá-lo-à pensando que viste alguma coisa.

- Obrigado por cuidares tão bem dela. Ela precisava de uma amiga assim por perto. Agora peço desculpa mas tenho de desligar, a primeira aula vai começar. Obrigado novamente. Beijos. Se precisares de alguma coisa, telefona - Despediu.

Assim que desliguei o telefone tive a certeza de que ali havia algum segredo Leire-Rodrigo e eu iria descobrir.

Os factos estavam descobertos mas eu estava parada no tempo, faltava-me a certeza absoluta e o motivo.

Já passava da 1 da tarde, a Leire estaria a chegar. Ela estaria perturbada com a história toda das revistas, certamente estava a precisar de uma tarde em casa com filmes e pipocas. Eu ainda não tinha ido a casa e as minhas colegas já devem saber de tudo, não me apetecia regressar para explicar. Lembrei-me de repente nos meus pais, mais dia menos dia eles saberiam, teria de lhes telefonar, tinham de saber por mim.

- Estou? mãe?

- Olá filha! como estás? - falou a minha mãe visivelmente emocionada por eu ter ligado.

- Estou óptima mãe, nem imaginas como eu estou! mais magra, mais elegante, mais confiante, aprendi a gostar de mim - disse orgulhosa de mim mesma.

Desde a minha adolescência que sempre fui grande preocupação para os meus pais devido ao meu isolamento como consequência do meu aspecto fisico.

- A sério? E a que se deve a essa mudança? conheceste algum rapaz? - perguntou

- Não, conheci uma rapariga fantástica que me ajudou e e me fez ver que eu sou mulher e que tenho qualidades só que ainda não as tinha conhecido, fez-me ir ao ginásio com ela e de verdade que os resultados têm sido excelentes - disse animada

- Parece ser uma boa rapariga, quero conhecê-la. Quando puderes vens cá um fim de semana destes e trazes-a - pediu gentilmente.

- Claro que sim mãe! vou ver com ela o melhor fim de semana e eu aviso-te. Mas não foi só por isso que te telefonei. Ontem fomos a uma festa, eu e a Leire, é assim o nome dela, uma festa da equipa de futsal do Benfica, a Leire é estagiária lá e levou-me com ela. Nós estávamos acompanhadas por dois jogadores e as nossas caras vêm em todas as revistas cor-de-rosas. Queria que soubesses que nada aconteceu nessa festa, só nos divertimos, não namoro com ninguém. Queria ser eu a contar-te antes que ficasses a saber por outras pessoas.

- Nós já tinhamos visto essas revistas e sabíamos que irias telefonar a justificar.- Disse a minha mãe.

- Então e o que é que o pai disse?

- Não disse nada de mais, comentou que sabe como tu és e que adquiriste os valores mais importantes. Nunca nos deste motivos para zangar-mos contigo. Tu tens a vida e as tuas decisões para ti são, sejam boas ou más. Mas agora é que estou a ver, Amanda tu estás óptima! quase irreconhecível !

- Que bom ouvir isso mãe, fico mais descançada. Não vou negar que estou a conhecer o jogador, mas somos só bons amigos, se acontecer alguma coisa serás a primeira a saber, prometo.

Enquanto falava com a minha mãe, alguém estava a tentar entrar em contacto comigo, quando notei que era a camila, provavelmente queria contar-me algo sobre a Leire e o Rodrigo, tinha de ''despachar'' a minha mãe.

- Mãe, desculpa, estão-me a telefonar, vou ter de desligar. Vou falar com a Leire para ver quando pode ir ai a casa e eu aviso-te. Beijos para ti e para o Pai - despedi-me.

- Beijos, porta-te bem - despediu

Depois de Desligar a chamada da minha mãe, atendi a camila.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

capítulo 43

Estava irritada mas o meu profissionalismo falou mais alto. Não puxei assunto com nenhum dos atletas.

- Queres fazer uma pausa, Leire? - Perguntou o Dr. depois de mais de metade do plantel já ter realizado exames.

- Não Dr. Vamos terminar, se não se importar.  - Disse

- Não devias trabalhar tanto, estou preocupado contigo, sabes que se precisares de alguma coisa, podes contar comigo, não sabes?

- Sei sim. Agradeço imenso a sua disponibilidade. Não se preocupe  este assunto ficará resolvido em breve - Respondi

Estava desejosa (e ao mesmo tempo, não!) que o dia terminasse. Estava farta daqueles olhas e dos falatórios pelos cantos dos corredores.

Em menos de meia-hora os atletas tinham os exames feitos e sentí-me orgulhosa de ainda estar a aprender a área, mas as minhas experiências e cursos fizeram com que conseguisse desempenhar funções de licenciados com sucesso.

Assim que terminei os exames aos atletas de andebol, o Dr. joão dispensou-me. Fiquei a falar com ele sobre assuntos de cardiologia, deu-me alguns conselhos e garantiu-me que me iria chamar para mais trabalhos de cardiologia, assim que se justificasse.

- vejo grande futuro em ti e sei também que tens muito para aprender, mas também sei que já sabes muito e é disso que eu preciso. A nossa cardiologista está grávida e, como sabes, algumas vezes poderá não comparecer, assim que, ficas aqui na minha lista prioritária para a substituíres, seja por um dia, por uma semana ou até pelo período de maternidade. Vou falar com o presidente Luis Filipe Vieira para que autorize chamar-se assim que for preciso. És uma excelente miúda e acima de tudo lutadora, quero que tires desta instituíção, que tanto admiras, o máximo de experiências e aprendizagens possíveis

- Não sei como lhe agradecer, você tem sido como um pai para mim. O meu já não o vejo há quase um ano e tê-lo aqui, protegendo-me, faz com que me sinta menos sozinha e abandonada - Aqueles sentimentos que vinham de infância surgiram, não que os meus pais me tenham abandonado, mas ás vezes os bens materiais não nos preenche por completo. Eu adoro-os, mas sempre achei que deviam ter-se focado menos no trabalho e mais na família.

- Eu nunca quis ter filhos devido à minha profissão, mas hoje, olhando para ti, vejo aquilo que sempre desejaria numa filha, com educação e valores que, hoje em dia há pouca juventude com eles. - disse emocionado.

Fiquei com a sensação que tanto como eu, vivia longe dos pais e com saudade te ter uma familia normal, o Dr. por sua vez tinha aquele pequeno ''trauma'' de nunca ter constituído essa família.

- Pode orgulhar-se de ser um médico conceituado e pense positivo que, se calhar se tivesse família nunca se tinha entregado de corpo e alma à sua profissão.

- lá isso é verdade minha querida. - concordou.

Despedi-me dele com um abraço forte e prometendo voltar, nem que seja para apoiar o Benfica num jogo em casa.

Abraço entre o Dr. e a Leire

Fui embora para casa, precisava descansar e preparar o dia seguinte que, voltaria de novo à Universidade. A pauta das notas do estágio seria enviada para o e-mail da formadora principal do curso.


sábado, 13 de outubro de 2012

capitulo 42

- Sempre antes da hora - Disse o dr. antes de me cumprimentar com dois beijos.

- Você sabe que eu gosto de chegar mais cedo, mas hoje fui correr de manhã e vim logo para aqui, nem tomei banho, se não se importar será que podia usar um dos balneários disponíveis e arranjar-me que em meia hora tenho de estar perfeita para começar a trabalhar - gargalhei

- Claro que não me importo e até faço questão que utilizes o meu balneário no outro meu gabinete, toma a chaves, daqui a uma hora no gabinete médico, é o tempo que eu utilizo para actualizar as fichas dos jogadores , tens um ar de quem precisa de relaxar.

Antes que eu pudesse negar, o Dr. adiantou-se.

- Nem vale a pena dizeres alguma coisa, não te vou deixar entrar no gabinete antes.

- Obrigado! - dei-lhe um abraço forte. Ele tem sido a figura masculina de pai/avô que ás vezes me faltava.

Apenas me acariciou a cabeça e entregou-me a chave do seu gabinete particular, que ficava noutro ponto do estádio. Deu-me as indicações como lá chegar e lá fui eu.

Ia concentrada nos meus pensamentos e aquelas revistas faziam parte deles, quando me deparo com alguém que não esperava.

- Tu? que fazes aqui? - perguntei

- Vim fazer-te uma surpresa - disse com um ''surrizão'' na cara

- Só podes estar a gozar comigo, não? - disse furiosa

Vi na expressão dele que não sabia do que estaria a falar, por isso, fiz questão de lhe dizer.

- Hoje levantei-me para ir correr e quando paro num quiosque tenho a minha cara estampada em todas as revistas de fofocas, achas isso normal? Ainda por cima havia alguém na festa que nos andava a controlar. Mas olha, agora vou tomar banho que, a menos de uma hora tenho de estar a trabalhar, logo à noite combinamos alguma coisa para falar-mos?

- Sim claro - vi-o com um expressão confusa, ainda estava a gerir tanta informação. - Eu telefono-te depois do treino de logo à tarde.

- Ok Ok - dei-lhe dois beijos e segui na direcção do gabinete do dr.

Assim que entrei fiquei parva, tantas condições... avistei uma banheira de hidromassagem, era do que eu estava a precisar. Tinha uns 50 minutos e aproveitei 30 para estar de molho. Saí, vestí-me de forma confortável. Senti-me melhor que à minutos atrás, peguei nos meus pertences, na bata e saí. Olhei para o telemóvel e tinha uma mensagem. O remetente? O Gonçalo!

Banheira do Gabinete do Dr.

''Estive um tempo e fui ver as revistas, juro que não sabia de nada eu estive sempre contigo. Espero logo resolver este assunto sabes que te adoro? beijos e depois do treino eu ligo-te.
Gonçalo Alves.''
Roupa da Leire

Nunca tinha pensado na hipótese no envolvimento do Gonçalo neste assunto, mas neste momento estava num nível bastante elevado de confusão e já todas as hipóteses eram válidas para mim, mas eu considerava-me uma pessoa bastante correcta e não ia fazer nada com que as minhas inseguranças falassem mais alto.

Assim que o Dr. me viu, sorriu

- Então, estás melhor? - perguntou

- Estou sim, obrigado - abracei-o.

- Vá lá minha querida, vamos trabalhar - mandou.

- Vamos sim, estou entusiasmada!

- Ainda bem, é isso que eu quero.

- Eu vou andando para o gabinete - informei

- Vai sim, eu já la vou ter.

Já ia em direcção ao Gabinete médico quando na sala de espera estavam todos os atletas de andebol.

- Olá Rapazes! - comecei - Eu sou a Leire, a estagiária de cardiologia em breves minutos começaremos os testes. Só estou à espera que o Dr. conclua a actualização das vossas fichas para  dar-mos inicio.

Enquanto justificava o atraso, o Dr. interrompeu-me.

- Leire, podes chegar aqui? - pediu.

- Posso sim - Respondi

- Com Licença - disse antes de sair.

- Desculpa ter-te interrompido mas é que queria informar-te que a nossa cardiologista se sentiu mal e precisou do dia, por isso vais ser tu quem vai realizar os exames, por isso, vai vestir a bata e manda entrar o primeiro. O processo é o mesmo que o de ontem, vais sair-te bem, se precisares de ajuda sabes que estou na cabine.

- Então vou só buscar a bata e já peço ao primeiro para entrar.

Ia no corredor e ouvi um falar muito baixo, daqueles assuntos que não querem que ninguém ouça.

- É ela é - disse um

- sim, se não for as parecenças são muito grande - mencionou outro

- É estagiária, tudo bate certo

- Aposto que o Gonçalo já a comeu - ouviu-se do fundo da sala

O que? estava atónica com aquele último comentário. Eu estaria enganada em relação ao Gonçalo ou fui enganada? decidi não entrar e ver até onde ia aquela conversa.

- Bem me disseram que o Gonçalo ganharia a aposta

Aposta? isso é o que significava para ele? cada ''Adoro-te'', cada ''És especial'' se resumia em uma noite de prazer? QUE RAIVA!

Já não queria ouvir mais, por isso decidi entrar, recolher a bata que tinha ficado numa cadeira e  tentar concentrar-me para fazer o meu trabalho o melhor que conseguia.

- O primeiro pode entrar, se faz favor e despir a camisa e deitar na bata. - informei.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Capitulo 41

Tinha chegado tarde da festa maravilhosa de ontem e ás 10.30 da manhã teria de estar de mangas arregaçadas e o meu medo de adormecer foi tão grande que ás 7 da manhã já estava levantada. Comi uma maçã, vesti a minha roupa de ginástica e saí a correr um bocado.

Leire a correr

Estava uma manhã agradável, calor e um sol lindo! Liguei o meu iphone e concentrei-me na corrida. Já passava das 8.30 quando decidi parar num quiosque para carregar o meu telemóvel, quando me deparei com aquilo que tinha evitado no dia anterior.

As capas das revistas cor-de-rosa estava exposta a minha cara, não só na entrada do evento, como também uma foto de nós no carro, num ambiente animado e na FEIRA... como seria possível seguirem-nos e nós não ver? Estava a odiar aquilo, era referenciada como Namorada do Gonçalo. Decidi comprar as revistas todas, comprei o pão e croissant na padaria que ficava no quarteirão da minha casa e fui para lá o mais depressa que pude.

 
Revistas cor-de-rosas

Quando cheguei a casa, fui directa ao quarto, chamei a Amanda que se levantou num ápice. 

- O que foi? - disse meio a dormir

- Levanta-te rápido, toma um banho e veste-te o mais depressa que conseguires e depois vem ter à sala, precisas de ver uma coisa, enquanto isso eu vou preparando o pequeno almoço.

- Mas passa-se alguma coisa? - disse assustada

- Vai lá despachar-te que já falamos.

Fui directa para a cozinha preparar o pequeno almoço.

Cozinha da Leire
Nem sabia como me sentia, se zangada, se furiosa, se irritada, se indiferente, nem sabia como a Amanda iria reagir. Tinha uma hora e meia para estar a trabalhar, mas não podia ir embora sem que a Amanda soubesse o que se estava a passar por mim.

Em poucos mais de 5m ela já estava junto de mim.

- Afinal o que se passa? estás a assustar-me

- E é mesmo para te assustares - mencionei - olha isto - mostrei-lhe um monte de revistas.

'' Os novos amores dos Craques Benfiquistas''

'' As novas conquistas do Futsal''

'' As namoradas mais belas do plantel benfiquista''

'' Craques bem acompanhados em evento Benfiquista''

''Novas aquisições do Futsal do Benfica''

- Mas o que vem a ser isto? - disse Amanda escandalizada

-Isto foi da festa de ontem, estou tão irritada

- Vê só estas declarações Leire - mostrando-me uma das revistas do ''monte''

''Ela é estagiária no gabinete clinico do clube, eles estiveram colados a noite toda. Ele até a apresentou ao presidente do clube, talvez oficializando a relação. Depois do jantar eles desapareceram voltando minutos depois. Ela e a amiga, muito confidente.  a Amiga parece ter uma relação com o Diego Sol, um dos colegas que o Gonçalo mantém melhor relação. Já visivelmente embriagados, o Gonçalo e a Rapariga voltaram a desaparecer por largos minutos. O que faziam? onde foram? não sei - disse uma fonte anónima que estava no Evento.

- O que vem a ser isto? Relação? Estive a ser controlada? o que é isto, Meu Deus? - Já estava tão irritada que não quis ler mais.

- Combinei com o Diego Sol hoje e vou-lhe pedir uma explicação, estes rumores torna-nos bastante vulneráveis para a comunicação social.

- Faz isso e depois diz-me alguma coisa, bem agora vou ter de ir embora, tenho 45 minutos para estar no estádio, hoje é com a equipa de andebol.

Dei-lhe um beijo e saí com ar transtornado.

Assim que estacionei o carro no parque subterrâneo, os olhares estavam todos em mim. Não queria entrar em conversas sobre o assunto.

- Bom Dia - Foi as únicas palavras que tive coragem de mencionar, respondendo de imediato o porteiro e as empregadas de limpeza que por ali andavam.

Tanto stress que nem me lembrei de ver o meu telemóvel, tinha uma mensagem de alguém que não conhecia o número, mas supus de quem seja e confirmou-se.

Olá linda!
Antes de ir dormir, queria desejar-te uma boa noite e dizer-te que esta noite foi a mais especial que tive. Nunca gostei assim de uma mulher, como gosto de ti. Espero que tenhas gostado tanto como eu. Agora vou dormir que amanhã tenho treino.

Beijos, adoro-te miúda.
Gonçalo Alves.

Esbocei um sorriso, mas quando me lembrei que a minha vida privada estaria estampada na capa de uma revista e ainda por cima com declarações de alguém que, visivelmente não se divertiu e só esteve atento aos meus passos deu-me uma raiva que não pude.
Deixei esse pensamento de lado, porque teria de dar tudo de mim naquele último estágio, para tentar garantir futuramente um lugar naquela instituição. Cheguei ao piso do Gabinete médico e o Dr. já estava à minha espera. 

Capitulo 40

Antes de aceder-mos à pista de dança achei que deveria ter uma conversa com o Gonçalo, já que o caminho tinha sido em pleno silêncio.
Agarrei-lhe no braço e puxei-o para um canto.

- o Que foi? Não te sentes bem? - Já estava visivelmente assustado.

- Não, estou óptima, mas acho que precisávamos de falar sobre o que ia acontecendo. Este dia tem sido surreal, não podia estar mais feliz mas acho que está tudo a correr depressa demais. Tornaste-te numa pessoa importante para mim e, por enquanto, gostava de te conhecer melhor e não quero que, qualquer erro, qualquer aventura afecte aquilo que, tão bonito está a começar - Desabafei e de certo modo senti-me aliviada. Na verdade estava à vista, ele era lindo, à semelhança do seu sorriso e da sua aparência fisica. Tem-se demonstrado uma pessoa impecável é o que queria para a minha vida, mas não estava disposta a abrir mão (pelo menos por enquanto) daquele sentimento pelo Rodrigo até sentir esperança.

- Eu entendo-te, apenas nos conhecemos hoje mas acho que nunca escondi que sinto imensa atracção por ti e que adoro estar contigo e conhecer-te melhor é o que eu quero. Não vou obrigar-te a nada, estou aqui quando quiseres divertir-te, assumir alguma relação ou para apenas falar. Estou disposto a ser apenas amigo, namorado ou amante, sem pressão alguma. Nunca estive nesta situação com nenhuma outra mulher e, neste momento, do que sinto actualmente ao apaixonar-me por ti é um passo.

Aquelas palavras fizeram que esboçasse um sorriso, não só pelas palavras que dissera mas também pelo alívio que sentia dentro de mim. Demonstrou ser um homem compreensivo e era disso que estava a precisar.

- Obrigado! És muito especial e tinha medo de perder isso - uma lágrima invadiu a minha cara e o Gonçalo apressou-se a limpá-la.

- De nada, precisávamos desta conversa e agora.... vamos divertir-nos? - perguntou animado.

- Claro que sim - respondi no mesmo espirito.

Em menos de cinco minutos já estavamos na pista de dança com os restantes companheiros do Gonçalo e a Amanda lá no meio. Parecia a sensação da festa, todos queriam dançar com ela. Estava contentíssima por ela, já que há uns meses a sua auto-estima estava em baixo e isso tinha mudado radicalmente.

- És a sensação da festa - gargalhei

- Não exageres!

- Mas onde foram que demoraram tanto? - perguntou curiosa

- Fomos até à feira que está perto daqui, fui comer um cachorro, porque sinceramente aquele comer não era para mim. Fiquei cheia de fome.

- Só tu, é mesmo coisas à Leire. - Abraçámos e continuámos a dançar.

Começou a tocar uma das minhas músicas favoritas, uma de Pitbull ''International Love'' e puxei o Gonçalo para dançar.

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Já estava visivelmente com uns copos a mais e ele também. A dança começou a ser cada vez mais intensa e o espaço dos nossos corpos cada vez era menor. Era visível o desejo que havia entre nós até que, o Gonçalo puxa-me pelo braço e me leva até à casa de banho mais próxima, dirigímo-nos à última cabine e trancá-mos a porta.

Aquilo que não fizemos na feira, fizemos ali. Os beijos surgiram de imediato, o desejo era tão grande que era impossível silenciar o momento. Ele sentou-se na sanita e eu coloquei-me ao colo dele. As suas mãos recorreram o meu corpo todo, parecendo que o queria explorar até ao mínimo detalhe. As roupas foram sendo retiradas à velocidade da luz, continuava a beijar-me enquanto o fazia, até que ficámos nus e não resistiu em beijar-me toda, começando pelos seios e descendo até às coxas. Aquilo estava a ser fantástico, aquele homem era fantástico!

Leire e Gonçalo

Não me inibi e dei o melhor de mim para que pudesse sair satisfeito como eu tinha a certeza que sairia. Encostou-me à parede da cabine sanitária e penetrou-me com toda a delicadeza. Chegámos ao orgasmo juntos e ainda ficamos agarrados e beijando-nos por alguns minutos. Vestimos -nos e seguimos para junto dos restantes convidados. Já estavam com um nível de alcoolemia bastante elevado, por isso nem notaram a nossa ausência.

Já passavam das 4 da manhã e a noite estava óptima, a Amanda estava bêbeda eu também não estava melhor e no dia seguinte estaria ás 10.30h no Estádio da Luz para o meu segundo e último dia de estágio, não com a equipa de futsal, mas que não deixava de ser importante e teria de estar com óptima cara. A Amanda iria dormir na minha casa, por isso pedi ao Gonçalo que chamasse um táxi e assim aconteceu. O Diego juntou-se a nós os três ( eu, Gonçalo e Amanda) e aproveitaram para nos acompanhar a casa e seguiam no mesmo táxi para a casa deles.

Já à porta da minha casa, a Amanda saiu e o Diego fez o mesmo de modo a despedir-se dela. Eu ia fazer o mesmo, mas o Gonçalo impediu-me segurando-me a mão.

- Não queres falar do que aconteceu? - perguntou-me visivelmente preocupado com a situação.

- Eu estou bêbeda e tu estás bêbado, não vale a pena falarmos se não estamos em condições para pensar em respostas coerentes, amanhã também tenho de estar no estádio ás 10.30 da manhã e quero descansar. - disse eu tentando safar-me daquela conversa. Estava extremamente confusa, mas tinha adorado aquela noite!

- Vou deixar-te o meu número no bolso do teu casaco, caso precises de alguma coisa - informei

Pedi um pedaço de papel e uma caneta ao taxista e escrevi, coloquei-o dobrado em quatro no bolso esquerdo do blaiser.

- Então... Tchau - despedi com um beijo na cara, ele bem tentou beijar-me na boca mas eu não deixei.

- Tchau, adorei esta noite - disse com um sorriso malandro.

Paguei e saí do taxi, despedi-me do Diego e entrei em casa com a Amanda. Aproveitei que tinhamos as duas que tomar um banho para ver se o alcool começava a deixar de fazer efeito e fomos fazê-lo juntas. Vesti o pijama e dei um para que ela vestisse. Deitámos e dormimos.



Pijama da Leire                          Pijama da Amanda

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Capitulo 39

Assim que nos reunimos no centro da sala a ''zoação'' foi total. Os olhares em nós eram inevitáveis.

-Então sempre conseguiste enganar a estagiária? - Ironizou Davi

- Foi muito bem enganada - continuou Marinho

- Calma rapazes, não vale a pena brigarem que para a próxima vem outro comigo - Gargalhei

- Ena... Olha ela a sair da casca, toma atenção Gonçalo - disse Diego sol

- Vamo-nos Sentar? - Perguntou o Diego Sol

- Vão vocês na Frente que eu vou ali apresentar uma pessoa à Leire - Disse o Gonçalo.

- Quem é que eu vou conhecer? - perguntei curiosa

- A pessoa responsável com que a nossa relação mudasse

- Não!

- SIM! - gozou-me

Atravessámos metade do recinto mesmo no final do meu campo de visão lá estava ele, um homem que admirava bastante, estava a fazer um trabalho quase perfeito na instituição e o Gonçalo viu essa admiração na minha cara, tinha uma expressão de uma criança que entra numa loja de Gomas, essa pessoa era o Presidente Luis Filipe Vieira.

Não estava sozinho, estava acompanhado por mais 2 super estrelas - o King Eusébio e o Mago Rui Costa. Junto a estas três vedetas ainda estava o presidente da empresa patrocinadora e o que, depois do dia de hoje, simpático e super prestável tinha entrado na minha escassa lista de pessoas admiráveis
Luis Filipe Vieira e Rui Costa

- Sr. Presidente, Sr.Eusébio, Sr. Rui Costa, Dr., Desculpem interromper mas não podia deixar de apresentar esta mulher - começou.

- É a Leire - continuou

Assim que disse o meu nome foi interrompido pelo presidente Luís Filipe Vieira.

- Sim, já sei quem é, a nova estagiária. Nós estavamos mesmo a falar dela, tenho recebido boas referências acerca do teu trabalho Leire, Parabéns! Dou muito valor às pessoas que se entregam com muito amor ao trabalho e pelo o que o Dr. João Paulo Almeida referiu, tu nasceste para ser cardiologista - elogiou

Sentí-me a corar e a única palavra que me saiu foi:

- Obrigado!

- Bem, se agora nos dão licença, vamos ocupar os nossos lugares - Despediu o Gonçalo

- Prazer em conhecê-los - Despedí-me com dois beijos, quando chegou a vez do Dr. João Paulo Almeida confidenciou-me discretamente ao ouvido

- Eles adoraram-te!

Apenas sorri e segui o meu caminho juntamente com o Gonçalo. Na mesa, já estavam alguns colegas do Gonçalo (Davi, Marinho, Diego sol com a Amanda, Bébé). Como era um jantar de trabalho, contava-se pelos dedos das mãos as mulheres que havia naquele evento, tornando-nos, a mim e à Amanda, as únicas naquela mesa.

Antes do jantar ser servido, era a altura do discurso. O presidente da empresa patrocinadora fez questão de ser o último a discursar, dando lugar ao Presidente do Benfica. Durou pouco mais de 5 minutos e o Sr. George já falava.

- Porque foi um ano de glória e a minha empresa investiu muito bem nesta modalidade, onde foi bem defendida. Eu orgulho-me de apoiar os vencedores e estes atletas são, sem dúvida, uns vencedores. Assim que se este jantar vos parecia uma ''seca'', agora vai deixar de ser, depois do jantar, realizar-se-à, neste mesmo salão, uma pequena discoteca, como prémio para todos os que se esforçaram no passado, que se continuam esforçando no presente e que se esforçarão no futuro. Uma vez mais, Obrigado!

Aquele anúncio deu ânimo àquele jantar, para mim era um sonho, porque era a primeira vez que estava naquele ambiente, mas certamente para o resto seria banal e quase uma obrigação estar ali.

O menú era requintado, não gostava muito daquilo tudo, parecia que ia morrer de fome, mas revelou-se muito pelo contrário, estava tudo tão delicioso, quer dizer, tudo tudo, nem por isso, a sopa.

Menú do Jantar

O jantar durou praticamente duas horas, quando terminou pediram-nos para nos dirigir ao bar, para que os empregados pudessem retirar todas as mesas e cadeiras, de modo a dar espaço a um novo lugar, um lugar de diversão e muita dança.

Iria demorar alguns minutos, assim que tive uma ideia.

- Amanda, eu vou dar uma volta com o Gonçalo, queres vir? - Perguntei

- Não, eu fico por aqui mesmo, estou com o Diego, não te preocupes, ainda voltas?

- Sim, sim.

Fui ao encontro do Gonçalo, estava junto dos colegas.

- Posso falar contigo? - pedi

- Claro

- O que aconteceu? - perguntou preocupado

- Não se passa nada, podes acompanhar-me a um sitio?

- Mas agora? vai começar a festa - disse

- É rápido, eu prometo

Havia a escassos quilómetros uma feira, onde vendiam uns cachorros óptimos, foi inevitável o espanto do Gonçalo ao parar-mos naquele sitio.

- O que fazemos aqui? - perguntou curioso

- É que aquela comida não é para mim, estou cheia de fome, vim comprar um cachorro, aqui é óptimo.

- Tu não existes mesmo.

Dito isso, os nossos rostos aproximaram-se, mas fomos interrompidos quando, na minha cabeça, Rodrigo apareceu. Que raiva! num momento daqueles teria de me lembrar dele?

''Quase'' beijo da Leire e do Gonçalo

Comprei o cachorro e fui comendo-o pelo caminho, quando chegámos ao carro já o tinha devorado.

Não houve assunto, apenas nos dirigimos de novo ao local do jantar. Entrámos e o espaço  e estava diferente.

Espaço da discoteca

domingo, 7 de outubro de 2012

Capitulo 38

Saímos do Carro e o empregado do local do Evento já nos esperava à entrada da passadeira vermelha. 
Ainda dentro do carro o pânico invadiu-me.

- Pensei que fosse um evento formal, de beneficência  nunca pensei que fosse este aparato todo! - disse com cara de assustada.

- Age Naturalmente - disse rindo-se. - o exterior não tem nada a ver com o interior. É um dos eventos mais importantes para a nossa equipa. Está associado o nome do nosso principal patrocinador, uma empresa estrangeira que só vem a Portugal uma ou duas vezes ao ano e uma dessas ocasiões é para este evento, por isso, para a comunicação social uma fotografia dos donos da empresa é um achado! - disse acalmando-me.

- Vamos saír? - convidou

- Só sorri e age naturalmente, lá dentro é outro mundo - concluíu

- SIm, vamos, além do mais o empregado já deve de estar farto de nos esperar - gargalhei

Ele Saiu do carro e, cavalheiro como ele era, contornou o carro e abriu-me a porta, ajudando-me na saída. Num clima animado e de muitos sorrisos, deu as chaves ao empregado do espaço que do estacionamento do carro se ocupasse, oferecendo-me de seguida o seu braço, não neguei. Estava grata por ter sido ele a acompanhar-me, acho que sozinha não teria coragem para encarar aqueles fotógrafos.
Já ia-mos a caminho quando paro.

-Então? que se passa? - perguntou-me

- E se esperássemos pelo Diego e pela Amanda? - sugeri

- Como queiras... Eles já devem estar quase a chegar 

Enquanto os esperávamos conheci o melhor, era fantástico, era o ideal para esquecer o Rodrigo, mas a minha educação não me permitia utilizar uma pessoa para esquecer outra, não era ético, mas não tentaria evitar no futuro alguma coisa, ia deixar que as coisas fluíssem naturalmente.

Passado uns minutos, a Amanda chegou com o Diego que fez a mesma cortesia de cavalheiro ao mesmo tempo que dava a chave do carro ao mesmo empregado para que realizasse a mesma função. Chegaram ao nosso encontro num ar cúmplice, estava a desconfiar de alguma coisa, porque saíram ao mesmo tempo que nós e demoraram uns largos minutos a chegarem, mas não iria abordar o assunto ali, esperaria entrar e estar a sós com ela para lhe perguntar.

- Então estavam à nossa espera? - Perguntou Diego

- Sim estávamos, vamos entrar? - sugeri

- Vamos sim...

Eu e o Gonçalo fomos na frente, um ''formigueiro'' invadiu o meu estômago. 

- Gonçalo, Gonçalo - ouvimos chamar

- Podiam pousar para uma foto, por favor? pediu um jornalista

- Queres? - Olhou-me e eu acenei com a cabeça.

Juliana Paes e o marido conferem espetáculo Hiperativo - Ag.News
Pose para a foto

O mesmo fizeram a Amanda e o Diego, assim que saímos da zona dos fotógrafos, a um metro apenas as nossas gargalhadas certamente ouviam-se a kilómetros de distância. O motivo era a minha expressão de pânico, constrangimento e de vergonha, tudo misturado.

Aquilo era lindo, a passadeira vermelha não era somente na porta, mas sim em todo o percurso que nos levava desde a entrada do recinto até ao interior onde o jantar se iria realizar.

Foto da passadeira vermelha que nos levava ao interior da sala de jantar.

Era um sonho, sentia me uma estrela. A minha mãe era uma pessoa importante no Brasil, mas eu nunca liguei para os seus jantares e festas que estavam relacionados com o seu trabalho, por isso, para mim aquilo era novo. Por fim chegamos à sala de Jantar, fiquei sem reacção  além das estrelas do futebol que eu costumava assistir na televisão, como o Eusébio, grandes estrelas do passado benfiquista até ao grande Rui Costa, mas aquela sala estava soberba.

 
Sala de Jantar.

A nossa entrada não foi de todo discreta. O Gonçalo não pode evitar os olhares e risadas dos colegas de equipa que estavam concentrados no centro da sala, onde fomos ao seu encontro.